segunda-feira, 15 de julho de 2013

Pavimento português de produção de energia na Covilhã - Ciência - DN

Pavimento português de produção de energia na Covilhã - Ciência - DN

Pavimento português de produção de energia na Covilhã
O primeiro pavimento português de produção de energia com base na passagem de pessoas e veículos funciona desde sexta-feira, na Covilhã.
Os modelos "Waynergy" - nome do projeto -- estiveram durante os últimos meses a ser colocados na estrada, passadeira e passeio que ficam em frente ao hospital e começaram na sexta-feira a produzir energia suficiente para iluminar o pavimento e para dar energia os semáforos daquele local..
Trata-se do primeiro teste real do projeto que começou a ser desenvolvido em 2010, em parceria com a UBI.
Francisco Duarte, 29 anos, e Filipe Casimiro, 27 anos, mestres em Eletromecânica, sentiram que era hora de desenvolver uma tecnologia que aproveitasse a ideia de produzir energia aproveitando a mobilidade das pessoas.
"O conceito parecia-nos muito viável. Lá fora já se tinham desenvolvido alguns mecanismos, mas não eram rentáveis. A nível mundial faltava tecnologia que permitisse gerar mais energia com um custo de produção muito inferior, que permitisse que este aproveitamento fosse tão rentável, como por exemplo, o dos painéis solares", refere Francisco Duarte.
Os dois engenheiros desenvolveram então a referida tecnologia, aperfeiçoaram-na, registaram a patente, criaram uma empresa (Waydip) e conquistaram prémios e investidores.
Francisco Duarte não esconde que ligar os módulos será sentido de forma "especial e com grande emoção", porque é "o início de uma nova fase do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos".
O engenheiro eletromecânico recorda que será uma "etapa importante para validar tudo o que foi desenvolvido em laboratório e verificar eventuais falhas" antes de se iniciar a produção e comercialização.
A aposta no mercado externo é assumida pela Waydip, que pretende, para já, obter o retorno de mais de 300 mil euros que já foram investidos no projeto.

