Responsável europeu defende que défice português também deve ser visto em termos estruturais, abrindo a porta a derrapagem este ano.
Portugal não deverá ser obrigado a adoptar novas medidas adicionais este ano para segurar o défice no limite dos 5%, algo que se está a revelar muito difícil tendo em conta a evolução da execução orçamental. O Eurogrupo deverá olhar apenas para o esforço estrutural do país, descontando o efeito nefasto do ciclo económico que tem amputado a receita fiscal e deixado o défice a descoberto.
Um alto responsável europeu defendeu hoje "se se avalia o esforço em termos de ajustamento estrutural, em função do ciclo, para uns países [como se fará para Espanha] é justo que isso se faça para todos os países", disse referindo-se a Portugal. "Isso faz sentido em termos económicos".
Já esta semana a Comissão Europeia tinha colocado enorme ênfase nos riscos que ensombram o cumprimento da meta de 5% do PIB este ano, uma meta que era inicialmente de 4,5% mas que foi recentemente relaxada pelo Eurogrupo.
Bruxelas conta que o governo vá até ao final do ano "antecipar algumas medidas do Orçamento para 2013" e "congelar" investimento mas reconhece que isso pode não chegar a tempo e não ser suficiente. Olli Rehn, o comissário do Euro, ao contrário do que fez noutras ocasiões no passado não chega ao ponto de exigir novas medidas de contingência para honrar a meta de 5%. Referindo-se a todos os países, Rehn explicou que "não olhamos apenas para valores nominais que dominam os títulos dos jornais mas sim para sustentabilidade, as finanças públicas no medio prazo e para as medidas a nível estrutural".
Apesar da facilidade, os responsáveis europeus continuam a acreditar que os mercados mantêm a confiança no país, que têm revelado desde Fevereiro deste ano, data em que os juros começaram a descer de forma persistente. "Não é fácil de prever como estarão as condições de mercado de capitais daqui a 10 meses [...] mas estou muito confiante que Portugal conseguirá facilmente ter acesso aos mercados", explicou o mesmo alto responsável, sob condição de anonimato. "Neste momento, penso que há mais do que uma boa probabilidade que isto possa correr bem", afiançou.
Portugal não é um assunto para o Eurogrupo de segunda-feira em Bruxelas, que se dedicará quase exclusivamente à espinhosa questão da sustentabilidade da dívida grega.
http://economico.sapo.pt/noticias/eurogrupo-aceitara-derrapagem-no-defice-de-2012_155871.html
Portugal não deverá ser obrigado a adoptar novas medidas adicionais este ano para segurar o défice no limite dos 5%, algo que se está a revelar muito difícil tendo em conta a evolução da execução orçamental. O Eurogrupo deverá olhar apenas para o esforço estrutural do país, descontando o efeito nefasto do ciclo económico que tem amputado a receita fiscal e deixado o défice a descoberto.
Um alto responsável europeu defendeu hoje "se se avalia o esforço em termos de ajustamento estrutural, em função do ciclo, para uns países [como se fará para Espanha] é justo que isso se faça para todos os países", disse referindo-se a Portugal. "Isso faz sentido em termos económicos".
Já esta semana a Comissão Europeia tinha colocado enorme ênfase nos riscos que ensombram o cumprimento da meta de 5% do PIB este ano, uma meta que era inicialmente de 4,5% mas que foi recentemente relaxada pelo Eurogrupo.
Bruxelas conta que o governo vá até ao final do ano "antecipar algumas medidas do Orçamento para 2013" e "congelar" investimento mas reconhece que isso pode não chegar a tempo e não ser suficiente. Olli Rehn, o comissário do Euro, ao contrário do que fez noutras ocasiões no passado não chega ao ponto de exigir novas medidas de contingência para honrar a meta de 5%. Referindo-se a todos os países, Rehn explicou que "não olhamos apenas para valores nominais que dominam os títulos dos jornais mas sim para sustentabilidade, as finanças públicas no medio prazo e para as medidas a nível estrutural".
Apesar da facilidade, os responsáveis europeus continuam a acreditar que os mercados mantêm a confiança no país, que têm revelado desde Fevereiro deste ano, data em que os juros começaram a descer de forma persistente. "Não é fácil de prever como estarão as condições de mercado de capitais daqui a 10 meses [...] mas estou muito confiante que Portugal conseguirá facilmente ter acesso aos mercados", explicou o mesmo alto responsável, sob condição de anonimato. "Neste momento, penso que há mais do que uma boa probabilidade que isto possa correr bem", afiançou.
Portugal não é um assunto para o Eurogrupo de segunda-feira em Bruxelas, que se dedicará quase exclusivamente à espinhosa questão da sustentabilidade da dívida grega.
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