Comecemos pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo. Depois de, em Maio, Obama se ter tornado no primeiro presidente da História dos EUA a apoiar publicamente o casamento gay (passo classificado pelos seus rivais como “estratégia política” a meio ano destas eleições), as populações de três estados também fizeram História hoje como as primeiras a aprovar estas uniões em referendo.
Desde 1998 que a proposta de legalizar o casamento homossexual era rejeitada nos 32 estados que levaram a questão a voto popular em eleições anteriores. Desta vez, os habitantes do Maine, Maryland e estado de Washington aprovaram a legalização do casamento gay nos seus estados, de acordo com projecções da CNN, "Huffington Post" e outros media.
O caso do Maine é particularmente surpreendente: em 2009, a legislatura estadual aprovou o reconhecimento de igualdade de direitos no casamento, mas quando a questão foi levada a votação popular, os habitantes recusaram-na. Três anos depois, mudaram de ideias.
Seis estados e o Distrito de Columbia (Washington DC) já tinham legalizado o casamento gay, mas essas decisões não foram aprovadas por voto popular.
Já o estado do Minnesota levou a referendo a proposta de incluir na constituição estadual a proibição de uniões matrimoniais entre gays; de acordo com as últimas projecções, o estado deverá ter aprovado a amenda constitucional.
A aprovação do casamento gay pelos três estados surge depois de, nas eleições de 2008, o estado da Califórnia ter aprovado uma amenda à sua constituição estadual sobre o casamento ser uma união apenas entre homem e mulher.
Quanto à legalização da marijuana, os estados de Washington e Colorado também parecem ter aprovado a proposta de dar à droga leve o estatuto de álcool, ao contrário do Oregon, que referendou - e chumbou - a mesma medida.
A confirmar-se a maioria do ‘Sim’ nos dois estados, o consumo e posse de pequenas doses de marijuana passa a ser autorizado para os seus habitantes, caso tenham mais de 21 anos, num sistema regulado e taxado pelo estado. Se a proposta for aprovada nesses estados, tal pode forçar, a médio prazo, mudanças de posição do governo federal no mesmo sentido.
Nos Estados Unidos existiam, até esta semana, 17 estados onde o consumo de marijuana para fins medicinais é autorizado, mediante a apresentação de uma prescrição médica. Nestas eleições, a maioria dos eleitores do Massachusetts votou para juntar o seu estado à lista.
Pelo contrário, o Montana aprovou a proposta de "suspender e reformar as actuais leis estaduais sobre marijuana medicinal".
O estado de Arkansas também incluiu a proposta de “marijuana para fins medicinais” nos seus boletins de voto, mas aí a medida foi reprovada. Se o ‘Sim’ tivesse ganho, este teria sido o primeiro estado do Sul do país (zona tradicionalmente conservadora) a aprovar a medida.
Outros referendos
Na Califórnia, o boletim de voto nestas eleições incluiu a proposta de acabar com a pena de morte no estado, que foi rejeitada.
O Minnesota chumbou a obrigatoriedade de cada cidadão do estado apresentar um documento oficial com fotografia para poder votar.
Para além de ter apoiado o casamento gay, no Maryland foi ainda aprovado o DREAM Act a nível estadual, permitindo que filhos de imigrantes sem documentos possam estudar nas escolas públicas e receber apoio do governo estadual quando necessário.
Na Florida, a proposta de se incluir na constituição estadual a proibição de uso de fundos públicos para abortos foi chumbada.
Os habitantes do Colorado aprovaram que os legisladores estaduais peçam uma amenda à Constituição federal dos EUA para que sejam impostos limites às contribuições e despesas em campanhas eleitorais, num ano em que foi batido o recorde de mil milhões de dólares angariados pelos dois principais candidatos presidenciais.
Desde 1998 que a proposta de legalizar o casamento homossexual era rejeitada nos 32 estados que levaram a questão a voto popular em eleições anteriores. Desta vez, os habitantes do Maine, Maryland e estado de Washington aprovaram a legalização do casamento gay nos seus estados, de acordo com projecções da CNN, "Huffington Post" e outros media.
O caso do Maine é particularmente surpreendente: em 2009, a legislatura estadual aprovou o reconhecimento de igualdade de direitos no casamento, mas quando a questão foi levada a votação popular, os habitantes recusaram-na. Três anos depois, mudaram de ideias.
Seis estados e o Distrito de Columbia (Washington DC) já tinham legalizado o casamento gay, mas essas decisões não foram aprovadas por voto popular.
Já o estado do Minnesota levou a referendo a proposta de incluir na constituição estadual a proibição de uniões matrimoniais entre gays; de acordo com as últimas projecções, o estado deverá ter aprovado a amenda constitucional.
A aprovação do casamento gay pelos três estados surge depois de, nas eleições de 2008, o estado da Califórnia ter aprovado uma amenda à sua constituição estadual sobre o casamento ser uma união apenas entre homem e mulher.
Quanto à legalização da marijuana, os estados de Washington e Colorado também parecem ter aprovado a proposta de dar à droga leve o estatuto de álcool, ao contrário do Oregon, que referendou - e chumbou - a mesma medida.
A confirmar-se a maioria do ‘Sim’ nos dois estados, o consumo e posse de pequenas doses de marijuana passa a ser autorizado para os seus habitantes, caso tenham mais de 21 anos, num sistema regulado e taxado pelo estado. Se a proposta for aprovada nesses estados, tal pode forçar, a médio prazo, mudanças de posição do governo federal no mesmo sentido.
Nos Estados Unidos existiam, até esta semana, 17 estados onde o consumo de marijuana para fins medicinais é autorizado, mediante a apresentação de uma prescrição médica. Nestas eleições, a maioria dos eleitores do Massachusetts votou para juntar o seu estado à lista.
Pelo contrário, o Montana aprovou a proposta de "suspender e reformar as actuais leis estaduais sobre marijuana medicinal".
O estado de Arkansas também incluiu a proposta de “marijuana para fins medicinais” nos seus boletins de voto, mas aí a medida foi reprovada. Se o ‘Sim’ tivesse ganho, este teria sido o primeiro estado do Sul do país (zona tradicionalmente conservadora) a aprovar a medida.
Outros referendos
Na Califórnia, o boletim de voto nestas eleições incluiu a proposta de acabar com a pena de morte no estado, que foi rejeitada.
O Minnesota chumbou a obrigatoriedade de cada cidadão do estado apresentar um documento oficial com fotografia para poder votar.
Para além de ter apoiado o casamento gay, no Maryland foi ainda aprovado o DREAM Act a nível estadual, permitindo que filhos de imigrantes sem documentos possam estudar nas escolas públicas e receber apoio do governo estadual quando necessário.
Na Florida, a proposta de se incluir na constituição estadual a proibição de uso de fundos públicos para abortos foi chumbada.
Os habitantes do Colorado aprovaram que os legisladores estaduais peçam uma amenda à Constituição federal dos EUA para que sejam impostos limites às contribuições e despesas em campanhas eleitorais, num ano em que foi batido o recorde de mil milhões de dólares angariados pelos dois principais candidatos presidenciais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário