sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Cavaco só admite mais sacríficios para quem ainda não os suportou - JN

Cavaco só admite mais sacríficios para quem ainda não os suportou - JN

O presidente da Repúbica disse, esta sexta-feira, em Coimbra, que "só se podem considerar para acréscimos de sacrifícios aqueles que não os suportaram até este momento".
foto Arquivo/JN
Cavaco só admite mais sacrifícios para quem ainda não os suportou
Cavaco Silva














À margem da inauguração da primeira fábrica de nanomateriais de Portugal, Cavaco Silva disse ainda que a "conjuntura económica se alterou" e que "é uma boa altura para se fazer uma revisão dos compromissos assumidos".
O Presidente da República elogiou a decisão do Banco Central Europeu de comprar dívida soberana de países da Zona Euro, mas lamentou que "tenha sido tardia".
"A decisão de ontem do Banco Central Europeu é muito importante para toda a Europa. Só é pena que tenha sido tardia. Se tivesse sido tomada mais cedo ter-se-ia evitado o degradação do clima de confiança na zona euro, e ter-se iam reduzido os ganhos dos especuladores", afirmou.
Na sua perspetiva, Portugal, tal como a Irlanda, "satisfaz plenamente as condições que foram definidas pelo Banco Central Europeu para aquisição de títulos de divida publica no mercado secundário", e "seria uma discriminação" se isso não acontecesse.
"A partir desta decisão o BCE deve comprar títulos da dívida portuguesa de forma a reduzir os custos das novas emissões que o Governo venha a fazer", de modo a "preparar o caminho para que no futuro, talvez no próximo ano, Portugal comece a emitir divida a cinco anos, ou mesmo a dez anos", acentuou.
No entendimento de Cavaco Silva, "contrariamente àquilo que se tem vindo a dizer, Portugal está já no mercado", e tem vindo a emitir divida de curto prazo, até um ano, e pode emitir divida a 18 meses, a dois anos, ou até outro períodos superiores.
"Portugal, com esta, ou sem esta decisão, sempre regressaria aos mercados, e nunca necessitaria de um resgate, mas esta decisão torna muito mais fácil a médio e longo prazo, porque Portugal já está nos mercados a emitir", acentuou.
Cavaco Silva, congratulou-se que o BCE tenha tido a coragem de tomar esta decisão por maioria, uma "decisão que era óbvia, para defender o euro e combater a especulação".


Comentário:

Acerca de: "só se podem considerar para acréscimos de sacrifícios aqueles que não os suportaram até este momento".
Mais uma frase enigmática do nosso Presidente da República. Quererá ele dizer que os portugueses com salários e pensões milionárias serão finalmente taxados por forma a finalmente existir alguma equidade social na austeridade? Será que serão finalmente taxadas as transacções dos mercados financeiros (só por aí não teria nunca sido necessário retirar os subsídios de natal e férias à função pública)? Ou será que o nosso carissimo Presidente da República considera que os trabalhadores do sector privado não foram sacrificados até ao momento?

Nenhum comentário:

Postar um comentário