Declarações foram feitas em Fevereiro mas só foram conhecidas agora depois de terem sido interpostos em tribunal vários processos contra a magistrada
Edith Jones, uma juíza do Texas, apresentou uma teoria: os "afro-americanos e hispânicos têm maior propensão para o crime", durante uma conferência na Faculdade de Direito da Universidade da Pensilvânia.
As declarações foram feitas em Fevereiro, mas só foram conhecidas agora depois de terem sido interpostos em tribunal vários processos contra a magistrada, um deles financiado pelo próprio Governo mexicano, avança o "Expresso".
Jones explicou ainda que "a pena de morte propicia a um preso a possibilidade de fazer as pazes com deus".
Contactados pelo jornal, os serviços de relações públicas da faculdade explicam que não existe nenhuma gravação vídeo da conferência e que as declarações da juíza foram ouvidas por várias testemunhas presentes no auditório.
A juíza vai mais longe e diz que a decisão do Supremo Tribunal Americano de suspender a pena de morte para indivíduos inimputáveis cria um "precedente perigoso", afirmando que "qualquer mexicano preferiria estar no corredor da morte, aguardando a execução nos EUA, do que numa prisão mexicana", refere o "Expresso".
Edith Jones, 64 anos, foi nomeada pelo antigo presidente Ronald Reagan e, por duas vezes, durante os mandatos de George H. W. Bush e George W. Bush, apontada como potencial candidata ao Supremo Tribunal Americano.
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