1. Perda real é superior a um salário líquidoEm termos ilíquidos, a subida do desconto que os trabalhadores fazem todos os meses para a Segurança Social vai corresponder à perda de um salário, mas o resultado prático desta medida será mais duro, porque o aumento da contribuição vai ser superior ao de um mês de ordenado líquido - ou seja, aquele que realmente conta para as pessoas fazerem face às suas despesas.Exemplificando: quem tem um vencimento mensal ilíquido de 2000 euros recebe atualmente líquidos cerca de 1400 euros, depois de a este valor terem sido descontados 220 euros para a Segurança Social e perto de 380 euros de IRS.
A partir de janeiro, em vez de 220 euros, este salário irá pagar 360 euros de contribuição. O que significa que no final de um ano (de 14 salários, porque no privado os subsídios mantém-se) irá pagar mais 1960 euros para a Segurança Social do que em 2012, o que representa um valor bastante superior aos 1400 líquidos agora recebidos e aos 1260 que então passará a receber.
Este mesmo impacto aplica-se a todos os salários. Ou seja, no final do ano e das contas, o acréscimo dos descontos para a Segurança Social vão pesar bastante mais do que um salário líquido.
Este efeito deverá ser minimizado nos salários mais baixos, já que Passos Coelho sinalizou que para estes será criado um crédito fiscal em sede de IRS.
Resta saber se a bitola usada para conceder esse crédito será equivalente à usada para cortar os subsídios (600/1100 euros) e se este será refletido na redução das tabelas de retenção mensais ou na dedução específica que anualmente é colocada na declaração do IRS.
A partir de janeiro, em vez de 220 euros, este salário irá pagar 360 euros de contribuição. O que significa que no final de um ano (de 14 salários, porque no privado os subsídios mantém-se) irá pagar mais 1960 euros para a Segurança Social do que em 2012, o que representa um valor bastante superior aos 1400 líquidos agora recebidos e aos 1260 que então passará a receber.
Este mesmo impacto aplica-se a todos os salários. Ou seja, no final do ano e das contas, o acréscimo dos descontos para a Segurança Social vão pesar bastante mais do que um salário líquido.
Este efeito deverá ser minimizado nos salários mais baixos, já que Passos Coelho sinalizou que para estes será criado um crédito fiscal em sede de IRS.
Resta saber se a bitola usada para conceder esse crédito será equivalente à usada para cortar os subsídios (600/1100 euros) e se este será refletido na redução das tabelas de retenção mensais ou na dedução específica que anualmente é colocada na declaração do IRS.
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