Guerra aberta entre FMI e Bruxelas continua. Hoje foi o comissário Olli Rehn a criticar a postura do fundo.
"Não me parece justo nem razoável que o Fundo Monetário Internacional esteja a tentar sacudir a água do capote, deixando as responsabilidades para serem carregadas nos ombros europeus", disse hoje Olli Rehn, comissário europeu responsável pelos Assuntos Económicos e Financeiros, durante uma conferência em Helsínquia, citado pela agência Bloomberg.
Isto depois de o Wall Street Journal ter noticiado esta semana que o Fundo Monetário Internacional (FMI) reconhece num relatório alguns "falhanços notáveis" no resgate à Grécia. Nesse documento, o fundo critica Bruxelas por não atrasar uma reestruturação da dívida grega e por prestar mais atenção ao cumprimento das regras comunitárias do que à implementação de reformas estruturais.
Bruxelas já tinha reagido ontem pelo porta-voz Simmon O'Connor. "A Comissão discorda de algumas das conclusões do relatório. Primeiro, na reestruturação da dívida, discordamos fundamentalmente. O relatório ignora a natureza interligada dos membros da zona euro. A reestruturação teria motivado um contágio sistémico e colocado em causa o programa. E esta foi, na altura, a posição unânime da zona euro e de todos os membros da ‘troika'", afirmou.
O assunto também foi tema de conversa na conferência de imprensa com Mario Draghi que recusou fazer ‘mea culpa' sobre o resgate grego.
FMI, Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia são os elementos da ‘troika'.
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