quarta-feira, 31 de outubro de 2012

EPUL cria rendas low-cost para quem quiser lançar empresas - Dinheiro Vivo

EPUL cria rendas low-cost para quem quiser lançar empresas - Dinheiro Vivo

A Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) está a promover um programa Arrendamento que promete rendas XS para Espaços XL. Serão leiloadas 52 lojas e a renda base começa nos 135 euros. O leilão terá lugar na próxima semana no Salão nobre da Associação Comercial de Lisboa, e dará acesso a lojas espalhadas pela capital. Serão cedidos espaços em Entrecampos, São Bento, Vale de Santo António, Paço do Lumiar, Alta de Lisboa, Telheiras ou Rua do Benformoso. Os espaços tanto podem ser novos como reabilitados recentemente.

A licitação parte dos 135 euros e deve ser feita em intervalos de cinco euros. O valor final vai definir a mensalidade a pagar no primeiro ano de contrato, que irá aumentando progressivamente até atingir os 100% do valor de mercado ao fim de cinco anos.

Mas para os empreendedores que fiquem com um dos espaços os apoios não ficam por aqui. Terão direito a workshops, preparação de planos de negócio, procura de fontes de financiamento ou parcerias.

Os contratos de arrendamento de cinco anos poderão ser prorrogados por períodos de um ano, mas os trespasses estão excluídos do programa. Caso o negócio não seja bem sucedido o imóvel volta para as mãos da EPUL.

Condições:
Contratos de arrendamento a 5 anos, renováveis, automaticamente, por um ano;
Nos primeiros 5 anos do contrato a renda mensal é calculada através da seguinte fórmula:
      1º ano – Pagamento de apenas 45% do valor da renda mensal base
      2º ano - Pagamento de apenas 55% do valor da renda mensal base
      3º ano - Pagamento de apenas 65% do valor da renda mensal base
      4º ano - Pagamento de apenas 80% do valor da renda mensal base
      5º ano ou mais - Pagamento de 100% do valor da renda mensal base
Renda não será actualizada durante os primeiros cinco anos;
As lojas serão entregues no estado em que se encontram;
Qualquer contrato poderá ser denunciado com pré-aviso de 3 meses;
Não existe período de carência;
Não serão permitidos trespasses e sublocações;
O valor do condomínio é pago pelos arrendatários.
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A sua reputação digital já vale mais que um currículo - Dinheiro Vivo