Galp reacende guerra de preços com descontos de 40% na luz e gás - Dinheiro Vivo

Galp reacende guerra de preços com descontos de 40% na luz e gás - Dinheiro Vivo

O mercado livre de energia vai voltar a mexer. A Galp  lança hoje uma nova campanha com descontos que vão até aos 40% na eletricidade e no gás. Até agora, os cortes máximos não passaram dos 5% e 10%, tanto nas ofertas da Galp como nas das suas concorrentes: EDP, Endesa e Iberdrola. Só a Goldenergy apresenta um desconto de 20%, mas só no gás. 
A campanha, que se prolonga até 30 de Setembro, surge apenas 15 dias depois de ter terminado o prazo para os consumidores inscritos no leilão da Deco aderirem - ou não - à tarifa reduzida oferecida pela Endesa. Este foi, aliás, o mais recente episódio a mexer com o mercado uma vez que levou a EDP, a Iberdrola e a própria Galp a apresentarem agressivas campanhas para os mesmos prazos que a oferta da Deco. Descontos que, no caso da EDP e da Galp, eram mais vantajosos que os da Associação, como aliás ela própria reconheceu ao DN/Dinheiro Vivo. 
No total, a Galp lança hoje três planos cada um deles com cinco ofertas diferentes o que faz com que haja descontos de 15%, 20%, 25% e 40% no preço da eletricidade e de 10%, 20% e 40% no preço do gás natural. Mas desta vez os cortes só se aplicam sobre o preço da potência do contador e não sobre o total da conta como tinha acontecido até aqui, o que significa que o consumo de energia continua a ser pago por inteiro. 
Além disso, introduz ainda descontos de 5%, 10% e 20% no bi-horário nas ofertas duais (conta que junta eletricidade e gás), o que até agora não acontecia em nenhuma empresa, que incluíam a tarifa, mas sem reduções ou mediante o pagamento de serviços adicionais. 
Por fim, tal como na campanha anterior, estes novos planos não têm também fidelização ou penalização se se mudar de operador antes do final do contrato que, como já vem sendo hábito, é anual. 
Condições que a Deco diz terem começado a ser introduzidas apenas após o leilão, que as exigia como condição para as operadoras participarem. 
Mais ofertas a caminho
A Galp não avança quantos clientes espera angariar com esta campanha, nem quantos conseguiu com a anterior, que terminou a 30 de Junho. A empresa revelou apenas que entre abril e junho passou de 125 mil para 145 mil clientes, dos quais 53% têm luz e gás e 12% apenas eletricidade (quase 90 mil clientes). 
Números que aproximam a companhia cada vez mais dos objetivos para 2013 que, segundo referiu o presidente executivo, Manuel Ferreira de Oliveira, no início do ano é de 200 mil clientes. Curiosamente, nessa altura, o CEO da Galp ressalvava que não estavam “obcecados com isso”. 
Em maio, segundo dados da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), a Galp tinha já uma quota de mais de 5% e era a terceira operadora em número de clientes. 
A EDP continua à frente, representando 84,3% do mercado livre, também não revela quantos clientes angariou na campanha anterior que terminou, igualmente, a 30 de Junho, divulgando apenas que passou de 1,3 para 1,5 milhões de clientes. 
Ainda assim, e como já vem sendo hábito nesta guerra de descontos, a empresa liderada por António Mexia deverá ser a próxima a apresentar uma nova campanha e já nas próximas semanas. A Endesa, que apesar de estar ocupada com os 40 mil novos clientes que ganhou na oferta da Deco, e a Iberdrola poderão seguir os passos das concorrentes. 
No site da Endesa, a proposta em vigor já não está disponível, e a oferta da Iberdrola termina exatamente hoje.   
Poupar 3 euros/mês  
Os novos descontos da Galp são apenas na potência o que pode parecer desvantajoso, mas pelas contas do DN/Dinheiro Vivo, como os cortes são mais altos a poupança é também maior. 
Para um consumo médio de 214,4 kwh por mês (30 dias) e comparando com as tarifas transitórias em vigor – as que podem subir de três em três meses -, os novos descontos da Galp permitem poupar 1,22, 1,54 e 3,04 euros para potências de 4,6 kva e 1,69, 2,14 e 4,27 euros para potências de 6,9 kva, que são as mais comuns no mercado. 

No gás, para consumos médios mensais de 300 kwh no escalão 2 (entre 200 e 500 m3) – o mais comum -, a poupança pode ser de 35 ou 71 cêntimos ou ainda de 1,40 euros em Lisboa e no Porto. 

Dívidas ao Fisco e Segurança Social valem 28 mil milhões - JN

Dívidas ao Fisco e Segurança Social valem 28 mil milhões - JN

Desde 2011, ano em que a troika entrou em Portugal, as dívidas à Segurança Social e às Finanças aumentaram mais de quatro mil milhões de euros e já ascendem a 28 mil milhões, apesar do combate à evasão.
Os números constam do Relatório de Combate à Fraude e Evasão Fiscais e Aduaneiros, apresentado por Paulo Núncio há poucos dias, na mesma altura em que revelou que tem havido "um conjunto de progressos e desenvolvimentos muito significativos dos últimos 22 meses" no combate à fraude e evasão fiscal: nesse período, as dívidas ao Fisco cresceram 8,77% (1589 milhões de euros) e ascendem a 18 105 milhões. Só em dívidas prescritas, as Finanças deixaram de cobrar 4392,9 milhões de euros nos últimos sete anos.
Na Segurança Social, o aumento das dívidas é ainda maior. Só em 2011 e 2012, aumentaram 34%, ascendendo a 9779 milhões de euros. Nesses anos, o Governo teve de gastar 7707,9 milhões de euros para anular ou perdoar dívidas na Segurança Social. 

