sábado, 20 de outubro de 2012

China livra Autoeuropa de avançar com despedimentos - Dinheiro Vivo

China livra Autoeuropa de avançar com despedimentos - Dinheiro Vivo

A produção da Autoeuropa caiu 14,8%, em setembro, e 11,8% desde o início do ano, por comparação com os mesmos números de 2011, vítima de uma quebra de procura em vários mercados. Mas o rombo poderia ter sido muito maior e, se não se tivesse verificado um forte crescimento nas vendas para a Ásia, nesta altura a fábrica portuguesa da Volkswagen poderia estar a forçada a soluções mais drásticas do que a utilização de dias de paragem para manter a produção em 625 carros por dia e, deste modo, evitar despedimentos.
Fonte oficial da empresa garantiu ao Dinheiro Vivo que, para já, será essa a solução, não adiantando o número de dias de não produção previstos até ao fim do ano, escudando-se no facto de os planos de produção serem enviados mensalmente pela casa-mãe. O certo é que os 22 dias previstos em janeiro não chegam para fazer frente à quebra de procura. A Comissão de Trabalhadores diz que serão menos 33.
Produtos sazonais como o descapotável Eos têm registado quebra de procura nos Estados Unidos e no Canadá e o trunfo da Autoeuropa, o Volkswagen Sharan, enfrenta dificuldades várias. Primeiro, tem mais concorrência do que as gerações anteriores e depois, continua a pertencer a um segmento superior, em que a crise tem minado as vendas mesmo em países como a Alemanha, em que o mercado poderia comprar mais caro, ou até no Reino Unido, onde não se tem verificado quebra nas vendas.
O Sharan e o seu "irmão" Alhambra, produzido para a SEAT, têm sido bem acolhidos nos mercados asiáticos. Segundo os números da Associação Automóvel de Portugal, a Autoeuropa exportou para a UE 54 481 unidades até fim de setembro deste ano, contra 74 024 no mesmo período do ano passado. Este saldo negativo foi atenuado pelas exportações para a Ásia no mesmo período: 12 938 unidades em 2011 e 23 625 este ano.
Colocada perante a hipótese de o aumento de procura do mercado não resultar e poder ser um novo modelo a resolver a questão, a Autoeuropa não quis adiantar nada sobre o assunto, salientando que as decisões cabem à casa-mãe.

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