Investigadores norte-americanos associaram níveis altos de bisfenol A, uma resina usada para o revestimento das latas de refrigerantes, a um maior risco de obesidade em crianças e adolescentes
A equipa da Escola de Medicina de Nova Iorque examinou os dados de análises à urina de três mil crianças e adolescentes, entre os 6 e 19 anos, e concluiu que os que apresentavam níveis mais elevados debisfenol A tinham quase três vezes mais probabilidades de ser obesos. Para os investigadores, a exposição a este químico sintético verifica-se através das latas de alumínio dos refrigerantes, onde é usado para o revestimento. O recurso ao bisfenol A para o fabrico de biberões foi recentemente proibido em diversos países (incluindo Portugal), tendo sido associado a riscos para os bebés. Agora os cientistas norte-americanos deixam o alerta para outras possíveis fontes de exposição a esta resina.
Que o açucarado refrigerante engorda não é novidade. O novo aqui é a revelação sobre o risco de obesidade que pode estar na simples lata do sumo. Os investigadores norte-americanos revelaram uma associação significativa entre elevados níveis de bisfenol A detectados na urina e jovens obesos. Os resultados do trabalho, apoiado no inquérito norte-americano sobre saúde e nutrição (NHANES) de 2003-2008, foram publicados esta terça-feira na edição especial sobre obesidade do JAMA (Journal of the American Medical Association).
“Esta é a primeira vez que um químico ambiental é associado à obesidade infantil com uma amostra representativa de larga escala”, refere Leonardo Trasande, um dos autores do artigo, em comunicado. E acrescenta: “Os nossos resultados demonstram que precisamos de um paradigma mais abrangente na forma como tratamos e pensamos a obesidade. Uma dieta errada e a ausência de actividade física contribuem seguramente para um aumento da massa gorda, mas claramente a história não acaba aí”.
Em estudos anteriores, o bisfenol A foi associado a problemas endócrinos com consequências nas funções hormonais, entre outras possíveis complicações. O risco está relacionado com o grau de exposição a este químico. Quando a Agência Europeia de Segurança Alimentar discutiu este assunto a propósito da presença do bisfenol A no material usado para o fabrico de alguns biberões foi fixado o limite de ingestão em 0,05 miligramas por quilo de peso e por dia para os bebés.
O exame aos resultados das análises de três mil crianças e adolescentes entre os 6 e 19 anos levaram os investigadores a concluir que os que tinham níveis mais elevados de bisfenol A na urina tinham também 2,6 vezes mais probabilidade de serem obesos. Entre os participantes com os níveis mais elevados, 22,3% eram obesos enquanto no grupo dos que tinham menos vestígios de bisfenol A essa percentagem de obesos era de 10,3%.
Uma análise detalhada aos resultados mostrou que esta associação só era estatisticamente significativa nas crianças e adolescentes caucasianas. Sobre a fonte de exposição, os investigadores lembram os resultados do NHANES de 2003-2004, que revelavam a presença de bisfenol A na urina de 92% dos norte-americanos e um estudo que concluiu que a dieta era responsável por 99% da exposição a este químico.
“A maioria das pessoas deverá concordar que a principal fonte nos EUA está nas latas de alumínio”, defende Leonardo Trasande, no comunicado que acrescenta ainda que os resultados divulgados neste artigo juntam-se a uma preocupação que já existia sobre o bisfenol A e sobre a necessidade de limitar a exposição (sobretudo de crianças) a este risco. Aplaudindo as medidas tomadas no que se refere ao uso desta resina no fabrico de biberões, os investigadores sublinham que é importante avaliar a exposição noutro tipo de produtos que podem ser usados por crianças mais velhas.
Que o açucarado refrigerante engorda não é novidade. O novo aqui é a revelação sobre o risco de obesidade que pode estar na simples lata do sumo. Os investigadores norte-americanos revelaram uma associação significativa entre elevados níveis de bisfenol A detectados na urina e jovens obesos. Os resultados do trabalho, apoiado no inquérito norte-americano sobre saúde e nutrição (NHANES) de 2003-2008, foram publicados esta terça-feira na edição especial sobre obesidade do JAMA (Journal of the American Medical Association).
“Esta é a primeira vez que um químico ambiental é associado à obesidade infantil com uma amostra representativa de larga escala”, refere Leonardo Trasande, um dos autores do artigo, em comunicado. E acrescenta: “Os nossos resultados demonstram que precisamos de um paradigma mais abrangente na forma como tratamos e pensamos a obesidade. Uma dieta errada e a ausência de actividade física contribuem seguramente para um aumento da massa gorda, mas claramente a história não acaba aí”.
Em estudos anteriores, o bisfenol A foi associado a problemas endócrinos com consequências nas funções hormonais, entre outras possíveis complicações. O risco está relacionado com o grau de exposição a este químico. Quando a Agência Europeia de Segurança Alimentar discutiu este assunto a propósito da presença do bisfenol A no material usado para o fabrico de alguns biberões foi fixado o limite de ingestão em 0,05 miligramas por quilo de peso e por dia para os bebés.
O exame aos resultados das análises de três mil crianças e adolescentes entre os 6 e 19 anos levaram os investigadores a concluir que os que tinham níveis mais elevados de bisfenol A na urina tinham também 2,6 vezes mais probabilidade de serem obesos. Entre os participantes com os níveis mais elevados, 22,3% eram obesos enquanto no grupo dos que tinham menos vestígios de bisfenol A essa percentagem de obesos era de 10,3%.
Uma análise detalhada aos resultados mostrou que esta associação só era estatisticamente significativa nas crianças e adolescentes caucasianas. Sobre a fonte de exposição, os investigadores lembram os resultados do NHANES de 2003-2004, que revelavam a presença de bisfenol A na urina de 92% dos norte-americanos e um estudo que concluiu que a dieta era responsável por 99% da exposição a este químico.
“A maioria das pessoas deverá concordar que a principal fonte nos EUA está nas latas de alumínio”, defende Leonardo Trasande, no comunicado que acrescenta ainda que os resultados divulgados neste artigo juntam-se a uma preocupação que já existia sobre o bisfenol A e sobre a necessidade de limitar a exposição (sobretudo de crianças) a este risco. Aplaudindo as medidas tomadas no que se refere ao uso desta resina no fabrico de biberões, os investigadores sublinham que é importante avaliar a exposição noutro tipo de produtos que podem ser usados por crianças mais velhas.
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