60% dos jovens de famílias com poucas habilitações não conseguem terminar o ensino secundário. Portugal é dos países com pior desempenho a este nível.
Portugal é um dos países da OCDE onde as baixas qualificações dos pais mais determinam o percurso académico dos filhos.
De acordo com o relatório anual Education At a Glance,
hoje divulgado, 60% dos jovens portugueses entre os 25 e os 34 anos de
famílias com baixas qualificações - inferior ao ensino secundário -
também não conseguiram terminar o 12º ano.
A média da OCDE ronda os 30% (dados de 2009) e apenas a
Turquia apresenta um pior desempenho a este nível. Estados Unidos e
Itália são outros dos dois países em que os estudantes têm mais
dificuldade em contrariar as baixas qualificações dos pais.
Quanto ao ensino superior, o desfasamento não é tão
grande. Ainda assim, menos de um quinto dos jovens portugueses filhos de
pais com baixas qualificações conseguem completar a universidade. A
média da OCDE é de 20%.
Neste ranking, pela positiva, destacam-se
Austrália, Finlândia, Irlanda e Suécia. São estes os países onde mais
jovens de meios desfavorecidos conseguem concluir o ensino superior.
Este é um dos destaques assinados na apresentação do
relatório da OCDE que, ao longo de quase 600 páginas, compara os
sistemas educativos em diferentes indicadores.
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