Draghi recusa aliviar o peso da dívida grega e perder dinheiro com as obrigações do Estado grego.
O presidente do Banco Central Europeu (BCE) saudou ontem a aprovação de mais um pacote de austeridade na Grécia, desejou o mesmo resultado para a nova votação do Orçamento do Estado para 2013, mas avisou que nenhum destes avanços alterará a posição de Frankfurt de que não aceitará perdas nas suas obrigações gregas, pela simples razão de que tal seria financiamento monetário dos défices gregos, o que é proibido pelos tratados europeus. O BCE já fez o que podia pela Grécia, respondeu.
“O BCE e o Conselho de Governadores saúda o resultado do voto de ontem”, afirmou o presidente da instituição, que considera que é “um progresso face aos últimos meses”. Mario Draghi lembrou que falta ainda outra votação este fim-de-semana e sublinhou que os governos da zona euro vão “discutir a situação grega na próxima semana na reunião do Eurogrupo”.
Quando questionado sobre se, depois destes avanços na Grécia, o BCE admitia aliviar o peso da dívida grega – aceitando por exemplo perdas nas obrigações que detém –, Draghi afastou por completo esse cenário: “O BCE garante a estabilidade de preços e procura a recuperação dos canais de transmissão da política monetária, mas não pode fazer financiamento monetário” dos défices.
Sobre o que vai fazer aos lucros que obterá com os investimentos na dívida grega, Mario Draghi disse que essa decisão cabe aos governos, uma vez que esses lucros serão distribuídos pelos bancos centrais nacionais, e posteriormente distribuídos aos respectivos accionistas, isto é, os estados-membros.
Esta posição de Mario Draghi é perfeitamente complementar dos avisos do ministro das Finanças alemão (texto ao lado) e pode significar que as autoridades europeias já decidiram qual será o destino da Grécia: saída do euro a curto prazo.
“O BCE e o Conselho de Governadores saúda o resultado do voto de ontem”, afirmou o presidente da instituição, que considera que é “um progresso face aos últimos meses”. Mario Draghi lembrou que falta ainda outra votação este fim-de-semana e sublinhou que os governos da zona euro vão “discutir a situação grega na próxima semana na reunião do Eurogrupo”.
Quando questionado sobre se, depois destes avanços na Grécia, o BCE admitia aliviar o peso da dívida grega – aceitando por exemplo perdas nas obrigações que detém –, Draghi afastou por completo esse cenário: “O BCE garante a estabilidade de preços e procura a recuperação dos canais de transmissão da política monetária, mas não pode fazer financiamento monetário” dos défices.
Sobre o que vai fazer aos lucros que obterá com os investimentos na dívida grega, Mario Draghi disse que essa decisão cabe aos governos, uma vez que esses lucros serão distribuídos pelos bancos centrais nacionais, e posteriormente distribuídos aos respectivos accionistas, isto é, os estados-membros.
Esta posição de Mario Draghi é perfeitamente complementar dos avisos do ministro das Finanças alemão (texto ao lado) e pode significar que as autoridades europeias já decidiram qual será o destino da Grécia: saída do euro a curto prazo.
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