A sua reputação digital já vale mais que um currículo - Dinheiro Vivo

Os americanos estão agora a passar mais tempo nos sites de redes sociais de que em todos os outros sites combinados. Só o Facebook tem mais de mil milhões de utilizadores — o que corresponde a 15% da população mundial e quase 50% dos utilizadores da internet, que passam uma média de 15 minutos por dia no site. E isto é só um site; imagine se acrescentássemos o Twitter, LinkedIn, Google+, Weibo, Renren, Orkut, e todos os outros.
Como consequência de passarmos tanto tempo online, deixamos agora rastos da nossa personalidade em todo o lado. De facto, e a menos que nunca tenha usado a Amazon, Gmail, Spotify, Tripadvisor, Netflix, ou qualquer infinidade de outros sites, terá não um, mas múltiplos perfis online. 
No início, os perfis só tinham interesse para esses sites, que personalizavam a nossa experiência de consumidos oferecendo-nos produtos congruentes com as nossas preferências e valores ("se comprou este filme, poderá estar interessado em comprar ..."). No entanto, os nossos comportamentos online também têm agora interesse para os recrutadores e empregadores, que estão a tentar desesperadamente traduzi-los em "reputações digitais" e usá-los para encontrar talento online. Vejo três razões para que os empregadores tenham a probabilidade de encontrar os seus líderes futuros no ciberespaço.
Primeiro, a Rede faz com que recrutar seja mais fácil para os empregadores e aspirantes a empregados. Por exemplo, uma empresa com 100 funcionários terá provavelmente o mesmo número de empregados no Facebook ou LinkedIn, e cada um deles terá pelo menos 100 ligações nestes sites de “networking” — isto significa visar 10 mil pessoas que são ligações em primeiro grau, e como estas terão pelo menos 100 ligações cada, o anúncio de emprego poderá atingir mais de 1 milhão se incluirmos ligações de segundo grau. Para os funcionários, passar o tempo no Facebook ou Twitter enquanto estão no trabalho poderá afinal não ser uma coisa inútil — poderá ajudá-lo a encontrar um emprego mais desejável (ou a ser encontrado). De facto, 1 em cada 6 pessoas à procura de emprego atribui às redes sociais os créditos de terem encontrado um emprego melhor.
Segundo, a Rede faz com que o recrutamento seja menos parcial e fechado a determinados círculos. A maioria dos recrutadores já está a usar as redes sociais para identificar funcionários com talento fora das suas redes de conhecimentos habituais. Segundo um inquérito realizado pelo Jobsite este ano, 54% dos recrutadores usa o Twitter, 66% o Facebook, e uns surpreendentes 97% o LinkedIn, como ferramentas de recrutamento. Embora isto alargue o grupo de possíveis candidatos, os recrutadores continuam sujeitos aos mesmos preconceitos que existem no mundo físico (nomeadamente, inferências preconceituosas sobre o carácter ou valores de alguém com base nos seu aspeto). No entanto, é mais fácil criar e implementar métodos fiáveis online do que offline, onde a química e a subjetividade nunca serão eliminados. Por outro lado, as reputações digitais captam muitas horas de comportamentos online, e ao contrário do que acontece com as ações, o comportamento anterior dos seres humanos é o melhor indicador do comportamento futuro.
Terceiro, a análise de dados na Rede pode ajudar os recrutadores a tornarem-se mais eficientes. Os dados de grande volume podem fornecer a melhor resposta às grandes questões relativas à identificação de talentos, se fizermos às perguntas certas aos dados. Não só existe uma abundância de dados, como se está a tornar cada vez mais fácil, rápido e barato gerar mais dados (relevantes). Os algoritmos de agregação de dados estão a crescer exponencialmente — o Klout poderá não ser a melhor medida de "influência social," mas continua a ser útil e muito fiável, e as alternativas futuras serão sem dúvida melhorias. A integração de dados — combinar os múltiplos perfis das pessoas num só — é o próximo passo, e já está a acontecer. Em breve, será fácil saber que a pessoa que compra livros do Colin Dexter na Amazon é a mesma pessoa que aluga o Inspector Lewis on Netflix, verifica os dados do Hotel Randolph no TripAdvisor, e pesquisa voos para Heathrow no Kayak. Se já comprou um par de sapatos na Zappos e depois viu esses mesmos sapatos anunciados quando se ligou de novo ao Facebook, isto já lhe aconteceu. A pergunta passa então a ser: como é que os recrutadores reúnem toda esta informação para quantificar potenciais funcionários?
Se pensa que isto é assustador, poderá querer refletir sobre as alternativas: perder um emprego melhor, passar uma infinidade de tempo a atualizar o seu CV, preencher dezenas de candidaturas a emprego, ou viver a sua vida completamente offline (o que seria mesmo uma vida muito solitária). Além disso, ser um ludita provavelmente prejudicará a sua carreira. Os recrutadores considerarão os candidatos não empregáveis se não conseguirem encontrar informação sobre eles online — a menos que esteja a esconder uma história indesejável ou não exista, espera-se agora que tenha um perfil online.
A grande implicação é que precisará de investir uma quantidade considerável de tempo a gerir a sua reputação digital. A única coisa pior do que não ter um perfil é ter um perfil indesejável. Na verdade, as suas hipóteses de ser escolhido por um “headhunter” online são inversamente proporcionais à quantidade de autorrevelações inadequadas encontradas no seu perfil do Facebook ou do Twitter. O “Egosurfing” — ou “self-googling” (pesquisar-se a si próprio no Google) — é agora mais importante do que atualizar o seu CV.
Iremos assistir em breve à proliferação de sistemas de aprendizagem de máquinas que farão corresponder automaticamente os candidatos a empregos e organizações específicas. Imagine que em vez de receber recomendações de filmes do Netflix ou recomendações de férias da Expedia, recebia ofertas de emprego diárias do Monster ou do LinkedIn — e que esses empregos eram realmente os indicados para si.
Agora só faltava poder também enviar os nossos “avatars” para o trabalho enquanto ficamos na cama.

