O governo acabou com os Certificados do Tesouro mas aumentou a remuneração dos Certificados de Aforro. Também as obrigações das empresas estão a captar a atenção dos investidores, que estão a desistir dos depósitos a prazo para apostarem nesta alternativa de poupança. O i fez uma ronda no mercado e apresenta alguns produtos onde poderá investir e ganhar algum dinheiro extra.
Depósitos a prazo
Os depósitos a prazo têm sido os campeões na captação de poupanças dos portugueses, mas a crise financeira tem vindo a afectar este hábito. No entanto, esta aplicação ganhou um novo fôlego em Junho, quando atingiu o valor mais alto de sempre, segundo os últimos dados do Banco de Portugal. Neste mês, os depósitos aumentaram 1356 milhões de euros face ao mês anterior, para 132 264 milhões. Um valor assinalável, tendo em conta que os depósitos tinham caído, em Maio, de 164 milhões para 130 908 milhões de euros.
A verdade é que as taxas de juro oferecidas pelas instituições financeiras – a média ronda os 3% – contribuem para este sucesso, mas geralmente esses valores só são praticados no final do prazo do instrumento financeiro. Os bancos conseguem desta forma atrair capitais e, ao mesmo tempo, fidelizar os clientes. Também a hipótese dos clientes beneficiarem do Fundo de Garantia de Depósitos – cobre montantes até 100 mil euros por instituição e por depositante – vem dar alguma segurança a esta aplicação financeira. Os consumidores podem optar por prazos fixos ou crescentes. Estes últimos geralmente só apresentam a remuneração máxima se os clientes mantiverem a aplicação até ao final do prazo, por isso mesmo, estes produtos são pouco interessantes para quem pretende investir numa lógica a curto prazo.
Contudo, o travão imposto pelo BdP, desde Novembro passado, nos "superdepósitos" veio alterar um pouco os hábitos de poupança no que diz respeito à selecção destes produtos financeiros. Os bancos com "superdepósitos", que superem em 300 pontos base os juros do mercado, são penalizados nos rácios de capital. Esta nova limitação tem implicação no cumprimento do acordo da troika, que obriga os oito maiores bancos a "reduzir gradualmente os rácios de transformação de depósitos em créditos para um nível de 120% até 2014".
Bolsa
Investir em acções pode representar um bom negócio devido ao elevado potencial de valorização, mas o risco é sempre elevado. Por isso, há que ter em conta este critério se estiver a pensar em apostar no mercado bolsista.
Não há garantia de rendimento nem de capital. Assim, quem pensa que esta poderá ser uma boa alternativa para amealhar algum dinheiro terá de respeitar algumas regras antes de tomar uma decisão. O investidor pode fazer a compra individualmente quando escolhe directamente as acções que deseja ou através de fundos de acções, ao adquirir unidades de participação de um destes instrumentos. Os especialistas aconselham os interessados a fazer este investimento a prazo (pelo menos a cinco anos) para ultrapassar as flutuações do mercado. Não se esqueça da regra do "dividir para reinar": ao escolher títulos de diferentes países e sectores, consegue reduzir as flutuações do investimento. Tenha em conta o intermediário financeiro que escolher, saiba que uma opção acertada pode ser uma poupança de muitos euros. A Associação de Defesa do Consumidor (Deco) e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) disponibilizam simuladores que o podem ajudar nesta tarefa. Não existe um valor mínimo exigido para investir na bolsa, varia em função do valor das acções que se deseja comprar/vender e até mesmo da entidade escolhida. Além de verificar o movimento das cotações, também deve estar atento aos acontecimentos do mercado e aos factos relevantes divulgados pelas empresas. Pode encontrar algumas destas informações nos sites das respectivas empresas, bem como factos relevantes e outras comunicações no site da CMVM.