Mariano Rajoy apanhado no caso de corrupção do PP | iOnline

Mariano Rajoy apanhado no caso de corrupção do PP | iOnline

Acusado de delinquência pelo porta-voz do PP, oex-tesoureiro do partido no poder deitou mais achas na fogueira do escândalo da economia paralela dos conservadores. Bárcenas enviou SMS trocados com Rajoy ao "El Mundo". Líder da oposição exige "demissão ime

Se a vingança se serve fria, Luis Bárcenas serviu-a gelada a Mariano Rajoy e à restante cúpula do Partido Popular (no poder). Da prisão, onde está detido preventivamente desde 27 de Junho à espera de julgamento, o ex-tesoureiro do partido revelou ao "El Mundo" que ele e o presidente dos conservadores se mantiveram em contacto até Março deste ano, através de encontros pessoais, trocas de emails, mensagens de telemóvel e conversas telefónicas. "Nada é fácil, mas estamos a fazer o que podemos", garantiu Rajoy num dos SMS ontem revelados pelo diário espanhol. "Ânimo, Luis."
A Bárcenas não lhe pareceu que tudo estivesse a ser feito para o ajudar depois de o "El País" ter, no início do ano, divulgado documentos seus manuscritos em que constava toda uma economia paralela do partido - revelando que, ao longo dos últimos 30 anos, o PP se financiou de forma ilegal recebendo "doações" em dinheiro vivo de construtores e outros empresários, que por sua vez obtinham adjudicações de obras ou contratos com administrações governadas pelo partido.
Foram milhões de pesetas que Rajoy e outros dirigentes receberam por baixo da mesa, em envelopes e caixas de charutos, dinheiro depois depositado em contas secretas. Sábado, o juiz Pablo Ruz, que preside às investigações dos casos Bárcenas e Gürtel, ordenou o congelamento de mais cinco destas contas, todas em Espanha. A dada altura, Bárcenas chegou a ter 47 milhões de euros em contas na Suíça.
No final da semana passada, o porta- -voz dos conservadores no parlamento, Alfonso Alonso, disse que Bárcenas não passa de "um delinquente que fez da mentira o seu estilo de vida". Foi a gota de água que fez transbordar o copo. A um dia de começar a ser ouvido pelo juiz Ruz, numa audiência marcada para hoje, o ex-tesoureiro reencaminhou para o "El Mundo" parte das mensagens trocadas com Rajoy até há quatro meses.
Bárcenas guardou silêncio durante muito tempo sobre todo o caso, pela ligação próxima ao actual presidente do partido, que o nomeou gestor das finanças partidárias. Durante esse período foram vários os pedidos de Rajoy a Bárcenas para que negasse a contabilidade paralela e os pagamentos ilegais. Os SMS - "todos os que foram disponibilizados [por Bárcenas], mas parte de um conjunto maior", sublinha o "El Mundo" - assim o comprovam. Os contactos "foram permanentes pelo menos entre Maio de 2011 e Março de 2013", aponta o diário, e acrescenta: "Bárcenas mostrou especial interesse na sua difusão."
Reagindo de imediato à manchete do jornal, fontes do Partido Popular disseram que esta divulgação só prova que Bárcenas age por vingança e que esta estratégia procuras desviar as atenções do caso judicial contra ele: o Gürtel, uma investigação a outra rede de corrupção que envolve os populares. Viagens de núpcias e casamentos, relógios, jóias, carros, fatos, sapatos de luxo e, claro, dinheiro, tudo valeu naquela que é já considerada uma das maiores redes de corrupção alguma vez montadas em Espanha e que envolve mais de 70 pessoas, de empresários do sector da publicidade e organização de eventos a eleitos locais do PP.
Perante as revelações de ontem, Alfredo Rubalcaba também não perdeu tempo. O líder da oposição socialista convocou uma conferência de imprensa em Madrid para exigir a "demissão imediata" do governo, declarando que o seu partido rompe, com efeito imediato, todas as relações com o PP. "Face à situação política insustentável que Espanha atravessa, o Partido Socialista vê-se obrigado a exigir a demissão imediata do chefe do governo, Mariano Rajoy."
Inúmeros jornais espanhóis questionavam ontem se Rajoy, que hoje fala em conferência de imprensa ao lado do seu homólogo polaco, vai finalmente responder às questões dos jornalistas. Da última vez que o chefe do executivo espanhol fez declarações públicas sobre o escândalo, a 3 de Julho, tal serviu apenas para dizer que não ia falar sobre o assunto. Numa altura em que os espanhóis enfrentam duras medidas de austeridade e reformas económicas para reduzir a dívida e evitar um pedido de resgate internacional, e em que o desemprego ultrapassa já os 27%, o silêncio não deverá bastar desta vez.