10 estratégias para ser ouvido nas reuniões - Dinheiro Vivo

10 estratégias para ser ouvido nas reuniões - Dinheiro Vivo

Pode ter uma entrada à Rambo ou a persistência de Sally Field. Qualquer que seja o seu estilo, tem de virar as atenções para si se quer ser ouvido. Está no trânsito em plena hora de ponta, a escrever uma mensagem para resolver aquela questão urgente, e à sua volta há centenas de pessoas a dirigirem-se para o supermercado, para o ginásio, para todo o lado. De repente alguém pergunta: "Tem dois minutos para...?" Vai deixar de ouvir? Não é provável.O trabalho é muito semelhante àquela rua movimentada. Acelerando para acompanhar tudo, os nossos colegas estão a receber mais tarefas e a trabalhar mais arduamente. Até as questões estratégicas foram abreviadas: passamos menos de 2% do tempo a discuti-las. Neste contexto, é cada vez mais difícil que as novas ideias sejam ouvidas. Mas há abordagens agressivas que podem contrariar essa tendência.
1. Dispare ideias. É a abordagem à Rambo: não pare para ver se alguma pega; continue a disparar, com toda a energia. Será um Sylvester Stallone com a maior arma já vista, numa apresentação de choque e espanto. Se disparar muito, pelo menos uma ideia deve atingir o alvo.
2. Seja superamigável. Confiança e camaradagem podem ajudar as suas ideias a ganhar um momento de reflexão. Esta é a abordagem à Sally Field: "Você gosta de mim! Gosta mesmo muito!" O problema é que o enfoque é na relação pessoal e não no mérito da ideia.
3. Tome a discussão de assalto. Enquanto alguém está a expressar uma ideia, use uma palavra ou frase contraditória: "mas", "não", ou "não concordo" são boas, mas pode fazê-lo de forma mais insidiosa, com um "grande ideia; também podíamos tentar...". À medida que as atenções se viram para si, oriente a conversa para a sua ideia sob o pretexto de fazer mais comentários. Infelizmente, esta abordagem é comum e, embora aceitável, simplesmente irritante. E apesar de servir para abordar a ideia, raramente influencia os outros ou leva a que seja posta em prática - o verdadeiro fim. O objetivo não é só falar, é ser ouvido. E isso implica que a ideia consiga influenciar.
4. Seja um antropólogo. Há imensas ferramentas para aprender sobre pessoas - que assuntos seguem, o que valorizam, como abordam o trabalho. Descubra o que interessa aos seus colegas. Se têm um blogue, leia-o. Se estão no Twitter, siga-os. As recomendações no LinkedIn também contam uma história.
5. Observe e adapte. Faça por saber o que os faz vibrar e molde a sua ideia à perspetiva do destinatário.
6. Tenha uma opinião. Muitas pessoas aparecem em reuniões sem serem capazes de dar uma opinião fundamentada. Arriscam-se a ser rotulados como "executores" - inadequados para protagonistas. O "executor" não precisa de lugar na mesa: pode saber o que tem de fazer por e-mail. Quando estamos a trabalhar em problemas difíceis, procuramos co-pensadores que se tornem co-criadores.
7. Crie relevância. Todos os argumentos podem beneficiar com dados quantitativos. Descubra factos importantes. Mesmo com dados imprecisos, consegue ver se algo é do tamanho de uma caixa de pão ou de um camião. Histórias reais de clientes e anedotas são fantásticas; apoiá-las com factos é melhor.
8. Escolha o meio. Se lida com pessoas que valorizam números, use o Excel. Se dão valor a bons gráficos, invista neles. E conte uma história factual que prenda as pessoas. Os factos mudam, as ideias que perduram dão sempre boas histórias.
9. Seja apaixonado. O seu ponto de vista é baseado na sua experiência e observações; o resto do grupo pode nunca ter pensado nisso. Isto significa que vai ter de explicar. Se o fizer de forma apaixonada em vez de só mostrar estar certo de ser uma boa ideia, pode apaixonar também os outros.
10. Seja o protagonista. Há uma linha ténue entre ser visto como o ladrão de cena que só pensa no seu proveito ou alguém com ideias válidas para a empresa. Para ser um protagonista, tem de falar e ser ouvido, mas também de pôr à frente de tudo o mais os objetivos da empresa. É a diferença entre o caos da rua movimentada e ser ouvido apesar de falar num canto.

