Uma vez conhecido o resultado das eleições norte-americanas, que ditaram a reeleição de Barack Obama, o iminente vencimento do teto da dívida do país - o denominado 'fiscal cliff' - converteu-se na maior preocupação para os investidores. Num artigo escrito para o jornal espanhol 'Expansión', o analista da Alpha Plus, Javier Montoya, faz uma análise ao futuro dos Estados Unidos."As agências de rating começaram a tomar posições sobre as possíveis implicações para notação de dívida do país.
Nos próximos três meses, os Estados Unidos enfrentam uma dura decisão, uma vez que o país está cada vez mais perto de atingir o teto da dívida permitido por lei, o que significa que se não atuar rapidamente o Tesouro não poderá emitir mais dívida e originaria um problema para responder às suas obrigações.
Os primeiros efeitos desta situação já se começam a notar, uma vez que a redução de impostos sobre as mais-valias deverá ser, muito provavelmente, revogada. A medida poderá estar a afetar o comportamento da bolsa, uma vez que os investidores poderão estar já a retirar mais-valias para evitar pagar mais impostos no próximo ano.
As fortes reduções de impostos implementadas na era Bush foram prolongadas na primeira legislatura de Obama e ainda permanecem vigentes. A necessidade de o Governo aumentar as receitas e reduzir custos para controlar a dívida acumulada pelo país fazem com que muitos dos impostos cortados tenham de ser cancelados. Essa é uma das possíveis soluções para o teto da dívida, mas terá de ser aprovado pela oposição.
Se a decisão final se centrar na subida de impostos, o impacto na economia poderá ser muito relevante. Existem estimativas que apontam para uma queda do PIB entre 1% e 3%.
As agências de rating já começaram a tomar posições ainda que, por enquanto, ainda não se mostraram demasiado beligerantes com o Governo. A Fitch tem sido a mais agressiva, alertando de que se não se chegar a um acordo satisfatório no prazo mais curto possível, o impacto sobre a economia será importante, que implicaria um aumento do risco do país e um corte do rating.
A Moody's, até agora, dá ao Governo o benefício da dúvida, ao anunciar que irá manter-se vigilante sobre o processo de negociação e sobre as implicações económicas que poderão ter as medidas acordas para solucionar o problema.
A Standard & Poor's, por seu torno, posicionou-se no meio do caminho das rivais. Se por um lado expressou a sua preocupação sobre o possível acordo entre Obama e o partido da oposição, por outro pensa que é demasiado cedo para avançar com qualquer decisão uma vez que o Governo acabou de ser reeleito e a negociação começou agora.
O processo de negociação será duro e sem dúvida que irá gerar volatilidade e incerteza nos mercados dada a importância a nível económico que terão as decisões que forem tomadas".
Nos próximos três meses, os Estados Unidos enfrentam uma dura decisão, uma vez que o país está cada vez mais perto de atingir o teto da dívida permitido por lei, o que significa que se não atuar rapidamente o Tesouro não poderá emitir mais dívida e originaria um problema para responder às suas obrigações.
Os primeiros efeitos desta situação já se começam a notar, uma vez que a redução de impostos sobre as mais-valias deverá ser, muito provavelmente, revogada. A medida poderá estar a afetar o comportamento da bolsa, uma vez que os investidores poderão estar já a retirar mais-valias para evitar pagar mais impostos no próximo ano.
As fortes reduções de impostos implementadas na era Bush foram prolongadas na primeira legislatura de Obama e ainda permanecem vigentes. A necessidade de o Governo aumentar as receitas e reduzir custos para controlar a dívida acumulada pelo país fazem com que muitos dos impostos cortados tenham de ser cancelados. Essa é uma das possíveis soluções para o teto da dívida, mas terá de ser aprovado pela oposição.
Se a decisão final se centrar na subida de impostos, o impacto na economia poderá ser muito relevante. Existem estimativas que apontam para uma queda do PIB entre 1% e 3%.
As agências de rating já começaram a tomar posições ainda que, por enquanto, ainda não se mostraram demasiado beligerantes com o Governo. A Fitch tem sido a mais agressiva, alertando de que se não se chegar a um acordo satisfatório no prazo mais curto possível, o impacto sobre a economia será importante, que implicaria um aumento do risco do país e um corte do rating.
A Moody's, até agora, dá ao Governo o benefício da dúvida, ao anunciar que irá manter-se vigilante sobre o processo de negociação e sobre as implicações económicas que poderão ter as medidas acordas para solucionar o problema.
A Standard & Poor's, por seu torno, posicionou-se no meio do caminho das rivais. Se por um lado expressou a sua preocupação sobre o possível acordo entre Obama e o partido da oposição, por outro pensa que é demasiado cedo para avançar com qualquer decisão uma vez que o Governo acabou de ser reeleito e a negociação começou agora.
O processo de negociação será duro e sem dúvida que irá gerar volatilidade e incerteza nos mercados dada a importância a nível económico que terão as decisões que forem tomadas".
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