A bancada parlamentar do partidos socialista espanhol (PSOE) sugeriu aos deputados que doem o salário do dia da greve geral, marcada para 14 de Novembro, ao Banco Alimentar. Entre faltar aos trabalhos parlamentares nesse dia, em que será apreciado a proposta de Orçamento do PP, e apoiar a greve geral, que é um protesto contra a austeridade desse orçamento, o PSOE optou por uma solução salomónica.
O caminho sugerido pela liderança parlamentar socialista é a de que os deputados devem comparecer no Parlamento, para garantirem a representação política dos eleitores que rejeitam a proposta de Orçamento não passe sem alterações – o chumbo é impossível dada a maioria absoluta do PP de Mariano Rajoy. Porém, como expressão de apoio político à greve, os deputados declararão que estão em greve, oferecendo o salário desse dia ao banco alimentar.
Este “gesto de solidariedade” foi proposto por carta ao grupo parlamentar do PSOE, noticia a imprensa espanhola. A missiva, diz o jornal , é assinada pela porta-voz da bancada do PSOE, Soraya Rodríguez, que incentiva os socialistas a juntarem-se aos trabalhadores que a 14 de Novembro verão descontado um dia de salário por participarem na greve geral, que se realiza no mesmo dia da greve geral convocada em Portugal pela CGTP.
A proposta de orçamento que será votada pelos deputados prevê um aumento da carga fiscal e um corte acentuado de despesa, medidas com as quais o Governo de Mariano Rajoy conta cumprir as metas acordadas com Bruxelas para reduzir o défice orçamental para 4,5% do Produto Interno Bruto em 2013.
As novas medidas incluem o congelamento – pelo terceiro ano consecutiv – dos salários da função pública, a limitação das reformas antecipadas, o aumento de impostos e um corte de 9,9% nas despesas dos ministérios.
Espanha está há muito sob pressão dos parceiros europeus para cumprir um o esforço orçamental e reformas económicas estruturais que lhe permitam deixar de ser um foco de instabilidade na zona euro. Um plano de assistência financeira direccionado para a banca foi aprovado pela zona euro para os bancos espanhóis reforçarem capitais, mas as dúvidas dos mercados financeiros em relação à capacidade de o Estado assegurar as suas necessidades de financiamento sem a necessidade de uma intervenção externa não se diluíram.
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