Dentro de cinco anos, a produção diária norte-americana de "ouro negro" será a mais elevada em todo o mundo.
A Administração de Informação em Energia, dos EUA, prevê que a produção norte-americana de crude aumente de 6,3 milhões de barris por dia este ano para 6,8 milhões em 2013 – o que corresponderá ao seu mais alto nível desde 1993, refere o “Financial Times”.
Juntando os biocombustíveis, como o etanol, e os derivados do gás natural, como o etano e o butano, isso significa que os EUA em breve estarão a produzir mais do que a Arábia Saudita (que está a extrair um pouco menos de 10 milhões de barris diários) e do que a Rússia (que produz actualmente quase o mesmo volume que os sauditas).
Segundo o relatório da AIE, que apresenta projecções até 2035, de facto os EUA estão a caminho de se tornarem no maior produtor do mundo dentro de cinco anos, tornando-se auto-suficientes em 2030. Em seguida, passarão a exportadores líquidos, sublinha a análise da Agência, citada pela Bloomberg.
A contribuir para este aumento da produção estão as crescentes reservas de crude extraídas através de novas tecnologias, como a fracturação hidráulica – que, conjugada com a perfuração horizontal, torna hoje possível chegar às formações de xisto, onde se concentra petróleo.
De momento, os EUA importam cerca de 20% das suas necessidades energéticas totais.
A Agência Internacional da Energia estima também um aumento da procura mundial de petróleo, de 87,4 milhões de barris por dia em 2011 para 99,7 milhões em 2035.
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