Portugal “contra” austeridade no orçamento da UE - Dinheiro Vivo

Portugal “contra” austeridade no orçamento da UE - Dinheiro Vivo

Portugal quer marcar uma posição “muito dura” nas negociações dos orçamento de longo prazo da União Europeia, que entrará em vigor em 2014 até 2020 e manifesta “total oposição” a um orçamento que implique cortes.

No entanto, acreditar que não vai haver cortes numa altura de crise é algo que “parece pouco razoável pensar”, adiantou fonte próxima das negociações ao Dinheiro Vivo.

Nesta altura, ninguém arisca a apontar uma estimativa de “qual poderá ser a evolução” em relação à política de cortes, com a qual Portugal também virá a ser prejudicado.

A presidência cipriota da UE colocou em cima da mesa um documento que propõe cortar 50 mil milhões de euros ao orçamento de longo prazo da UE. Nas contas feitas pelo estado português, esta proposta significa na realidade “um pouco mais” e pode resultar num corte de 53 mil milhões de euros no total.

A mesma proposta inclui um parágrafo, do qual Portugal “não gosta nada”, onde se diz “isto é o princípio”, dando a entender que o futuro Quadro Financeiro Plurianual poderá sofrer cortes mais acentuados.

Algo que agradará a propostas mais radicais, como a do Reino Unido, que quer tirar 200 mil milhões de euros ao orçamento de longo prazo da UE.

A posição portuguesa é a de evitar a todo custo qualquer mexida, que no contexto actual seria de redução, nas verbas que são destinadas às políticas de coesão, que representam cerca 65% do dinheiro comunitário que é destinado a Portugal, e à Política Agrícola Comum, que corresponde a 25% das verbas que o país recebe da UE.

A proposta da presidência cipriota da UE, que ainda vai ser trabalhada e alterada até à Cimeira marcada para 22 e 23 de Novembro, eliminou desde já um parágrafo ao documento apresentado por Durão Barroso, o qual especificava que os países sob programa de ajustamento, como é o caso de Portugal, beneficiariam de um “tratamento especial”, ao nível das taxas de pré-financiamento e co-financiamento.

No entanto, os negociadores portugueses estão contra este ponto. E, não vão “abdicar” de o ver incluído no documento final. Embora, de acordo com a agenda actual, Portugal só venha a beneficiar desse estatuto especial durante o ano de 2014, altura quem que termina o programa de ajustamento.

*Em Bruxelas

Universidade quer transformar Porto numa cidade inteligente - Ciência - DN

Universidade quer transformar Porto numa cidade inteligente - Ciência - DN

O Centro de Competências em Cidades do Futuro da Universidade do Porto garantiu financiamento europeu no valor de 1,6 milhões de euros para avançar com um projeto para transformar o Porto numa smart city (cidade inteligente).

