quarta-feira, 5 de junho de 2013

Passos admite 'orgulho' no trabalho do Governo - Política - Sol

Passos admite 'orgulho' no trabalho do Governo - Política - Sol

O primeiro-ministro admitiu hoje que sente "orgulho" no trabalho da maioria PSD/CDS desenvolvido ao longo destes dois anos de mandato e voltou a sublinhar que não teme uma eventual penalização do seu partido nas "autárquicas" deste ano.
Apesar de considerar que o percurso foi penoso, sobretudo pela necessidade de adoptar medidas "inesperadas", Passos Coelho recordou que os portugueses quando o elegeram a 5 de Junho de 2011 sabiam que tinham "chegado ao fim da linha" e que "não foram escondidas dificuldades".
O actual chefe do Executivo, que falava enquanto presidente do PSD na sessão de apresentação da candidatura de Carlos Silva à Câmara da Amadora, sublinhou que o PSD e o CDS sempre assumiram que iriam cumprir o programa e, como tal, rejeita as acusações - sobretudo as que chegam da oposição - de que tenha ganho as eleições a enganar os portugueses.
"Ao contrário do que aconteceu em 2009, o país foi a eleições e sabia qual a situação. Em 2009 não. O Orçamento do Estado foi escondido e discutido apenas depois das eleições, em Janeiro de 2010. Aí é que percebemos que o prometido défice de 4% escapou para os 10%", afirmou o primeiro-ministro.
No dia em que se assinalam dois anos sobre as eleições que ditaram a vitória social-democrata, Passos Coelho não se coibiu de recordar o ambiente social e económico do país nas vésperas do pedido de ajuda internacional. Sem nunca referir José Sócrates, o governante recordou a preocupação que já se alastrava Europa fora com o caso português.
"Os nossos amigos europeus já diziam: se têm de pedir ajuda, peçam para que nós consigamos ajudar. Pode chegar o momento em que vamos querer ajudar e já não vamos poder", frisou o primeiro-ministro para concluir que Sócrates pediu ajuda tarde damais.
Neste quadro de "bancarrota", o primeiro-ministro sublinhou que durante estes dois anos de cumprimento do programa de assistência económica e financeira "tivemos várias surpresas pelo caminho,  adoptamos medidas que não tínhamos pensado adoptar e enfrentamos dificuldades que não eram esperadas".
As palavras para a oposição não ficaram fora do guião de Passos Coelho esta noite. "Aqueles que estão anciosos com esta situação se calhar estão mais preocupados com eles do que com o país", disse, para logo de seguida deixar uma garantia: "continuaremos o nosso trabalho apesar destas barreiras que nos colocam".
O caminho, reiterou o líder do Executivo, é para ser mantido já que "não podemos voltar para trás". Passos Coelho sublinhou, no entanto, que as reformas já concretizadas ou em vias de ser aplicadas vão contribuir para uma "recuperação lenta" e, por isso mesmo, "vai exigir esforço de todos nós".
"Esta é a melhor forma de tratar os portugueses: com respeito e com verdade. [...] Não podemos prometer o paraíso na Terra", concluiu.

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