É o mais fino, mais rápido e melhor iPhone, mas os números que envolvem a produção ficam bem distantes dos 599 euros a que é vendido. Quem o diz, é um jornalista do Evening Post de Shangai que se infiltrou na fábrica da FoxConn, onde são produzidos os iPhones. O objetivo era conhecer o valor real do equipamento.Wang Yu foi para a FoxConn quando a empresa recrutou, em março, 20 mil novos funcionários para alcançar os objetivos de produção 57 milhões de iPhones 5 para este ano. Ficou apenas dez dias e voltou para contar como tudo se processa: O objetivo é fazer três mil telefones a cada dez horas, em troca os funcionários recebem três euros a cada duas (27 yens). No fundo, a mão-de-obra que envolve a produção deste equipamento - e de outros como HP, Sony-Ericsson, Amazon - fica perto dos 15 euros por turno. Em contrapartida, quando a Apple vender estes 3000 equipamentos realizados num turno, receberá 1,79 milhões de euros.
A produção precária contrasta com as expectativas do mercado que já reagiu à chegada do novo iPhone: O Barclays subiu, hoje, o preço das ações da Apple para os 810 dólares, o que supõe um potencial de valorização da empresa de cerca de 20%. Por sua vez, o banco de investimento JP Morgan calcula que o novo equipamento possa impulsionar o PIB norte-americano entre 0,25 e 0,5%, contribuindo com 3200 milhões de dólares para a economia dos EUA, caso sejam vendidos, ainda este ano,pelo menos oito milhões de equipamentos.
A produção por detrás do iPhone não é fácil, diz Wang Yu: “Um iPhone passa por mim a cada três segundos. Eu tenho de pegar na capa de trás e marcar quatro pontos com uma caneta de tinta a óleo para o voltar a colocar no tapete rolante, tudo em três segundos, sem erros. Depois de horas a fazer o mesmo movimento tenho uma terrível dor no pescoço e nos músculos do braço”.
Mas o cansaço é compensado pelo sentimento incutido pela empresa . "O nosso supervisor avisou-nos: 'Uma vez que estejam sentados, só fazem o que vos for pedido'. Depois apresentou-nos a parte de trás do iPhone 5, mostrou-a todos e disse: 'Esta é a nova parte de trás do iPhone 5, devem sentir-se honrados por ter a oportunidade de a produzir".
Durante todo o processo, os trabalhadores ficam nos dormitórios e frequentam os ginásios, cantina, hospital e biblioteca internos. As janelas da fábrica estão protegidas por grades e o espaço é pouco limpo. Wang Yu descreve um cheiro a borracha, suor, humidade, e lembra as baratas que percorriam o chão do quarto e se acomodavam nos lençóis pouco lavados. Diz, contudo, que a vida ali já foi pior quando a empresa ainda não produzia para a Apple, o cliente de luxo.
Os números revelados pelo chinalaborwatch.org confirmam: a pressão a que os trabalhadores estão sujeitos já levou a 18 suicídios nos últimos dois anos.
A produção precária contrasta com as expectativas do mercado que já reagiu à chegada do novo iPhone: O Barclays subiu, hoje, o preço das ações da Apple para os 810 dólares, o que supõe um potencial de valorização da empresa de cerca de 20%. Por sua vez, o banco de investimento JP Morgan calcula que o novo equipamento possa impulsionar o PIB norte-americano entre 0,25 e 0,5%, contribuindo com 3200 milhões de dólares para a economia dos EUA, caso sejam vendidos, ainda este ano,pelo menos oito milhões de equipamentos.
A produção por detrás do iPhone não é fácil, diz Wang Yu: “Um iPhone passa por mim a cada três segundos. Eu tenho de pegar na capa de trás e marcar quatro pontos com uma caneta de tinta a óleo para o voltar a colocar no tapete rolante, tudo em três segundos, sem erros. Depois de horas a fazer o mesmo movimento tenho uma terrível dor no pescoço e nos músculos do braço”.
Mas o cansaço é compensado pelo sentimento incutido pela empresa . "O nosso supervisor avisou-nos: 'Uma vez que estejam sentados, só fazem o que vos for pedido'. Depois apresentou-nos a parte de trás do iPhone 5, mostrou-a todos e disse: 'Esta é a nova parte de trás do iPhone 5, devem sentir-se honrados por ter a oportunidade de a produzir".
Durante todo o processo, os trabalhadores ficam nos dormitórios e frequentam os ginásios, cantina, hospital e biblioteca internos. As janelas da fábrica estão protegidas por grades e o espaço é pouco limpo. Wang Yu descreve um cheiro a borracha, suor, humidade, e lembra as baratas que percorriam o chão do quarto e se acomodavam nos lençóis pouco lavados. Diz, contudo, que a vida ali já foi pior quando a empresa ainda não produzia para a Apple, o cliente de luxo.
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