Partidos têm sete dias para "salvar o país" | iOnline

Partidos têm sete dias para "salvar o país" | iOnline

PS, PSD e CDS iniciaram ontem conversações para chegar ao compromisso de salvação nacional pedido por Cavaco Silva

Os partidos estabeleceram ontem o prazo de uma semana para tentar chegar ao acordo de salvação nacional pedido pelo Presidente da República na passada semana. PS, PSD e CDS iniciaram as negociações com um encontro que serviu para discutir "a metodologia de trabalho" e fixar o prazo de uma semana "para dar boa sequência aos trabalhos previstos para a procura" de um compromisso.
Na reunião, que decorreu em local não divulgado, estiveram Alberto Martins, que lidera as conversações pelo PS, Pedro Mota Soares, em representação do CDS, e Jorge Moreira da Silva, que chefia a delegação do PSD. Nomes que vão conduzir as conversas durante toda a semana. Uma entrada em cena dos líderes só na recta final da ronda de negociações e se o compromisso chegar a bom porto.
O encontro - que mereceu uma nota pública de teor idêntico e divulgada praticamente em simultâneo pelos partidos - foi agendado depois de o PS ter tornado pública, durante a tarde de ontem, a disponibilidade para avançar para negociações. De acordo com uma "cronologia" de todo este processo, publicada no site do partido, esta posição foi transmitida por António José Seguro ao Presidente da República na noite de sábado, depois de "conhecidas as posições públicas de auto-exclusão do processo de diálogo por parte dos líderes do PCP e do BE". Um ponto que o PS faz questão de destacar, insistindo que "todos os partidos políticos com representação parlamentar deveriam ser convidados a participar". A referida cronologia diz, aliás, que a insistência de António José Seguro neste ponto "durou toda a manhã e toda a tarde de sábado".
Ultrapassada esta fase, o PS diz-se disponível para conversações sobre os três pilares definidos por Cavaco Silva - "incluindo a realização de eleições antecipadas em Junho de 2014".
O sublinhado ao primeiro dos "três pilares fundamentais" enunciado por Cavaco Silva não é casual. Como admite fonte da maioria ao i, este é um ponto que suscita muito pouco interesse junto dos partidos do governo. Por outras palavras, PSD e CDS estão mais interessados em definir - e vincular o PS - a medidas concretas para o cumprimento das metas financeiras a que o país está obrigado.
O prazo definido pelos partidos vai de encontro ao pretendido por Cavaco Silva que, na última sexta-feira, pediu que as negociações sejam concluídas "num prazo muito curto". Belém prepara-se agora para esperar o desfecho das negociações, sem grandes intervenções no processo. Na mensagem ao país, Cavaco Silva deixou claro que não fará de mediador entre os partidos, papel que atribuiu a "uma personalidade de reconhecido prestígio que promova e facilite o diálogo" - mas que só será designada caso os partidos o requeiram.
DAS NEGOCIAÇÕES À CENSURA
No mesmo dia em que se iniciaram as conversações, e ainda sem que seja conhecido o texto, o PS veio desde já tornar público que votará a favor da moção de censura do Partido Ecologista Os Verdes, que será votada na Assembleia da República na próxima quinta-feira (ver texto ao lado). Um anúncio recebido com alguma surpresa na maioria, onde há quem veja o facto de o maior partido da oposição aprovar uma moção de censura ao governo enquanto negoceia com PSD e CDS como um sinal de que dificilmente esta semana terminará com um acordo de salvação nacional.
À esquerda, o anúncio do PS não travou as críticas de PCP e Bloco. "O PS tem o direito e a liberdade de se juntar com quem quiser, não pode é pedir ao PCP que se junte àqueles que realizaram esta política de direita", criticou ontem o secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa. "Ao menos tenham a dignidade de assumir que estão mais para lá do que para cá, que estão mais com a política de direita", afirmou o líder do PCP. Pelo BE, primeiro foi João Semedo a afirmar que o partido rejeita fazer parte "da família da 'troika'" e a desafiar o PS a recusar negociações. Ontem, conhecido o sim socialista à moção de censura, Catarina Martins veio defender que o PS quer fazer a quadratura do círculo: "Não se pode querer eleições, querer um novo Governo e aceitar negociar manter o mesmo Governo".

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Acordo mantém Paulo Portas no Governo - JN

Acordo mantém Paulo Portas no Governo - JN

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho apresentou esta sexta-feira, ao final da tarde, ao presidente da República "o entendimento político alcançado com o líder do CDS-PP". O acordo alcançado após várias reuniões entre os dois líderes partidários mantém Paulo Portas no Governo.
A reunião entre Passos Coelho e Cavaco Silva durou perto de uma hora e meia e terminou cerca das 20 horas sem que, no entanto, se conheçam detalhes do acordo que foi apresentado ao presidente da República.
Sabe-se, de acordo com uma fonte do gabinete de Pedro Passos Coelho, que as direções do PSD e do CDS-PP vão ter uma reunião este sábado ao final da tarde, na sequência da qual será feita uma declaração.
Após mais uma série de encontros de negociação com Paulo Portas, o primeiro-ministro deixou, cerca das 18 horas, a sua residência oficial rumo ao Palácio de Belém para apresentar a Cavaco Silva uma solução de coligação que permita manter o Governo e resolver a crise política que se vive desde a demissão do ministro Vítor Gaspar.

Standard and Poor's mais perto de cortar rating a Portugal | iOnline

Standard and Poor's mais perto de cortar rating a Portugal | iOnline

Probabilidade de S&P cortar rating nos próximos 12 meses é superior a um terço

A agência Standard and Poor's (S&P) mudou de estável para negativo as perspetivas sobre o 'rating' de Portugal, defendendo que as demissões no Governo "dificultam as negociações na coligação" em relação ao corte na despesa pública.
A agência de notação financeira disse, em comunicado hoje emitido, que manteve o 'rating' atribuído à dívida de longo prazo de Portugal em 'BB', o segundo nível da escala já considerada como 'lixo', tendo, no entanto, passado as perspetivas ('outlook') de estáveis para negativas, o que significa que a nota de Portugal pode ser alterada no curto prazo.
"Consideramos que as demissões [no Governo] dificultam as negociações da coligação sobre as medidas de revisão da despesa pública. Estas medidas foram apresentadas pelo Governo à Comissão Europeia, ao Banco Central Europeu e ao Fundo Monetário Internacional como parte da sétima revisão da 'troika' ao programa de apoio financeiro de Portugal, mas ainda têm de ser aprovadas no parlamento e, por isso, exigem o apoio do partido mais pequeno da coligação", o CDS, justifica a instituição.
A S&P referiu ainda que acredita que "as demissões podem complicar a adoção de medidas orçamentais adicionais que possam ser precisas para cumprir as exigências do programa", destacando "o risco aumentado de as negociações da coligação falharem, levando a eleições antecipadas".
Probabilidade de S&P cortar rating nos próximos 12 meses é superior a um terço
A agência Standard and Poor's, que cortou as perspetivas do 'rating' de Portugal para negativo devido à crise política, considera que a probabilidade de baixar a nota atribuída ao país nos próximos 12 meses é superior a um terço.
Em comunicado hoje emitido, a agência de notação financeira explica que a decisão reflete a sua interpretação de que "há agora uma probabilidade maior do que 1 em 3" de que a Standard and Poor's possa rever em baica o 'rating' de Portugal nos próximos 12 meses.
A instituição mudou hoje de estável para negativo as perspetivas sobre o 'rating' da dívida de longo prazo de Portugal, defendendo que as demissões no Governo "dificultam as negociações na coligação" em relação ao corte na despesa pública, mas manteve o 'rating' em 'BB', o segundo nível da escala já considerada como 'lixo'.
"O 'outlook' negativo reflete a nossa visão de que há agora uma probabilidade de mais de 1 em 3 de que possamos cortar o 'rating' de Portugal nos próximos 12 meses. Consideramos baixar os 'ratings' as tensões políticas e sociais de Portugal levarem a desvios significativos dos termos do programa, atrasando o desembolso dos empréstimos oficiais", lê-se no comunicado da agência de notação financeira.

Passos apresentou a Cavaco entendimento político alcançado com Portas | iOnline

Passos apresentou a Cavaco entendimento político alcançado com Portas | iOnline

No sábado à tarde as duas direcções dos partidos vão-se reunir e só depois será feita uma declaração.

Já há acordo para a manutenção do governo de coligação PSD/CDS. O primeiro-ministro foi a Belém reunir-se com o Presidente da República para lhe mostrar as conclusões das reuniões com o líder do CDS e ministro demissionário, Paulo Portas.
No sábado à tarde as duas direcções dos partidos vão-se reunir e só depois será feita uma declaração.
Passos e Portas estiveram reunidos por duas vezes durante o dia e, antes de seguir para a Presidência da República, o chefe do governo teve ainda um encontro com o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro e mais tarde com Moreira da Silva. A reunião entre o presidente da República e o primeiro-ministro terminou pouco depois das 20h.
A última reunião entre Passos Coelho e Paulo Portas durou cerca de 1h15, mas ainda não são conhecidas as conclusões do encontro, certo é que depois de Cavaco ter pedido ontem ao primeiro-ministro uma solução mais sólida e duradoura, o primeiro-ministro acredita que chegou a um acordo que satisfaz o Presidente. Até agora o primeiro-ministro não entregou o pedido de exoneração de Paulo Portasenquanto Ministro dos Negócios Estrangeiros, este pedido está dependente do acordo alcançado e se este for aceite pelo Presidente. Além disso, ainda não é conhecida a nova composição do governo.
O Presidente quer garantias de que o acordo alcançado dura pelo menos até ao final do programa de assistência, em Junho de 2014. Depois de os jornais de hoje garantirem que o Presidente pedia que Portas continuasse no governo, ao que o i tinha avançado hoje, Cavaco insistia apenas que os partidos se fizessem representar ao mais alto nível. Depois das notícias, o CDS desmarcou o congresso electivo e marcou para esta noite o Conselho Nacional que vai formalizar o adiamento do congresso por quinze dias.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Passos não se demite e exige "clareza" ao CDS - JN

Passos não se demite e exige "clareza" ao CDS - JN

"Não me demito! Não abandono o meu país!" Se revela determinação, a garantia de Passos Coelho não oculta um repto ao CDS: que esclareça se se mantém na coligação governamental após a demissão de Portas. Esta quarta-feira saem os outros ministros centristas.
 
foto Diana Quintela/Global Imagens
Passos não se demite e exige "clareza" ao CDS
Após a demissão de Paulo Portas, Passos Coelho reuniu com os ministro e, mais tarde, com a direção do PSD
 