A ideia, explica a universidade em comunicado, é transformar a cidade invicta num laboratório vivo para as cidades do futuro. "As plataformas de teste a desenvolver utilizarão tecnologias avançadas de sensorização, recolha de dados móvel e processamento de informação em larga escala, para melhorar a mobilidade, a segurança e a qualidade de vida dos cidadãos", refere o comunicado.
"A decisão da Comissão Europeia em apoiar este projeto, tomada após um concurso em que apenas 7% das candidaturas foram aprovadas, vem confirmar a excelência da investigação da Universidade do Porto em áreas relevantes para as cidades do futuro, bem patente através de projetos como o Vital Responder, que desenvolveu redes de sensores para bombeiros, e o Drive IN que está a tornar os Raditáxis uma das frotas mais avançadas do mundo", acrescenta o documento.
Segundo a universidade, este financiamento vai permitir explorar as sinergias entre grupos de investigação de áreas como telecomunicações, transportes, psicologia, urbanismo, engenharia biomédica, redes sociais ou informática

Desemprego em Portugal recua para 15,7% em setembro - Economia - DN

Desemprego em Portugal recua para 15,7% em setembro - Economia - DN

O desemprego em Portugal situou-se nos 15,7% em setembro, um recuo de 0,1 pontos percentuais (p.p.) em relação a agosto, enquanto entre os jovens diminuiu 0,6 p.p. para os 35,1%, segundo o Eurostat.
Segundo dados do gabinete de estatísticas da União Europeia (UE), hoje revelados, na zona euro a taxa de desemprego fixou-se, em setembro, nos 11,6 por cento (%), na comparação com os 11,5% em agosto.
Na UE, a taxa de desemprego foi de 10,6%, estável em relação ao mês anterior.
As taxas de desemprego mais altas foram registadas em Espanha (25,8%), Grécia (25,1%, segundo dados de julho) e Portugal (15,7%).
As mais baixas verificaram-se na Áustria (4,4%), Luxemburgo (5,2), Alemanha e Holanda (ambas com 5,4%).
No que respeita ao desemprego juvenil, a Grécia apresenta a mais elevada taxa (55,6%, dados de julho), seguida da Espanha (54,2%), Portugal e Itália (35,1% cada).
Em setembro de 2011, a taxa de desemprego em Portugal foi de 13,1%, de 10,3% na zona euro e de 9,8 na UE, havendo subidas significativas na comparação homóloga.
Segundo as estimativas do Eurostat, em setembro, havia 25.751 milhões de desempregados na UE, 18.490 milhões dos quais na zona euro, uma subida de 169 mil no conjunto dos estados-membros, em relação a agosto, e de 146 mil nos 17 da moeda comum.
Na comparação homóloga, havia mais 2.145 milhões de desempregados na UE e mais 2.174 milhões na zona euro.

Ministério da Saúde poupou 1,8 milhões com reorganização - EXPRESSO

Programa de Racionalização da Ocupação do Espaço já permitiu ao Ministério da Saúde poupar 1,8 milhões de euros.

Cinco funcionários a trabalhar num espaço com 867 metros quadrados foi uma das situações identificadas num levantamento do Ministério da Saúde ao seu património imóvel, cuja reorganização já permitiu poupar 1,8 milhões de euros.
O trabalho está a ser desenvolvido no âmbito do Programa de Racionalização da Ocupação do Espaço (PROE), criado por despacho do ministro da Saúde e que visa a "maximização da ocupação dos imóveis próprios e arrendados".
Um balanço à aplicação do PROE, a que a agência Lusa teve acesso, recorda que, no início deste ano, existiam 172 imóveis do Ministério da Saúde onde funcionavam os serviços administrativos, excluindo deste conjunto os hospitais, centros de saúde e outros prestadores de cuidados.
Nestes 172 imóveis - 67 próprios e 105 arrendados - trabalhavam 5.784 funcionários, que em média tinham um espaço de 47,56 metros quadrados cada e que o Ministério da Saúde pretende reduzir para 15 metros quadrados.