Certificados de aforro
Depois de perderem muitos investidores, os Certificados de Aforro (CA) poderão vir a ganhar uma nova vida. O governo acaba de mudar os prémios de permanência aos CA das séries B e C, passando a garantir uma taxa de juro acima dos 3% durante os próximos quatro anos. O objectivo desta medida, que surgiu a par da extinção dos Certificados do Tesouro, é tornar estes títulos de dívida pública novamente atractivos. Recorde-se que, os Certificados de Aforro da série B foram "encerrados" em 2008 (ou seja deixaram de receber novas entradas de dinheiro), mas quem os manteve estava com uma taxa de juro ilíquida a rondar os 2,2808%. Este "bónus" de 1% vai vigorar entre Setembro deste ano e Dezembro de 2016 e, a este valor, acresce ainda a taxa de juro que é calculada em função da Euribor. Feitas as contas, a remuneração actual dos certificados da série B é de 3,2808%. No caso da série C (criada em 2008), ainda activa, o governo optou por substituir o actual esquema de prémio de permanência (que ia aumentando ao longo dos 10 anos de vida do produto) por um prémio fixo de 275 pontos base. A conjugação destes 2,75% com a taxa de juro em vigor faz com que a remuneração actual dos CA suba para 3,268%.
Esta nova taxa, mais elevada e, por isso, mais atractiva, aplica-se também aos certificados subscritos mais recentemente.
Fundos de investimento
Constituídos por diversos investimentos individuais que, em conjunto, são aplicados em vários mercados e valores financeiros, como acções, imobiliário, etc. Ou seja, pequenos investidores entregam as suas poupanças a um gestor profissional. Sempre que o investidor pretenda, pode resgatar o respectivo investimento do fundo. Estes têm sempre a vantagem de contar com carteiras com alguma diversificação e onde é possível investir com pequenos montantes. Mesmo com quantias modestas, o pequeno investidor pode beneficiar de todas as vantagens associadas à bolsa de valores. Apesar do risco, o potencial de ganhos a longo prazo é sempre superior ao das aplicações tradicionais, como os depósitos a prazo ou os certificados de aforro. "A relativa facilidade de subscrição, de resgate, o acesso com montantes reduzidos e o elevado grau de diversificação" são os grandes trunfos apontados pela Associação de Defesa do Consumidor (Deco), mas o risco é sempre maior do que investir nos produtos de poupança tradicionais. No entanto, para que possa minimizá-lo deverá aplicar esse montante sempre numa lógica a longo prazo. Para que possa escolher os melhores fundos, a Deco aconselha os consumidores a verificarem primeiro "quais as categorias cuja política de investimento se centra nas bolsas que, a cada momento, reúnem a melhor relação entre o rendimento e o risco".
Apostar no estrangeiro é uma das apostas da associação. A explicação é simples: com a crise em Portugal e em grande parte da zona euro, a solução passa por apostar em produtos dedicados a outros mercados. O americano, o britânico, o sueco, o canadiano e o suíço são os destinos eleitos pela Deco.
Ouro
Este metal precioso continua a ser uma referência durante as épocas de crise, principalmente nesta altura em que se vive uma grande instabilidade no sector financeiro e na dívida pública. No entanto, de acordo com a Associação de Defesa do Consumidor (Deco), "o brilho do ouro poderá eclipsar-se porque não há garantia de rendimento futuro". Mas há quem continue a optar por este investimento e a ver o ouro como forma ideal de proteger as suas poupanças e de fugir a alguns riscos. Um argumento que pode ganhar peso, principalmente numa altura em que surgem rumores que Portugal poderá ser obrigado a abandonar o euro e sobre a possibilidade de o sistema financeiro entrar em colapso. Não se esqueça, no entanto, de ter cuidado com o local e o preço do ouro onde fizer a aquisição. Há sempre grandes diferenças nos valores de compra e venda. Analise muito bem, compare e tente fazer o melhor negócio. Como investir? Pode apostar em barras (com pesos entre 2,50 gramas e 12,50 quilos). Em Portugal, o peso do ouro expressa-se em euros por grama, e as cotações derivam de Londres, onde o preço é fixado em dólares por onça (31,1 gramas). O Banco de Portugal publica diariamente o preço da cotação do ouro em barra negociado no mercado londrino. Pode também optar por investir em moedas. A variedade é muita mas as mais populares são a libra esterlina e os reis portugueses. Esta última alternativa é sem dúvida a forma mais usual e fácil de investir nesta matéria-prima já que, no mínimo, as moedas valem o seu peso à cotação do ouro em barra divulgado pelo Banco de Portugal. Pode ser transaccionado nos bancos, ourivesarias e agências de câmbio. Para investir indirectamente pode apostar nos fundos de investimento, exchange -traded funds (ETF) e warrants.
Obrigações
Depois da euforia dos depósitos a prazo, agora é a vez das emissões obrigacionistas portuguesas invadirem o mercado de investimentos. Geralmente é necessário investir mil euros, mas os juros rondam os 6%, já os prazos variam entre os três e os quatro anos. A REN lançou um empréstimo obrigacionista no valor de 200 milhões de euros e pagará um juro de 6,25% ao ano. A emissão tem um prazo de quatro anos e os títulos poderão ser subscritos no período de 3 a 18 de Setembro.
A EDP foi a primeira a estrear-se neste mercado de particulares ao emitir cerca de 200 milhões de euros, oferecendo uma remuneração ilíquida de 6%. O sucesso levou a eléctrica portuguesa a lançar uma nova operação e a reforçar o total de emissões para 250 milhões de euros. O juro manteve-se nos 6% para três anos. Mas a moda parece ter vingado e o exemplo foi seguido por outras empresas. A Semapa, a Zon, a Brisa. a PT e a Sonae lançaram operações semelhantes.
A Semapa avançou com uma emissão de 150 milhões de euros que acabou por ser alargada para 300 milhões de euros com maturidade a três anos. O juro bruto oferecido foi de 6,85% com pagamento de juros semestrais. Uma remuneração semelhante a que é aplicada às obrigações da Zon que lançou emissões obrigacionistas no valor de 200 milhões de euros.
Já a Brisa emitiu 150 milhões de euros e ofereceu uma taxa bruta de 6,25%. A operação terminou em Julho.
A fórmula é simples: os particulares conseguem taxas de juro
mais interessantes do que na maioria dos produtos de poupanças alternativos e as empresas garantem uma alternativa de financiamento.
Mas é preciso contar com riscos. Em casos extremos, se a empresa falir, os investidores perdem o dinheiro. Além disso, só deve investir se não precisar desse dinheiro antes das emissões atingirem a maturidade.
Depósitos a prazo
Os depósitos a prazo têm sido os campeões na captação de poupanças dos portugueses, mas a crise financeira tem vindo a afectar este hábito. No entanto, esta aplicação ganhou um novo fôlego em Junho, quando atingiu o valor mais alto de sempre, segundo os últimos dados do Banco de Portugal. Neste mês, os depósitos aumentaram 1356 milhões de euros face ao mês anterior, para 132 264 milhões. Um valor assinalável, tendo em conta que os depósitos tinham caído, em Maio, de 164 milhões para 130 908 milhões de euros.
A verdade é que as taxas de juro oferecidas pelas instituições financeiras – a média ronda os 3% – contribuem para este sucesso, mas geralmente esses valores só são praticados no final do prazo do instrumento financeiro. Os bancos conseguem desta forma atrair capitais e, ao mesmo tempo, fidelizar os clientes. Também a hipótese dos clientes beneficiarem do Fundo de Garantia de Depósitos – cobre montantes até 100 mil euros por instituição e por depositante – vem dar alguma segurança a esta aplicação financeira. Os consumidores podem optar por prazos fixos ou crescentes. Estes últimos geralmente só apresentam a remuneração máxima se os clientes mantiverem a aplicação até ao final do prazo, por isso mesmo, estes produtos são pouco interessantes para quem pretende investir numa lógica a curto prazo.
Contudo, o travão imposto pelo BdP, desde Novembro passado, nos "superdepósitos" veio alterar um pouco os hábitos de poupança no que diz respeito à selecção destes produtos financeiros. Os bancos com "superdepósitos", que superem em 300 pontos base os juros do mercado, são penalizados nos rácios de capital. Esta nova limitação tem implicação no cumprimento do acordo da troika, que obriga os oito maiores bancos a "reduzir gradualmente os rácios de transformação de depósitos em créditos para um nível de 120% até 2014".
Bolsa
Investir em acções pode representar um bom negócio devido ao elevado potencial de valorização, mas o risco é sempre elevado. Por isso, há que ter em conta este critério se estiver a pensar em apostar no mercado bolsista.
Não há garantia de rendimento nem de capital. Assim, quem pensa que esta poderá ser uma boa alternativa para amealhar algum dinheiro terá de respeitar algumas regras antes de tomar uma decisão. O investidor pode fazer a compra individualmente quando escolhe directamente as acções que deseja ou através de fundos de acções, ao adquirir unidades de participação de um destes instrumentos. Os especialistas aconselham os interessados a fazer este investimento a prazo (pelo menos a cinco anos) para ultrapassar as flutuações do mercado. Não se esqueça da regra do "dividir para reinar": ao escolher títulos de diferentes países e sectores, consegue reduzir as flutuações do investimento. Tenha em conta o intermediário financeiro que escolher, saiba que uma opção acertada pode ser uma poupança de muitos euros. A Associação de Defesa do Consumidor (Deco) e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) disponibilizam simuladores que o podem ajudar nesta tarefa. Não existe um valor mínimo exigido para investir na bolsa, varia em função do valor das acções que se deseja comprar/vender e até mesmo da entidade escolhida. Além de verificar o movimento das cotações, também deve estar atento aos acontecimentos do mercado e aos factos relevantes divulgados pelas empresas. Pode encontrar algumas destas informações nos sites das respectivas empresas, bem como factos relevantes e outras comunicações no site da CMVM.
Certificados de aforro
Depois de perderem muitos investidores, os Certificados de Aforro (CA) poderão vir a ganhar uma nova vida. O governo acaba de mudar os prémios de permanência aos CA das séries B e C, passando a garantir uma taxa de juro acima dos 3% durante os próximos quatro anos. O objectivo desta medida, que surgiu a par da extinção dos Certificados do Tesouro, é tornar estes títulos de dívida pública novamente atractivos. Recorde-se que, os Certificados de Aforro da série B foram "encerrados" em 2008 (ou seja deixaram de receber novas entradas de dinheiro), mas quem os manteve estava com uma taxa de juro ilíquida a rondar os 2,2808%. Este "bónus" de 1% vai vigorar entre Setembro deste ano e Dezembro de 2016 e, a este valor, acresce ainda a taxa de juro que é calculada em função da Euribor. Feitas as contas, a remuneração actual dos certificados da série B é de 3,2808%. No caso da série C (criada em 2008), ainda activa, o governo optou por substituir o actual esquema de prémio de permanência (que ia aumentando ao longo dos 10 anos de vida do produto) por um prémio fixo de 275 pontos base. A conjugação destes 2,75% com a taxa de juro em vigor faz com que a remuneração actual dos CA suba para 3,268%.
Esta nova taxa, mais elevada e, por isso, mais atractiva, aplica-se também aos certificados subscritos mais recentemente.
Fundos de investimento
Constituídos por diversos investimentos individuais que, em conjunto, são aplicados em vários mercados e valores financeiros, como acções, imobiliário, etc. Ou seja, pequenos investidores entregam as suas poupanças a um gestor profissional. Sempre que o investidor pretenda, pode resgatar o respectivo investimento do fundo. Estes têm sempre a vantagem de contar com carteiras com alguma diversificação e onde é possível investir com pequenos montantes. Mesmo com quantias modestas, o pequeno investidor pode beneficiar de todas as vantagens associadas à bolsa de valores. Apesar do risco, o potencial de ganhos a longo prazo é sempre superior ao das aplicações tradicionais, como os depósitos a prazo ou os certificados de aforro. "A relativa facilidade de subscrição, de resgate, o acesso com montantes reduzidos e o elevado grau de diversificação" são os grandes trunfos apontados pela Associação de Defesa do Consumidor (Deco), mas o risco é sempre maior do que investir nos produtos de poupança tradicionais. No entanto, para que possa minimizá-lo deverá aplicar esse montante sempre numa lógica a longo prazo. Para que possa escolher os melhores fundos, a Deco aconselha os consumidores a verificarem primeiro "quais as categorias cuja política de investimento se centra nas bolsas que, a cada momento, reúnem a melhor relação entre o rendimento e o risco".