Por diversas vezes, na declaração ao país, o primeiro--ministro usou a palavra clareza. Na última, associou-a a uma frase que, por si só, exprime a clareza da sua própria estratégia: "Um Governo de coligação é um compromisso permanente".
Tal significa que interpreta a iniciativa de Paulo Portas como sendo de natureza pessoal - não desonerando, portanto, o CDS do vínculo à aliança que suporta o Governo. Trata-se de levar à letra o comunicado em que o ministro demissionário explica as suas razões - a discordância face à escolha de Maria Luís Albuquerque para ocupar o lugar de Vítor Gaspar nas Finanças - nunca amarrando o CDS à sua decisão.
A aposta em falar "diretamente" ao partido mais pequeno da coligação - deixando nas entrelinhas a acusação de que o ministro dos Estrangeiros abandonou o barco - explica o fio condutor da intervenção do chefe do Governo.
Em primeiro lugar, a obstinação de prosseguir o "único rumo" capaz de, na sua ótica, proporcionar ao país a saída da crise, assumindo-se como "baluarte de confiança e tranquilidade". Tão sólida que se prepara para participar, esta quarta-feira em Berlim, numa conferência sobre o fomento do emprego jovem na Europa, como se nada tivesse acontecido.
No mesmo plano, a revelação de que não aceitou a demissão do ministro de Estado - afirmou mesmo que o apanhou de surpresa -, nem pediu ao presidente da República a sua exoneração. O passo é apenas formal, embora politicamente irrelevante, já que Portas apresentou a demissão como irreversível. Mas permite a Passos Coelho ganhar algum tempo para explorar eventuais divergências no interior do CDS, onde já se admite que o congresso do próximo fim de semana seja adiado.
O "dia D" de Passos
O silêncio do CDS acentua a situação de impasse político. E pode condenar ao fracasso a estratégia de Passos, traçada no fio de navalha de uma indesmentível crise política, se se confirmar a disposição dos membros centristas do Governo de acompanharem o seu líder na saída.
Nestas condições, esta quarta-feira é o "dia D" de Passos Coelho. O seu futuro político joga-se mais na reunião da Comissão Executiva do CDS do que na audiência de Cavaco Silva a António José Seguro. Caso Mota Soares, Assunção Cristas e companhia façam as malas, poderá também ser forçado a traçar planos de viagem, já que nem o recurso a uma "clarificação" no Parlamento constitui alternativa fiável.
Passos terá, por outro lado, de preocupar-se com outras frentes. A interna, por um lado: há setores do PSD que também não aceitam a escolha da nova ministra das Finanças. A externa, por outro: o PS já não pode, nesta sessão legislativa, apresentar uma moção de censura, mas manterá a reivindicação de eleições antecipadas. E o PCP convocou para esta quarta-feira duas manifestações com a mesma exigência.
Garantias do CDS
A aposta imediata do primeiro-ministro consiste em comprometer o CDS com uma solução, no pressuposto de que a iniciativa de Paulo Portas foi pessoal. Procurará insistir na estabilidade que os representantes dos credores exigem e insistir no "dever patriótico" de preservar a aliança.
Acordo parlamentar
A substituição do titular dos Estrangeiros é o menor dos problemas de Passos. Precisando, como de pão para a boca, de suporte político para o Governo, a saída para o impasse pode ser um "plano B"; um acordo de incidência parlamentar PSD-CDS, que garantiria a sua sobrevivência.
Moção de confiança
A possibilidade de o Governo suscitar um voto de confiança na Assembleia da República está em aberto. O alcance da jogada é óbvio: obrigar o CDS a definir a sua posição no seio da coligação. E imputar-lhe as culpas pela crise política, caso ouse abster-se ou votar contra.
Eleições antecipadas
O presidente tudo tem feito para garantir a estabilidade governativa, pelo que a dissolução do Parlamento é o cenário mais remoto. Como a Constituição já não prevê governos de iniciativa presidencial, esta opção implicaria manter o Governo em gestão após marcar eleições. Nada provável.

