domingo, 16 de setembro de 2012

E agora? Queremos cabeças a rolar

A manifestação do passado dia 15 tratou-se de um descarregar da indignação, repúdio e da humilhação social que o povo português tem vindo a sofrer já há vários anos. Tipicamente um povo de brandos costumes, conseguimos grandes resultados ao sairmos à rua. Demonstrámos ao mundo, de uma fora invejável-mente pacifica, que estamos fartos da podridão que assombra os altos cargos do nosso país. Longos vão os anos desde o Abril de 1974 mas tirando o facto de já não existir a PIDE, duvido seriamente que o país esteja melhor. Vejamos, existe algum politico em quem você confie? Todos sabemos que num estado democrático, consoante o país, elegemos os nossos governantes de 4 em 4 anos. Esses governantes, tipicamente em Portugal, têm pertencido exclusivamente a algum partido. E aí começa o nosso grande problema. Mais à esquerda ou mais à direita, a preocupação dos nossos governantes e partidos opositores, também presentes e decisores no parlamento, ano após ano só têm tido a preocupação de governar o país segundo os interesses e agendas partidárias. Ou seja, a partir desta premissa torna-se facil caracterizar a evolução da democracia em Portugal. No inicio da democracia no nosso país praticou-se a seguinte ordem de prioridades: em 1º lugar está o partido em 2º lugar está o país. Quando a riqueza que o nosso país tinha acumulado, devido às antigas colónias, começou a esgotar, a democracia no nosso país sofreu novas alterações. Chamemos-lhe o pós 1983... Ano em que foi pedido pela 1ª vez um emprestimo ao Fundo Monetário Internacional. Não Sabia? Pois, este mesmo empréstimo foi pedido pela mesma pessoa que à bem pouco tempo veio para os órgãos sociais aconcelhar os governantes vigentes a não cumprirem o plano de pagamento actual. Dada a escassez de recursos da altura, tornava-se necessário garantir que o dinheiro teria que ser distribuido mais equitativamente. Mas engane-se o mais desatento, pois não foi distribui-do equitativamente pela população mas sim pelos diversos partidos representantes do parlamento. Como? Simples... surgem nessa altura os famosos "jobs for the boys". A partir desse momento tornava-se necessário fazer a seguinte distribuição de interesses para o Governo vigente: Em 1º lugar o partido, em 2º lugar garantir uns bons tachos para os representantes dos partidos rivais (como nunca se sabe o dia de amanhã) e em 3º lugar vem finalmente o país. Com a entrada de Portugal na União Europeia, entrada de dinheiro fresquinho e, por outro lado, o crescente conhecimento popular das benesses em pertencer a um partido, manteve-se a mesma ordem de interesses. Mas desta vez, como cada vez existem mais filiados em partidos, era necessário fazer uma escolha mais refinada. Começou então a moda dos grupos elitistas. Resultado final? Quem estava ou está na merda assim continuará, a menos que tenha mesmo muita muita sorte. E agora? Vamos continuar a aceitar esta realidade ou vamos finalmente fazer com que haja justiça neste país? Se acabarmos com o verdadeiro crime organizado, certamente haverá riqueza para todos nós e mais facilmente se combaterão todos os outros flagelos que assombram o nosso país.

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