terça-feira, 11 de setembro de 2012

Estudo da OCDE: baixas qualificações dos pais determinam percurso dos filhos - EXPRESSO

60% dos jovens de famílias com poucas habilitações não conseguem terminar o ensino secundário. Portugal é dos países com pior desempenho a este nível.

Portugal é um dos países da OCDE onde as baixas qualificações dos pais mais determinam o percurso académico dos filhos.
De acordo com o relatório anual Education At a Glance, hoje divulgado, 60% dos jovens portugueses entre os 25 e os 34 anos de famílias com baixas qualificações - inferior ao ensino secundário - também não conseguiram terminar o 12º ano.
A média da OCDE ronda os 30% (dados de 2009) e apenas a Turquia apresenta um pior desempenho a este nível. Estados Unidos e Itália são outros dos dois países em que os estudantes têm mais dificuldade em contrariar as baixas qualificações dos pais.
Quanto ao ensino superior, o desfasamento não é tão grande. Ainda assim, menos de um quinto dos jovens portugueses filhos de pais com baixas qualificações conseguem completar a universidade. A média da OCDE é de 20%.  
Neste ranking, pela positiva, destacam-se Austrália, Finlândia, Irlanda e Suécia. São estes os países onde mais jovens de meios desfavorecidos conseguem concluir o ensino superior.
Este é um dos destaques assinados na apresentação do relatório da OCDE que, ao longo de quase 600 páginas, compara os sistemas educativos em diferentes indicadores. 


 

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