Queda da bolsa nacional é a maior desde 1998 e 3ª maior de sempre | iOnline

Queda da bolsa nacional é a maior desde 1998 e 3ª maior de sempre | iOnline


O recorde mostra, segundo explicou, “o tipo de reação que o mercado teve, para mais num mês relativamente pouco líquido, porque já estamos em julho e nesta altura há menos gente nos mercados”

O analista de mercados Filipe Garcia disse hoje à Lusa que a queda de 6,2% registada na abertura da sessão portuguesa foi a mais grave desde outubro de 1998 e a terceira maior de sempre.
“O índice PSI 20 [que agrega as 20 maiores empresas cotadas na bolsa portuguesa] abriu hoje numa forte queda de 6,2%. Em termos de abertura é a pior do PSI 20 desde outubro de 1998 e é a terceira pior de sempre”, garantiu o analista do IMF - Informação de Mercados Financeiros.
O recorde mostra, segundo explicou, “o tipo de reação que o mercado teve, para mais num mês relativamente pouco líquido, porque já estamos em julho e nesta altura há menos gente nos mercados”.
A crise política, provocada pela demissão do ministro das Finanças Vítor Gaspar na segunda-feira e, sobretudo, pelo pedido de demissão do ministro de Estado e de Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, na terça-feira “faz aumentar a perceção de risco sobre a economia”, disse.
A situação é semelhante em termos de juros da dívida portuguesa, com os juros a 10 anos a serem cotados perto de 8% na abertura da sessão.
“Não é só nos 10 anos que estas subidas se estão a fazer sentir”, lembrou Filipe Garcia, adiantando que “no [prazo de] dois anos, as cotações de terça-feira estavam na casa dos 3,6% no fim da tarde e hoje já estão nos 5,5%”, referiu o analista.
“Aquilo que está em causa é o seguinte: previa-se que Portugal pudesse ser autossuficiente do ponto de vista de financiamento nos mercados internacionais, [Portugal] estava a fazer esforços nesse sentido, tendo emitido recentemente a [prazos de] 10 anos e tendo já feito emissões a 5 anos, e estava a proceder à troca de dívida e de maturidades de dívida, portanto, [Portugal] estava a regressar aos mercados”, apontou Filipe Garcia.
Segundo explicou, com a atual crise política, “esse processo de recuperar o acesso autónomo aos mercados é colocado em causa, fica em cima da mesa a possibilidade de um segundo resgate e esse é o motivo pelo qual a perceção de risco em relação à economia portuguesa e aos mercados portugueses aumentou dramaticamente desde ontem”.
De acordo com o analista, a banca nacional é o setor que mais está a sofrer com a queda do valor das ações na bolsa.
“Não que se considere que haja aqui iminência de algum tipo de problema de tesouraria ou de solvabilidade dos bancos”, assegurou, apontando a explicação para o facto de os bancos portugueses terem no seu balanço uma quantidade importante de dívida pública.
“Se a dívida pública nos mercados internacionais desvaloriza, que é isso que está a acontecer no dia de hoje, também os bancos que a detêm veem o seu balanço desvalorizar”, afirmou.
Para Filipe Garcia, o dia de hoje vai ser, sem dúvida, especial também nos mercados.
“Penso que quando qualquer investidor nacional ou estrangeiro que olha para as cotações da bolsa nacional e vê quedas de dois dígitos na banca - a chegar aos 13 ou 14% - e vê um índice a cair quase 7%, percebe que, de facto, houve uma mudança de contexto importante [e] que estamos perante um evento diferente”, assumiu.
A política portuguesa tem sido “muito condicionada pelos credores externos e, numa posição de maior vulnerabilidade, que é aquela que hoje em concreto Portugal já tem, a dependência face aos credores externos acentua-se”, concluiu.