quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Portugal tem 300 mil hectares de floresta e 96 empresas com certificação FSC | iOnline

Portugal tem 300 mil hectares de floresta e 96 empresas com certificação FSC | iOnline

Portugal já tem 301 mil hectares ou 10% de floresta certificada, a seguir regras de gestão responsável, que protegem o ambiente e são mais eficientes, permitindo aos consumidores escolherem produtos "sustentáveis", da madeira, à cortiça ou papel.
Além de nove por cento da floresta, o sistema de certificação FSC, da entidade internacional com o mesmo nome, em Portugal há seis anos, conseguiu já que 96 empresas da fileira florestal aderissem ao processo.
O responsável do FSC em Portugal, Nuno Calado, disse hoje à agência Lusa que o sistema permite fazer a rastreabilidade dos produtos com logotipo FSC, ou seja, seguir o seu percurso desde a forma como é obtida a matéria-prima, ao processo de produção e à sua comercialização.
As entidades aderentes seguem um conjunto de regras que "asseguram, através de auditorias, que a gestão é responsável e cumpre um conjunto de requisitos económicos, ambientais e sociais", explicou.
"Os consumidores podem escolher um produto que vem de uma gestão sustentável, que assegura 'habitats' protegidos, preserva habitats naturais, espécies protegidas, as condições dos trabalhadores, a rentabilidade, a renovação da floresta", listou Nuno Calado.
Para as empresas aderentes, "trata-se de uma forma de gestão diferente mais conscientes, um pouco mais exigente, mas que também dá mais-valias não só em termos da venda dos seus produtos, mas também introduz melhorias", defendeu o responsável.
Em Portugal, com a situação atual em termos de gestão florestal, Nuno Calado considerou que a FSC tem "ainda uma margem de evolução grande" e realçou um ponto positivo da certificação: a prevenção contra incêndios florestais.
Os produtores que aderem à certificação FSC têm de apresentar medidas nesse sentido e executá-las, o que "aumenta a resistência da floresta aos incêndios e às doenças e melhora a gestão", em termos gerais.
Sendo o setor florestal português "muito exportador", o selo de certificação FSC é "uma vantagem em termos competitivos" para papel, rolhas de cortiça, embalagens, sacos de papel de lojas, etiquetas das roupas ou brochuras.
No primeiro semestre deste ano, a FSC registou um crescimento de 5% na área florestal, ou 15 mil hectares, e na indústria, houve um crescimento de 26%, ou seja, 20 novas empresas que se certificaram.
O total de 96 certificações na indústria inclui os setores da pasta de papel, gráficas, corticeiras ou madeira e mobiliário e empresas como Corticeira Amorim, Tetra Pak, IKEA, CTT ou Portucel.
A FSC Portugal, organizou uma reunião hoje para dar a conhecer o processo de certificação e na qual as empresas aderentes vão partilhar a sua experiência.
Da parte da Tetra Pak, a diretora de Comunicação da Tetra Pak Ibéria, Vera Norte, disse à agência Lusa que esta foi uma forma de "mostrar aos clientes e consumidores que o cartão é uma matéria-prima renovável e provém de florestas geridas de uma forma sustentável".
Carlos Tavares, da Sonae Indústria, explicou que a empresa assumiu o objetivo, a concluir este ano, de certificar as suas operações industriais segundo a norma FSC para a cadeia de custódia de produtos florestais e dão aos clientes "a garantia de fornecimento de produtos com origem responsável".
Esta decisão permite "estar já um passo à frente no cumprimento da legislação comunitária nesta matéria, que entrará em vigor em março de 2013 e atuar noutros mercados, não europeus, com uma mensagem forte de responsabilidade no abastecimento de madeira para as nossas operações", acrescentou Carlos Tavares.

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