segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Justiça italiana quer levar Fitch e S&P à barra dos tribunais - Dinheiro Vivo

Justiça italiana quer levar Fitch e S&P à barra dos tribunais - Dinheiro Vivo

O ministério público de Trani, cidade no sul de Itália, avançou com processos no tribunal contra sete responsáveis das agências de rating Fitch e Standard & Poor's, acusando-os de manipulação e abuso de posição no mercado.O ministério revelou que cinco dos responsáveis pertencem à S&P e os dois restantes à Fitch, enquanto que pediu o arquivamento sobre dois responsáveis da Moody's que estavam sob investigação.
Entre os alvos do processo está Deven Sharma, presidente do serviço financeira da S&P entre 2007 e 2011, bem como David Michael Willmoth Riley, diretor operacional dos ratings da Fitch.
De acordo com o ministério, os responsáveis da S&P puderem em marcha um conjunto de estratagemas, entre maio de 2011 e janeiro de 2012, tanto na elaboração como na difusão das notações da dívida soberana italiana "impróprias para provocar uma desestabilização da imagem do país nos mercados financeiros, uma alteração do valor dos seus títulos e uma debilitação do euro".
Esses estratagemas terão "também dado de forma intencional aos mercados financeiros uma informação tendenciosa e distorcida sobre a fiabilidade da dívida italiana e as iniciativas de saneamento e relançamento económico adotadas pelo governo, para desincentivar a compra de títulos de dívida e reduzir o seu valor".
No caso dos responsáveis da Fitch, o ministério acusa os dois responsáveis de manipulação de mercado porque entre 10 e 18 de janeiro de 2012 emitiram anúncios de uma iminente redução do rating da dívida italiana, que não chegou a ser feita de forma oficial senão onze dias mais tarde.
Deste modo, "foram divulgados, com o mercado aberto, informações que deveriam ter permanecido reservadas mas que provocaram uma alteração do preço dos instrumentos financeiros".
O processo surge depois de dois anos de investigações coordenadas pelo ministério público e iniciadas após as denúncias apresentadas por duas associações de consumidores italianas.

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