Poupar nas rendas

Por estes espaços, o Ministério pagava 5.244.507 euros de rendas anuais, existindo uma ocupação menor dos espaços arrendados, apesar de ser em maior dimensão.
Um dos objetivos deste programa foi reduzir o preço do arrendamento para os seis euros por metro quadrado, quando até então era de 7,39 euros.
As entidades foram chamadas a propor planos que "promovessem a rentabilização da utilização de imóveis próprios, no sentido de libertarem imóveis arrendados", o que gerou já algumas poupanças.
O vice-presidente da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), Rui Ivo, deu à Lusa o exemplo do antigo Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) - que deu origem ao Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependências (SICAD) -, que ocupava um edifício na Praça de Alvalade pelo qual o Estado pagava uma renda anual de 600 mil euros.
O SICAD vai agora partilhar instalações com um outro organismo do Ministério da Saúde, num outro edifício em Lisboa, pagando uma renda anual de 60 mil euros.
Com esta reorganização, a equipa espera alcançar poupanças anuais de 1,6 milhões de euros e a redução de 57 para 45 imóveis no que diz respeito aos serviços centrais do Ministério da Saúde.
Ao nível das Administrações Regionais de Saúde (ARS), as poupanças esperadas são na ordem dos 2,6 milhões de euros anuais e os imóveis reduzidos de 426 para 372.
Tendo em conta as mudanças já efetuadas através deste programa, o Ministério da Saúde já poupou um milhão de euros nos organismos da administração central e 800 mil euros nas estruturas das ARS.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/ministerio-da-saude-poupou-18-milhoes-com-reorganizacao=f763542#ixzz2AsOcTD5Y

Estado pagou pensão de alimentos a mais de 14 mil crianças e jovens - Sociedade - PUBLICO.PT

Estado pagou pensão de alimentos a mais de 14 mil crianças e jovens - Sociedade - PUBLICO.PT

O Estado pagou a pensão de alimentos a mais de 14 mil crianças e jovens, de Janeiro a Outubro, substituindo-se aos pais que, por dificuldades económicas, não cumpriram essa obrigação estipulada pelo tribunal.

O desemprego é um dos factores que leva à quebra de rendimentos das famílias e, por consequência, ao incumprimento de obrigações legais, como é o caso do pagamento de uma pensão de alimentos a menores.

De acordo com dados do Ministério da Solidariedade e Segurança, até Outubro, o Fundo de Garantia de Alimentos a Menores da Segurança Social pagou perto de 21 milhões de euros (20.964.140 euros) com 14.704 processos.

Para o ano de 2012, segundo o ministério, existem 25 milhões de euros destinados a este instrumento financeiro, criado em 1998 para substituir os pais que deixam de pagar as pensões de alimentos por dificuldades económicas. O fundo é gerido pelo Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS)

Em 2011, foi pago um total de 14.740 pensões de alimentos, no valor global de 25.314.74 euros. O valor médio por pensão pago nesse ano foi de 172 euros.

Dos processos novos, e saldados em 2011, a maior percentagem de pagamentos concentra-se na região Norte, com cerca de 41%, ao passo que os Açores e a Madeira representam apenas cerca de 6% do total. Na zona Sul, registaram-se 5140 processos e, na zona Centro, 4192.

A pensão de alimentos devida a crianças ou jovens até aos 18 anos tem como objectivo garantir a subsistência do menor. A prestação é decretada pelo tribunal, após verificação dos pressupostos legais, mas a legislação fixa um valor máximo de 408 euros, a atribuir mensalmente.

