As maiores câmaras, como Lisboa, Porto ou Sintra, vão pagar subsídio de férias já este mês
As câmaras do PSD decidiram não seguir o exemplo do governo e vão pagar os subsídios de férias aos seus funcionários já este mês. A maioria das autarquias social-democratas contactadas pelo i ou já o fez ou vai avançar com o pagamento nos próximos dias. Porto, Coimbra, Faro, Caldas da Rainha, Santarém ou Sintra são apenas algumas das câmaras (ver texto ao lado) que vão aproveitar a decisão do governo de deixar esta opção nas mãos das autarquias e já têm previsto nos seus orçamentos o pagamento do subsídio.
"Sempre tivemos essa intenção [de pagar] e estamos preparados para fazê-lo no mês de Junho. Mantendo-se os pressupostos legais, pagaremos este mês", diz Ricardo Rodrigues, chefe de gabinete do presidente da câmara de Coimbra.
"Pagamos porque temos dinheiro e porque os funcionários trabalham muito e recebem pouco", refere, na mesma linha, o social-democrata Fernando Costa, que abdicou recentemente da presidência das Caldas da Rainha para concorrer a Loures. Neste município, 313 funcionários são abrangidos pela medida, representando as transferências um encargo de 253 mil euros.
Também a câmara de Portalegre já aprovou uma deliberação para "fazer uma alteração orçamental no sentido de pagar o subsídio de férias", diz ao i fonte da autarquia. A mesma decisão tomou, há uma semana, a câmara de Faro. "Vamos pagar já este mês. É esse o hábito. Temos que pagar o subsídio, pagamos já", diz ao i o presidente Macário Correia.
No Porto, a segunda maior câmara do país, Rui Rio garantiu ontem que a sua "ideia é pagar os subsídios em Junho". "Não tenho qualquer problema em pagar. Tenho dinheiro para pagar e quero pagar. É isso que vamos fazer a não ser que entretanto surja uma lei que inequivocamente o proíba", disse o autarca social-democrata.
Mas nem todos os presidentes de câmara tem a estratégia assim tão definida. Em Gaia, o município liderado por Luís Filipe Menezes, fonte da autarquia diz que "ainda não há uma decisão definitiva" e que só "para a semana" os serviços vão "fazer os cálculos" para perceber se há ou não o dinheiro que o governo não inscreveu no Orçamento do Estado para este ano e que, consequentemente, não transferiu para os órgãos locais.
Alcoutim está à espera da publicação do Orçamento Rectificativo, mas se isso não acontecer até segunda-feira "a câmara avança com o pagamento dos subsídios" aos 182 funcionários, estando em causa 180 mil euros, diz fonte da autarquia.
Também muitas câmaras do PS e do PCP, como Lisboa, Leiria, Vila Franca de Xira ou Beja, vão pagar ainda este mês aos seus funcionários. O presidente da Câmara Raul Castro diz ao i que os 680 funcionários vão receber o subsídio "na totalidade", fazendo-se o acerto das contas no fim do ano. O pagamento da parte do subsídio em duodécimos veio baralhar ainda mais as contas e, explica o autarca, isso contribuirá para que "no final do ano os trabalhadores tenham menos dinheiro em conta" por força do ajustamento. Outras câmaras, como Barcelos, já pagaram este subsídio aos seus funcionários.
"Sempre tivemos essa intenção [de pagar] e estamos preparados para fazê-lo no mês de Junho. Mantendo-se os pressupostos legais, pagaremos este mês", diz Ricardo Rodrigues, chefe de gabinete do presidente da câmara de Coimbra.
"Pagamos porque temos dinheiro e porque os funcionários trabalham muito e recebem pouco", refere, na mesma linha, o social-democrata Fernando Costa, que abdicou recentemente da presidência das Caldas da Rainha para concorrer a Loures. Neste município, 313 funcionários são abrangidos pela medida, representando as transferências um encargo de 253 mil euros.
Também a câmara de Portalegre já aprovou uma deliberação para "fazer uma alteração orçamental no sentido de pagar o subsídio de férias", diz ao i fonte da autarquia. A mesma decisão tomou, há uma semana, a câmara de Faro. "Vamos pagar já este mês. É esse o hábito. Temos que pagar o subsídio, pagamos já", diz ao i o presidente Macário Correia.
No Porto, a segunda maior câmara do país, Rui Rio garantiu ontem que a sua "ideia é pagar os subsídios em Junho". "Não tenho qualquer problema em pagar. Tenho dinheiro para pagar e quero pagar. É isso que vamos fazer a não ser que entretanto surja uma lei que inequivocamente o proíba", disse o autarca social-democrata.
Mas nem todos os presidentes de câmara tem a estratégia assim tão definida. Em Gaia, o município liderado por Luís Filipe Menezes, fonte da autarquia diz que "ainda não há uma decisão definitiva" e que só "para a semana" os serviços vão "fazer os cálculos" para perceber se há ou não o dinheiro que o governo não inscreveu no Orçamento do Estado para este ano e que, consequentemente, não transferiu para os órgãos locais.
Alcoutim está à espera da publicação do Orçamento Rectificativo, mas se isso não acontecer até segunda-feira "a câmara avança com o pagamento dos subsídios" aos 182 funcionários, estando em causa 180 mil euros, diz fonte da autarquia.
Também muitas câmaras do PS e do PCP, como Lisboa, Leiria, Vila Franca de Xira ou Beja, vão pagar ainda este mês aos seus funcionários. O presidente da Câmara Raul Castro diz ao i que os 680 funcionários vão receber o subsídio "na totalidade", fazendo-se o acerto das contas no fim do ano. O pagamento da parte do subsídio em duodécimos veio baralhar ainda mais as contas e, explica o autarca, isso contribuirá para que "no final do ano os trabalhadores tenham menos dinheiro em conta" por força do ajustamento. Outras câmaras, como Barcelos, já pagaram este subsídio aos seus funcionários.
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