Adolfo Mesquita Nunes, deputado do CDS
O CDS deu mais um passo no seu afastamento face ao PSD, avisando a troika que "a política fiscal não pode ser mais agravada". Os chefes de missão da Comissão Europeia, FMI e BCE não estiveram focados no suposto desvio orçamental deste ano, mas quiseram antes saber "como se pode compensar a decisão do Tribunal Constitucional que anulou os cortes de subsídios em 2013, referiram vários deputados da esquerda à direita.
Da parte do PSD, Miguel Frasquilho não tocou neste ponto, mas adiantou que o seu partido referiu "a necessidade de o programa ser adaptado às condições da economia".
João Semedo, do Bloco de Esquerda, considerou que esta vontade de adaptar o programa foi a forma que os partidos do Governo arranjaram para "pedir mais tempo e mais dinheiro", "ainda que não de forma expressa".
Miguel Tiago, do PCP, notou "alguma ênfase na questão do crescimento" mas "reforçando a ideia de profunda insensibilidade económica e social". Insensível pois a "troika fez uma avaliação positiva da implementação do programa, apesar da recessão e do desemprego que já gerou".
Pedro Marques, do PS, sugeriu e ouviu da troika que "as revisões trimestrais são para ajustar o programa às condições da economia" pelo que "entendemos ser possível fazer alguns ajustamentos, designadamente através de medidas para o crescimento e medidas que interrompam a espiral da austeridade" uma vez que "ficou claro que o processo de ajustamento não está a correr bem em variáveis fundamentais".
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