Este pagamento pode cessar, também por ordem judicial, quando o representante legal do menor ou a pessoa à guarda de quem se encontrar passa a ter rendimentos suficientes, ou seja, superiores ao estipulado por lei.

A ajuda termina também quando não existir renovação do pedido, quando o jovem atinge a maioridade, quando o menor de 18 anos tiver condições de se suportar financeiramente ou quando deixar de residir em Portugal.

Em 2011, o Tribunal Constitucional determinou que o Estado deve pagar a pensão de alimentos desde o início do processo judicial, definindo que lhe compete o pagamento a partir do momento em que tal obrigação deixar de ser cumprida pelo pai ou pela mãe.

Esta decisão contrariou um acórdão do Supremo Tribunal de Justiça segundo o qual o Estado seria obrigado a pagar, através do Fundo de Garantia de Alimentos Devido a Menores (FGADM), só após uma sentença judicial.


Portugueses pouparam 11 euros em cada 100 disponíveis - Economia - PUBLICO.PT

Portugueses pouparam 11 euros em cada 100 disponíveis - Economia - PUBLICO.PT

As sucessivas dietas de austeridade e a incerteza em relação ao futuro estão a levar os portugueses a poupar mais.

Por cada 100 euros do rendimento disponível, colocaram de lado perto de 11 euros entre Junho de 2011 e Junho de 2012, mostram os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados em Setembro e recordados a propósito do Dia Mundial da Poupança, que se comemora nesta quinta-feira.

A taxa de poupança das famílias aumentou para 10,9%, mais 0,2 pontos percentuais do que nas contas anteriores do INE, relativas ao período entre Março de 2011 e Março de 2012.

Apesar de a diminuição do rendimento disponível poder limitar a capacidade de poupança, numa altura de austeridade e desemprego elevado, as famílias procuram pôr de lado algum dinheiro. Isso mesmo mostra o indicador da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP) e pela Universidade Católica em relação aos últimos meses.

Embora tenha recuado de Julho para Agosto, o indicador voltou a subir em Setembro e sugere que a poupança em percentagem do Produto Interno Bruto está “significativamente” acima da média desde 2000.
As expectativas de desemprego voltaram a subir em Setembro, o que, segundo a APFIPP e a Universidade Católica, “pode conduzir a um aumento das taxas de poupança por motivos de precaução”. Segundo o Jornal de Negócios, a taxa de poupança atingiu no ano terminado em Junho o valor mais alto desde 2003.

Ouvido pela TSF, Fernanda Santos, da DECO, diz ser fundamental poupar mesmo num período de crise. E aconselha: “Se as pessoas optassem por levar refeições de casa para o trabalho ou para a escola, podia haver uma poupança de 100 euros por mês”.

Mil milhões em novas subscrições de PPR
Para além da descida do rendimento das famílias, a redução dos incentivos fiscais e a estratégia da banca estão também a levar a uma queda na procura de PPR, segundo da Associação Portuguesa de Seguradores (APS). O presidente da APS, Pedro Seixas Vale, diz à Lusa que este ano foram feitas novas subscrições de Planos Poupança-Reforma (PPR) no valor de 600 milhões de euros.

Até ao final do ano, é esperado pela APS que o montante suba para mil milhões de euros. “Desde Maio de 2011, o montante aplicado em PPR geridos pelas seguradoras em Portugal caiu 14%, de 13,8 mil milhões de euros para os actuais 12 mil milhões de euros”, revelou à mesma agência.

Também o montante aplicado em certificados de aforro continua a baixar. Em Setembro, foram resgatados mais 90 milhões de euros e subscritos 52 milhões, o que resulta numa saída líquida de 38 milhões de euros, mostram dados da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública.

Foi a "refundação" e não o Orçamento que dominou o debate parlamentar | iOnline

Foi a "refundação" e não o Orçamento que dominou o debate parlamentar | iOnline

A refundanção do Memorando dominou o debate. Seguro fez tudo para se demarcar do governo e rejeitou o “abismo”.

