quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Ministro da Economia diz que não cede a pressões sobre criação de banco de Fomento | iOnline

Ministro da Economia diz que não cede a pressões sobre criação de banco de Fomento | iOnline

O ministro da Economia disse hoje não estar preocupado "com grupos de interesses" ao comentar a possível criação de um banco de Fomento para financiar a economia, dias depois de os banqueiros portugueses se terem mostrado contra esta medida.
Álvaro Santos Pereira, que falava aos jornalistas no final de uma conferência sobre o futuro Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) juntamente com o comissário europeu para as Políticas Regionais, Johannes Hahn, afirmou que se estivesse preocupado "com grupos de interesses contra mim ou contra o Governo, não tinha feito nada desde o primeiro dia".
No início da semana, os banqueiros Ricardo Salgado (BES), Faria de Oliveira (APB), Fernando Ulrich (BPI) e Vieira Monteiro (Santander Totta) mostraram-se contra a possível criação de um banco de Fomento, coniderando que as atuais instituições já fazem esse papel.
Na altura, Ricardo Salgado disse não conseguir perceber porque haverá um "banco de Fomento que vá para o mercado captar recursos e recursos esses que têm à partida um nível muito elevado para fazer algo mais pela economia", enquanto que Fernando Ulrich sublinhou, em tom crítico, estar pouco interessado em discutir esta questão.
"Se quiserem fazer mais bancos, que façam mais bancos, mas vão perder tempo e vão queimar recursos" que poderiam ser direcionados para resolver os problemas da economia portuguesa, afirmou o presidente executivo do BPI.
O ministro da Economia, perante estas críticas, sublinhou que se o Governo cedesse aos grupos de interesse não teria "cortado nas rendas de energia, cortado na saúde e não teria poupado nas Parcerias Público Privadas (PPP)".
Considerando ser "obviamente importante ouvir os atores do setor", Álvaro Santos Pereira acrescentou, no entanto, que "a decisão de criar ou não um banco de Fomento é meramente política".
O ministro confirmou que o Governo continua a estudar este dossiê para saber "se faz sentido criar ou não um banco de Fomento ou se faz sentido utilizar os instrumentos e as instituições já existentes para fomentar o desenvolvimento industrial e mineiro".
"Não vale a penas deitarmos hipóteses para o ar e depois não as estudar bem", concluiu, defendendo a necessidade de ter "razões técnicas muito fortes para decidir", rematou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário