segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Empréstimo. Pagar curso superior a prestações sai caro | iOnline

Empréstimo. Pagar curso superior a prestações sai caro | iOnline

Estamos na véspera de começar mais um ano lectivo e recorrer a um empréstimo bancário é uma das soluções que se impõe a muitas famílias portuguesas  para que os filhos consigam continuar os seus estudos.
De acordo com a Associação de Defesa do Consumidor (Deco), entre 2007 – ano em que foi criado o sistema de empréstimos com a garantia do Estado – e 2010 mais de 14 mil famílias recorreram a esta alternativa. Segundo a mesma, e depois de uma ronda pelo mercado, “vale a pena optar pelo financiamento garantido pelo Estado”.
Mas como funciona? O crédito pode ser pedido no BPI, BES, CGD, BCP, Crédito Agrícola e Santander Totta – por alunos de licenciatura, mestrado, pós-graduação, doutoramento ou de cursos de especialização tecnológica e de programas de intercâmbio internacional – mas se este já trabalhar, a taxa de esforço não pode exceder um terço dos seus rendimentos. No entanto, se já tiver um crédito em curso acima de cinco mil euros fica excluído deste financiamento.
Mas há regras a cumprir. O montante  pedido não pode ultrapassar o correspondente a cinco mil euros por ano de curso nem a 25 mil euros no total. Contudo, são admitidas excepções para pós-graduações e doutoramentos. Além disso, o capital é distribuído em parcelas mensais e, para manter o financiamento, o aluno tem de comprovar o seu aproveitamento escolar.
No entanto, o aluno beneficia de um período de carência. Ou seja, durante o curso e no ano seguinte só paga os juros relativos ao capital libertado. Depois disso, tem seis anos para pagar o empréstimo. “Esta solução permite aos alunos suportar um valor reduzido durante o curso, deixando para mais tarde o pagamento de uma prestação maior. Apesar de encarecer o crédito, é conveniente para quem não pode começar logo a pagar”, admite a Deco.
A associação acrescenta ainda que “o financiamento com garantia do Estado é a ausência de encargos associados: está isento de comissões iniciais e de penalizações por amortização antecipada, além de não exigir seguros nem garantias por a responsabilidade ser assumida pelo Estado. Só o Santander cobra uma comissão mensal, o que encarece o crédito no valor de 1,72 euros”.
Neste caso, a taxa de juro é fixa e calculada a partir de mercado swap, acrescida de um spread de 1%. No entanto, este pode baixar para 0,65% se o aluno tiver um aproveitamento médio de 14 ou 15 valores e para 0,2% se for igual ou superior a 16 valores.
Banca com produtos próprios Os bancos paralelamente a este financiamento comercializam a sua própria solução de crédito para estudantes.
Neste caso, a maioria das instituições financeiras exige o comprovativo de matrícula, mas o Banif exige a entrega do plano curricular e o Crédito Agrícola a declaração de aproveitamento do ano anterior. Tanto no Banif como na CGD é obrigatório subscrever um seguro de vida pelo valor do empréstimo. Há também casos em que é necessário apresentar fiadores ou, até mesmo, a penhora de uma aplicação ou a hipoteca de um imóvel.
 Nos créditos sem garantia do Estado, os bancos emprestam mais a quem pretende estudar fora do país.
Segundo as contas da associação, o valor máximo do empréstimo para estudar em Portugal varia entre os 25 mil e os 35 mil euros, mas se for para o estrangeiro, esse montante pode atingir entre 50 a 60 mil euros. Quanto a prazos, podem atingir os 10 anos (ver quadro em cima) e quem optar, por exemplo, por quatro anos de carência terá seis anos para saldar o empréstimo.
Segundo a ronda da Deco, o Crédito Agrícola não associa o período de carência à duração do curso (fixando um máximo de 42 meses), mas em alguns casos é possível alargar esse prazo para além do final do curso, o que dá alguma margem de manobra ao estudante para entrar no mercado de trabalho e que pode variar entre os seis meses (BPI e Montepio) e os 24 meses (CGD). Aliás, no BPI e no Montepio é possível obter um período de carência total, mas isso tem um custo: os juros acumulam ao capital em dívida, gerando, por sua vez, novos juros. No fundo, quando começar a amortizar, o capital em dívida será superior ao pedido. De acordo com a mesma, o ideal “é pedir a entrega faseada do capital, pois reduz o volume de juros. Só a CGD, o Crédito Agrícola e o Santander Totta não o permitem fazer. Já no BPI terá de optar por um período de carência de amortização de capital e cada tranche deverá ter um valor mínimo de mil euros”, conclui.  

Um comentário:

  1. Olá leitores, Quais são seus propósitos financeiros? Você precisa de uma urgência
    Empréstimo para esclarecer suas contas ou para iniciar um novo negócio ou para
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