sexta-feira, 7 de junho de 2013

BCE confessa que economia da zona euro vai de mal a pior em 2013 | iOnline

BCE confessa que economia da zona euro vai de mal a pior em 2013 | iOnline

Recessão passa de 0,5% para 0,6%. Pânico é tal que Banco Central Europeu admite mudar taxa de depósitos para valores negativos

Portugal está como está, com uma recessão prevista para este ano de 2,3% do PIB, mas que todos os analistas e organizações internacionais estimam que possa chegar aos 3%, e os ventos que vêm da Europa, em particular da zona euro, anunciam mais tempestades. Ontem, em Frankfurt, o Banco Central Europeu confessou que a economia da zona euro vai cair 0,6% este ano em vez dos 0,5% da última previsão do Banco Central Europeu. E como a economia cai cada vez mais, o BCE tenta levar os bandos a emprestar mais dinheiro à economia, algo que não acontece nos países da zona euro e também em Portugal, em que os dados apontam para mais restricções ao crédito, com spreads cada vez mais altos.
TAXAS NEGATIVAS Por isso mesmo,o presidente do Banco Central Europeu, o italiano Mario Draghi, admitiu que discutiu com os governadores dos bancos centrais do euro a possibilidade de passar a taxa de depósitos da instituição para valores negativos, cobrando aos bancos para receber os seus depósitos. Passar a taxa de depósitos para valores negativos implicaria que os bancos teriam de pagar à instituição para lá parquearem o seu dinheiro, o que poderia ser um incentivo para que estes dessem mais finaciamento ou que mantivessem pelo menos o dinheiro no sistema.
RECESSÃO PIORA Esta intenção, ou ameaça, de Mario Draghi foi feita depois de ter anunciado uma revisão em baixa das estimativas de crescimento para a zona euro, esperando agora que a recessão este ano atinja os 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) da região.
Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do conselho de governadores da instituição que lidera, onde foi decidida a manutenção das taxas de juro em 0,50%, apesar das expectativas mais pessimistas para a área do euro, Mario Draghi manteve-se optimista em relação ao final do ano. Espera uma estabilização da economia e admite mesmo que haja uma recuperação em 2014.
SEMPRE AS PREVISÕES Segundo o presidente do BCE, os dados mais recentes dão conta de uma estabilização e mesmo um início da retoma no final do ano, e, como tal, a revisão em baixa de 0,1 pontos percentuais não deu para já lugar a novo corte nas taxas de juro de referência, que sofreram uma redução no mês passado. "A actividade económica na zona euro deve estabilizar e recuperar ao longo do ano apesar de a um ritmo lento", disse Draghi aos jornalistas em Frankfurt, na sede do BCE.
BCE AFASTA DEFLAÇÃO Os riscos para a inflação, a grande preocupação do BCE, continuam "equilibrados na generalidade", enquanto existem riscos descendentes para o crescimento económico, adiantou Draghi. Segundo o BCE, a inflação na zona euro deve situar-se nos 1,4% este ano e descer para 1,3% em 2014. Mas mesmo assim, o Banco Central Europeu afasta para já o risco de deflação, embora o líder do BCE garante que a instituição irá continuar vigilante.

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