terça-feira, 18 de setembro de 2012

Anúncio de mais austeridade afunda procura de casas e carros - Economia - PUBLICO.PT

Anúncio de mais austeridade afunda procura de casas e carros - Economia - PUBLICO.PT

O número de interessados em comprar casa caiu para metade depois do anúncio das novas medidas de austeridade. Este efeito também se sentiu no sector automóvel, mas de modo menos intenso.

"Foi uma semana que considero negra. Sinceramente, não me lembro, como empresário do ramo imobiliário, de uma semana tão difícil. Senti isso na minha empresa e mandei fazer um inquérito” representativo do imobiliário “ao nível nacional, a cerca de 60 empresas”, disse o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária (APEMI), Luís Lima, à rádio TSF.

“Ao nível de interessados, tivemos uma quebra, esta semana, de 50%. É que nem estamos a falar de concretização de negócios. Ainda é mais grave: é a nível de interessados para visitar”, apontou Luís Lima. “Em alguns casos, a compra de casa já estava decidida, mas, depois do anúncio das novas medidas de austeridade, vários clientes desistiram dos negócios” ou adiaram-nos, acrescentou.

O aumento a Taxa Social Única paga pelos trabalhadores assalariados, de 11% para 18%, e a diminuição da contribuição das empresas, tem sido a medida mais polémica das anunciadas há pouco mais de uma semana pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, numa mensagem dirigida ao país pela televisão. Além disso, também se soube que as reformas acima de 1500 euros sofrerão cortes e que haverá aumentos no IRS e várias outras medidas ainda por especificar, que deverão ser conhecidas quando for apresentado o Orçamento para 2013, e eventualmente no Rectificativo de 2012 que o Governo já disse que apresentará.

A venda de carros também diminuiu depois do anúncio das novas medidas de austeridade. Hélder Pedro, da Associação do Comércio Automóvel, disse, também à TSF, que muitos negócios foram mesmo cancelados.

“Dado o facto de se terem anunciado também novas medidas de agravamento para o sector automóvel, concretamente aquilo que foi referido, veículos de alta cilindrada, sem ser explicado que taxa é essa, que agravamento é e o que é considerado alta cilindrada, logo nesse dia, muitos clientes que tinham negócio para fechar recuaram, dizendo às empresas que iriam aguardar até haver esclarecimento cabal dessa medida, dessa informação”, explicou.

Mobiliário também afectado

O presidente da Associação das Indústrias da Madeira e Mobiliário de Portugal, Vítor Poças, também disse à TSF que a procura no sector sofreu uma quebra.

“A informação que temos neste momento dos nossos associados vai no sentido de que as lojas tradicionais de rua, e também de hipermercado, sentiram uma queda relativamente elevada, na casa dos 20% a 30%, na procura por parte dos clientes, designadamente, de mobiliário que se destina a classe média ou média-baixa”.

No segmento de mobiliário de qualidade, que tem menos clientes, a situação não se alterou.

A venda de carros também diminuiu depois do anúncio das novas medidas de austeridade. Hélder Pedro, da Associação do Comércio Automóvel, disse, também à TSF, que muitos negócios foram mesmo cancelados.

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