quinta-feira, 13 de junho de 2013

Selassie: Perspetivas para Portugal "não são muito ambiciosas" - Dinheiro Vivo

Selassie: Perspetivas para Portugal "não são muito ambiciosas" - Dinheiro Vivo


As perspetivas de recuperação da economia portuguesa depois de concluído o ajustamento estão em linha com o fraco crescimento da economia até à grande crise financeira do subprime em 2007, admite o chefe de missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), Abebe Selassie.

"No médio a longo prazo as projeções apontam para cerca de 2% o que é um número conservador, tendo em contas as reformas realizadas", disse o economista em conferência de imprensa. "Não é um número muito ambicioso tendo em conta o histórico da economia, que entre 1999 e 2007 cresceu cerca de 1,7%", observou.

Ou seja, o FMI prefere manter a fasquia baixa, não incorporando a totalidade dos efeitos das reformas no aumento do Produto Interno Bruto potencial. Não o faz devido às enormes "incertezas" que pairam sobre os resultados do ajustamento e, sobretudo, sobre a sustentabilidade da dívida pública, o problema mais sério que o país terá de enfrentar nas próximas décadas.
Abebe Selassie garantiu ainda que o "foco principal do programa" são "empregos, empregos, empregos", mas quando questionado sobre que medidas concretas poderão existir para travar o desemprego, que está a caminho dos 19% em 2014, e inverter essa tendência, o chefe de missão disse que é preciso confiar "na atuação dos estabilizadores automáticos" e que as reformas começam a produzir resultados.
O FMI mantém, no essencial, o quadro macroeconómico do Governo: recessão de 2,3% este ano e retoma de 0,6% no próximo; desemprego sobe até 18,2% em 2013 e agrava-se até 18,5% em 2014.

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