A Autoridade Nacional de Proteção Civil faz, esta sexta-feira, um balanço da época de incêndios florestais, num ano em que a área ardida aumentou 55% e as ocorrências de fogo diminuíram 5%.
| foto Henriques da Cunha / Global Imagens |
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| Maior fogo ocorreu no distrito de Faro |
Já a área ardida aumentou 55%, tendo os 20969 incêndios consumido 105016 hectares de floresta, enquanto em 2011 arderam 67594 hectares, segundo os dados provisórios.
O documento sublinha que o maior fogo de 2012 teve início a 18 de julho, no distrito de Faro, e afetou 21437 hectares de espaços florestais, cerca de 20% da área florestal ardida este ano.
Outros fogos com mais área florestal ardida ocorreram no início do mês de setembro e deflagraram nos concelhos de Ourém (4130 hectares), Seia (2480) e Viseu (2000).
O ICNF refere também que deflagraram, até 15 de outubro, 133 grandes incêndios (aqueles em que a área afetada é igual ou superior a 100 hectares), correspondendo a 70% da área ardida.
De acordo com os dados provisórios, o maior número de ocorrências verificou-se este ano no distrito do Porto, com 4794 registos, enquanto o distrito de Faro é o que apresenta maior área ardida (22181 hectares), sendo que 97% resulta do incêndio de Tavira.
Os incêndios florestais consumiram ainda, nos distritos de Viseu e Bragança, 11880 e 13406 hectares de floresta, respetivamente.
O relatório salienta que Portugal Continental esteve, em grande parte do período de janeiro a abril, em situação de seca, o que contribuiu, em parte, para os elevados valores do número de ocorrências e área ardida, registados nesses meses.
No entanto, foi no mês de setembro que se registou o maior número de ocorrências e de área ardida.
O balanço do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais vai ser feito em Lisboa, numa cerimónia que vai contar com a presença dos ministros da Administração Interna, Miguel Macedo, e da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas.

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