A taxa de desemprego do próximo ano foi novamente revista em alta, de 16% para 16,4% da população ativa, sendo que o Governo atribui diretamente a culpa desta deterioração ao facto de não se ter alterado a Taxa Social Única. A projeção de recessão mantém-se em -1% em 2013.Recorde-se que a medida da desvalorização fiscal - diminuir a TSU das empresas de 23,75% para 18%, financiando-a com uma subida dos descontos dos trabalhadores de 11% para 18% - foi amplamente rejeitada por empresários, sindicatos e partidos da oposição, tendo motivado grandes da população.
Para além de poder agravar ainda mais a recessão interna, via perda de poder de compra, a medida tiraria margem às empresas para serem elas próprias a fazerem o seu ajustamento interno. Caiu.
Hoje, na apresentação da segunda versão do pacote de medidas enviadas à troika no âmbito da quinta avaliação do programa de ajustamento, Vítor Gaspar, o ministro das Finanças, admitirá que o desemprego vai ser maior devido à ausência da desvalorização fiscal, medida que, defende, criaria emprego já em 2013 e 2014.
A 11 de setembro, Gaspar defendeu que, na sequência da redução da TSU às empresas, "ao fim de 2 anos, o emprego terá aumentado em cerca de 1%. O impacto positivo no investimento será de aproximadamente 0,5%. O crescimento das exportações estará entre 1 e 2%. Verificar-se-á igualmente uma diminuição das importações. Sendo consensual que Portugal tem um problema de competitividade, a redução dos custos com o trabalho deverá contribuir para preservar o emprego e conter o aumento do desemprego".
Nesse dia de setembro, quando apresentou a primeira versão do pacote (em que as alterações da TSU eram o veio principal) Gaspar foi ainda mais claro relativamente ao que seriam os efeitos benéficos da medida sobre o mercado de trabalho: "Apesar da contração anual do PIB, a taxa de desemprego prevista manteve-se em linha com as previsões divulgadas após a quarta avaliação que apontavam para uma taxa de cerca de 16%. Este resultado é possível dado que os efeitos da deterioração da atividade económica sobre o emprego e o desemprego são contidos – em 2013 – pelos efeitos positivos da desvalorização fiscal prevista."
Agora, sem TSU, esses "efeitos positivos" deixaram de existir na ótica do ministro.
Em dezembro, na segunda avaliação do programa, a Comissão Europeia, com o conhecimento do Governo, apontava para um desemprego de 13,6% em 2013; em abril, na terceira avaliação, a taxa prevista piorou para 13,9%. No final desse mês, seria o próprio Governo a enviar para Bruxelas uma atualização do desemprego: 14,1% em 2013. E em junho, na sequência de um estudo sobre o mercado de emprego e os efeitos da recessão em Portugal, voltou a rever o desemprego, para os 16%.
Para além de poder agravar ainda mais a recessão interna, via perda de poder de compra, a medida tiraria margem às empresas para serem elas próprias a fazerem o seu ajustamento interno. Caiu.
Hoje, na apresentação da segunda versão do pacote de medidas enviadas à troika no âmbito da quinta avaliação do programa de ajustamento, Vítor Gaspar, o ministro das Finanças, admitirá que o desemprego vai ser maior devido à ausência da desvalorização fiscal, medida que, defende, criaria emprego já em 2013 e 2014.
A 11 de setembro, Gaspar defendeu que, na sequência da redução da TSU às empresas, "ao fim de 2 anos, o emprego terá aumentado em cerca de 1%. O impacto positivo no investimento será de aproximadamente 0,5%. O crescimento das exportações estará entre 1 e 2%. Verificar-se-á igualmente uma diminuição das importações. Sendo consensual que Portugal tem um problema de competitividade, a redução dos custos com o trabalho deverá contribuir para preservar o emprego e conter o aumento do desemprego".
Nesse dia de setembro, quando apresentou a primeira versão do pacote (em que as alterações da TSU eram o veio principal) Gaspar foi ainda mais claro relativamente ao que seriam os efeitos benéficos da medida sobre o mercado de trabalho: "Apesar da contração anual do PIB, a taxa de desemprego prevista manteve-se em linha com as previsões divulgadas após a quarta avaliação que apontavam para uma taxa de cerca de 16%. Este resultado é possível dado que os efeitos da deterioração da atividade económica sobre o emprego e o desemprego são contidos – em 2013 – pelos efeitos positivos da desvalorização fiscal prevista."
Agora, sem TSU, esses "efeitos positivos" deixaram de existir na ótica do ministro.
Em dezembro, na segunda avaliação do programa, a Comissão Europeia, com o conhecimento do Governo, apontava para um desemprego de 13,6% em 2013; em abril, na terceira avaliação, a taxa prevista piorou para 13,9%. No final desse mês, seria o próprio Governo a enviar para Bruxelas uma atualização do desemprego: 14,1% em 2013. E em junho, na sequência de um estudo sobre o mercado de emprego e os efeitos da recessão em Portugal, voltou a rever o desemprego, para os 16%.
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