Apostar no estrangeiro é uma das apostas da associação. A explicação é simples: com a crise em Portugal e em grande parte da zona euro, a solução passa por apostar em produtos dedicados a outros mercados. O americano, o britânico, o sueco, o canadiano e o suíço são os destinos eleitos pela Deco.
Ouro
Este metal precioso continua a ser uma referência durante as épocas de crise, principalmente nesta altura em que se vive uma grande instabilidade no sector financeiro e na dívida pública. No entanto, de acordo com a Associação de Defesa do Consumidor (Deco), "o brilho do ouro poderá eclipsar-se porque não há garantia de rendimento futuro". Mas há quem continue a optar por este investimento e a ver o ouro como forma ideal de proteger as suas poupanças e de fugir a alguns riscos. Um argumento que pode ganhar peso, principalmente numa altura em que surgem rumores que Portugal poderá ser obrigado a abandonar o euro e sobre a possibilidade de o sistema financeiro entrar em colapso. Não se esqueça, no entanto, de ter cuidado com o local e o preço do ouro onde fizer a aquisição. Há sempre grandes diferenças nos valores de compra e venda. Analise muito bem, compare e tente fazer o melhor negócio. Como investir? Pode apostar em barras (com pesos entre 2,50 gramas e 12,50 quilos). Em Portugal, o peso do ouro expressa-se em euros por grama, e as cotações derivam de Londres, onde o preço é fixado em dólares por onça (31,1 gramas). O Banco de Portugal publica diariamente o preço da cotação do ouro em barra negociado no mercado londrino. Pode também optar por investir em moedas. A variedade é muita mas as mais populares são a libra esterlina e os reis portugueses. Esta última alternativa é sem dúvida a forma mais usual e fácil de investir nesta matéria-prima já que, no mínimo, as moedas valem o seu peso à cotação do ouro em barra divulgado pelo Banco de Portugal. Pode ser transaccionado nos bancos, ourivesarias e agências de câmbio. Para investir indirectamente pode apostar nos fundos de investimento, exchange -traded funds (ETF) e warrants.
Obrigações
Depois da euforia dos depósitos a prazo, agora é a vez das emissões obrigacionistas portuguesas invadirem o mercado de investimentos. Geralmente é necessário investir mil euros, mas os juros rondam os 6%, já os prazos variam entre os três e os quatro anos. A REN lançou um empréstimo obrigacionista no valor de 200 milhões de euros e pagará um juro de 6,25% ao ano. A emissão tem um prazo de quatro anos e os títulos poderão ser subscritos no período de 3 a 18 de Setembro.
A EDP foi a primeira a estrear-se neste mercado de particulares ao emitir cerca de 200 milhões de euros, oferecendo uma remuneração ilíquida de 6%. O sucesso levou a eléctrica portuguesa a lançar uma nova operação e a reforçar o total de emissões para 250 milhões de euros. O juro manteve-se nos 6% para três anos. Mas a moda parece ter vingado e o exemplo foi seguido por outras empresas. A Semapa, a Zon, a Brisa. a PT e a Sonae lançaram operações semelhantes.
A Semapa avançou com uma emissão de 150 milhões de euros que acabou por ser alargada para 300 milhões de euros com maturidade a três anos. O juro bruto oferecido foi de 6,85% com pagamento de juros semestrais. Uma remuneração semelhante a que é aplicada às obrigações da Zon que lançou emissões obrigacionistas no valor de 200 milhões de euros.
Já a Brisa emitiu 150 milhões de euros e ofereceu uma taxa bruta de 6,25%. A operação terminou em Julho.
A fórmula é simples: os particulares conseguem taxas de juro
mais interessantes do que na maioria dos produtos de poupanças alternativos e as empresas garantem uma alternativa de financiamento.
Mas é preciso contar com riscos. Em casos extremos, se a empresa falir, os investidores perdem o dinheiro. Além disso, só deve investir se não precisar desse dinheiro antes das emissões atingirem a maturidade.
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