Manifestação em Atenas
D.R.
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Depois de algumas empresas e bancos europeus prepararem-se para a “Grexit”, ou a saída da Grécia da zona euro, chegou agora a vez das multinacionais norte-americanas presentes em solo helénico elaborarem planos para uma possível transição para uma nova moeda, revela o New York Times.Um dos planos mais radicais foi delineado pelo Bank of America Merril Lynch que já estudou a hipótese de encher camiões com dinheiro em países vizinhos e enviá-los para a Grécia de forma a que os seus clientes locais consigam pagar aos seus empregados e fornecedores em caso de escassez de dinheiro.
No sector automóvel, a Ford está a configurar os seus sistemas informáticos para lidarem com uma nova moeda em caso de saída de Atenas da união monetária.
Outro banco, o JP Morgan Chase também não quer correr riscos e está a criar novas contas para as empresas americanas que estão reservadas para a introdução do novo dracma na Grécia ou qualquer outra moeda que possa suceder ao euro em diversos países.
Também no mundo dos cartões de crédito as maiores operadoras globais preparam-se para qualquer eventualidade. “Temos estudado vários cenários, incluindo aquele onde um ou mais países decidam mudar de moeda”, afirmou Roger Griffith da MasterCard. “Nós já definimos medidas operacionais e de comunicação a tomar. Praticamente, podemos fazer a mudança num dia ou dois com os nossos sistemas a estarem preparados”.
Também a Visa disse que estaria preparada para fazer “uma transição suave para uma nova moeda com a mínima disrupção possível para os consumidores e retalhistas”.
"Temos tido conversas com várias dezenas de empresas e estamos a trabalhar nesse sentido para umas quantas", disse Peter Frank da PricewaterhouseCoopers. "Quase todas vieram ter connosco nos últimos 90 dias".
"As empresas estão a colocar questões muito precisas, como 'Se começarem a sair notícias numa sexta-feira à noite que a Grécia saiu do euro, o que é que fazemos?'. Em alguns casos, as empresas estão a delinear planos de contigência, como ter alguém que apanhe um comboio para Atenas com 50 mil euros para pagar aos seus colaboradores".
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