terça-feira, 13 de novembro de 2012

Investimento alemão em Portugal caiu 26% | iOnline

Investimento alemão em Portugal caiu 26% | iOnline

Visita de Angela Merkel não trouxe nenhum negócio importante. O último investimento foi da Continental Mabor, no valor de 61 milhões.

O governo deu luz verde a um novo investimento da Continental Mabor no quadro do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional). O projecto tem um investimento elegível de 61,260 milhões de euros e vai receber um incentivo financeiro de 15,4 milhões de euros ao abrigo do sistema de incentivos à inovação e regime especial, podendo ainda vir a beneficiar de benefícios fiscais.
O investimento a realizar em Vila Nova de Famalicão terá como objectivo a fabricação de pneus e câmaras de ar. A aprovação deste investimento data de 26 de Outubro. O presidente da Aicep, Pedro Reis, revelou a existência de intenções de investimento de multinacionais alemãs em Portugal, no quadro da visita oficial de Angela Merkel ao país. A Continental foi uma das empresas industriais referidas, a par com a Bosch, empresa de artigos electrónicos, e a Autoeuropa. Mas é na fábrica da Autoeuropa que se concentram as atenções, sobretudo porque a queda na procura do mercado europeu tem obrigado a unidade de Volkswagen a fazer mais dias de paragem que o previsto.
Saldo negativo Apesar destes novos projectos, o saldo do investimento alemão em Portugal até Agosto é negativo cerca de 20,3 milhões de euros, de acordo com os dados do Banco de Portugal, trabalhados pela Aicep. Nos primeiros oito meses do ano, o investimento alemão ascendeu a 2119,4 milhões de euros, o que representa uma quebra de 26% face ao mesmo período do ano passado. O desinvestimento também caiu 20,6%, fixando-se em 2140 milhões de euros, o que dá um desinvestimento líquido.
Alemanha em sexto Nos primeiros oito meses do ano, a Alemanha foi, em termos brutos, o sexto maior investidor estrangeiro em Portugal. Em termos líquidos, está dentro dos países europeus com saldo negativo este ano, em que se incluem ainda a Espanha, a Bélgica e a Itália. O Luxemburgo surge como o maior investidor em Portugal este ano, com mais de 3800 milhões de euros, o que se explica essencialmente por servir como ponto de passagem para a compra da EDP pela China Three Gorges.
A presença do investimento alemão é sobretudo visível na indústria mais ligada ao automóvel ou à electrónica, como fornecedor de equipamento militar ou sistemas de transportes, energia e telecomunicações.
Presença modesta Tem contudo uma presença modesta como parceiro financeiro das empresas cotadas na bolsa. Apesar de um recente interesse nas privatizações portuguesas – a E.ON foi uma das candidatas à EDP – ainda não há negócios fechados com grupos alemães. A ANA – Aeroportos de Portugal despertou o interesse da gestora do aeroporto de Frankfturt.
Segundo destino A Alemanha é ainda o segundo destino das exportações portuguesas, mas nos últimos meses as vendas para aquele país têm vindo a cair, acumulado uma variação negativa de 1,3% nos primeiros nove meses deste ano.

Nenhum comentário:

Postar um comentário