O debate servia para discutir o Orçamento do Estado (OE) para 2013 na generalidade mas pouco se falou do que consta do documento e que vai começar a afectar a vida dos portugueses a partir do próximo ano. O atirar de culpas entre governo e PS pela responsabilidade da crise dominou a discussão de ontem, na Assembleia da República. A “refundação” do Memorando, ou a reorganização das funções do Estado, para a qual Passos pediu o apoio de Seguro desviou as atenções e o governo, com Vítor Gaspar à cabeça, aproveitou a oportunidade para dramatizar o discurso.
Passos Coelho quer fazer uma “reforma ambiciosa” do Estado – a “refundação” do Memorando de que falou este fim-de-semana consiste em cortar quatro mil milhões na despesa do Estado até 2014 – porque a redução de despesas para manter a actual estrutura do sector público está a chegar perto do “limite”. Para isso insistiu no convite ao PS e alargou-o aos parceiros sociais, em especial aos que “corajosamente” assinaram o acordo de concertação social. E admitiu que pode ser necessário mexer na Constituição, apesar de o CDS dizer que uma revisão constitucional é um “obstáculo desnecessário” à redução da despesa.
“Com o PS não haverá revisão constitucional para destruir o Estado Social”, garantiu o secretário-geral do PS, que rejeitou o repto lançado pelo governo, justificando que o PS tem alternativas e uma agenda própria.
Passos acenou com um segundo resgate, caso não se consiga reorganizar o Estado, mas quando confrontado pela oposição de que estaria já a preparar “nas costas” dos portugueses este segundo resgate, o primeiro-ministro negou. “O governo não está a preparar nenhum pedido de resgate. Que fique claro”.
A “refundação” do Memorando foi entendida por Seguro como uma confissão por parte do governo do seu “falhanço”, “uma fuga para a frente de quem está desesperado”, uma “encenação para fazer crer que a responsabilidade não é sua – mas o OE é da sua exclusiva responsabilidade”. Para o líder dos socialistas o governo colocou Portugal no “caminho do abismo”. “Não conte com o PS para o ajudar a carregar no seu acelerador”.
A rejeição de apoio por parte do PS levou o ministro das Finanças, já durante a tarde, a subir o tom do discurso e frisar que o maior risco que Portugal corre nesta altura advém do “sectarismo e divisão”. Segundo Vítor Gaspar, esta desunião pode levar à “perda de credibilidade, dificuldades de acesso ao financiamento, aprofundamento da crise e da incerteza, instabilidade económica e social”. Mais: “Nestas condições a queda do investimento e aumento do desemprego acentuar-se-iam dramaticamente, a contracção da actividade económica seria acentuada”. E mais: “Verificar-se-ia uma deterioração da confiança no sistema político em Portugal. Na Europa, Portugal passaria a ser um caso problemático. Não cumprindo a condicionalidade não poderia beneficiar dos mecanismos de seguro disponíveis.”
alterações ao OE A estratégia de Passos e da bancada do PSD passou quase sempre por culpar o PS da crise e deste OE, mas Seguro rejeitou as culpas: “Um homem de Estado não se esconde por detrás de nenhum passado, chegou a altura de o primeiro-ministro assumir os seus erros”. Um OE em que “ninguém acredita, a começar pelo própro líder do CDS e ministro dos Negócios Estrangeiros”, acusou Seguro. A ministra do CDS, Assunção Cristas, voltou a frisar, já no final do debate, que este é um OE de “emergência nacional”. Coube ao vice-presidente da bancada, João Almeida, deixar vários recados políticos: Portugal deve ter uma actuação “pró-activa” e por isso “é preciso explicar à troika que o OE é para se aplicar às pessoas”. As divergências do CDS em relação ao “enorme” aumento de impostos quase passaram ao lado do debate.