Três altos dirigentes angolanos sob investigação são os que há 15 dias avisaram Ricardo Salgado que Angola reduzirá investimento em Portugal.
Manuel Vicente, vice-presidente de Angola e ex-líder da petrolífera Sonangol, o general Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, ministro de Estado e chefe da Casa Militar da Presidência da República e o general Leopoldino Nascimento “Dino”, consultor de Kopelipa no governo angolano, estão a ser investigados pelo departamento liderado pela procuradora-geral adjunta Cândida Almeida por suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais, segundo o semanário “Expresso”. Nenhum destes altos dirigentes angolanos é arguido ou foi ainda ouvido.
O inquérito-crime foi aberto no DCIAP em Janeiro com base em declarações e em informação recolhida pelo jornalista Rafael Marques. Este activista angolano deslocou-se a Lisboa para entregar documentação relacionada com alegados negócios protagonizados por Vicente, Kopelipa e Dino. Uma dessas transacções relaciona-se com a compra ao Banco Espírito Santo (BES) de 24% das acções do Banco Espírito Santo de Angola (BESA), cuja maioria do capital continua a ser detida pelo banco português.
Esta notícia do “Expresso” surge 15 dias depois do i ter noticiado que Angola se prepara para reduzir drasticamente os investimentos que tem canalizado para a economia portuguesa. Essa informação foi prestada por Manuel Vicente, Kopelipa e Dino a Ricardo Salgado, presidente da Comissão Executiva do BES, em encontros separados em Luanda.
Escuta a Ricciardi validada O “Expresso” noticiou ainda que Noronha de Nascimento, presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), validou as duas escutas realizadas ao telefone de José Maria Ricciardi, nas quais Passos Coelho é o interlocutor do presidente do Banco Espírito Santo Investimento (BESI). As escutas em causa foram realizadas no âmbito do chamado processo Monte Branco, no qual o DCIAP investiga suspeitas de tráfico de influências, corrupção e branqueamento de capitais. Ricciardi (tal como Ricardo Salgado, de acordo com a revista “Sábado”), teve o seu telefone sob escuta por ordem do juiz de instrução Carlos Alexandre devido às privatizações da EDP e da Rede Eléctrica Nacional – operações que renderam cerca de 3,3 mil milhões de euros ao Estado. No primeiro caso, o BESI defendia os interesses da China Three Gorges – empresa chinesa que veio a ganhar a respectiva privatização.
A decisão de Noronha de Nascimento de validar as escutas realizadas a Ricciardi não significam que o primeiro-ministro seja suspeito de algum crime. Isto é, as escutas servirão para reforçar os indícios que o DCIAP está a recolher contra o presidente do BESI.
Esta notícia vem dificultar o posicionamento de José Maria Ricciardi na corrida pela sucessão de Ricardo Salgado. Tal como o i noticiou esta semana, o processo de sucessão do presidente executivo do BES está a ser estudado pela família Espírito Santo devido ao receio de que os estilhaços do processo Monte Branco possam vir a prejudicar aquele grupo financeiro. Além de Ricciardi, os nomes de Ricardo Abecassis Espírito Santo, membro do Conselho de Administração do BES, e de Bernardo Espírito Santo, director-geral do BES, estão também na lista de possíveis sucessores de Salgado.
Manuel Vicente, vice-presidente de Angola e ex-líder da petrolífera Sonangol, o general Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, ministro de Estado e chefe da Casa Militar da Presidência da República e o general Leopoldino Nascimento “Dino”, consultor de Kopelipa no governo angolano, estão a ser investigados pelo departamento liderado pela procuradora-geral adjunta Cândida Almeida por suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais, segundo o semanário “Expresso”. Nenhum destes altos dirigentes angolanos é arguido ou foi ainda ouvido.
O inquérito-crime foi aberto no DCIAP em Janeiro com base em declarações e em informação recolhida pelo jornalista Rafael Marques. Este activista angolano deslocou-se a Lisboa para entregar documentação relacionada com alegados negócios protagonizados por Vicente, Kopelipa e Dino. Uma dessas transacções relaciona-se com a compra ao Banco Espírito Santo (BES) de 24% das acções do Banco Espírito Santo de Angola (BESA), cuja maioria do capital continua a ser detida pelo banco português.
Esta notícia do “Expresso” surge 15 dias depois do i ter noticiado que Angola se prepara para reduzir drasticamente os investimentos que tem canalizado para a economia portuguesa. Essa informação foi prestada por Manuel Vicente, Kopelipa e Dino a Ricardo Salgado, presidente da Comissão Executiva do BES, em encontros separados em Luanda.
Escuta a Ricciardi validada O “Expresso” noticiou ainda que Noronha de Nascimento, presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), validou as duas escutas realizadas ao telefone de José Maria Ricciardi, nas quais Passos Coelho é o interlocutor do presidente do Banco Espírito Santo Investimento (BESI). As escutas em causa foram realizadas no âmbito do chamado processo Monte Branco, no qual o DCIAP investiga suspeitas de tráfico de influências, corrupção e branqueamento de capitais. Ricciardi (tal como Ricardo Salgado, de acordo com a revista “Sábado”), teve o seu telefone sob escuta por ordem do juiz de instrução Carlos Alexandre devido às privatizações da EDP e da Rede Eléctrica Nacional – operações que renderam cerca de 3,3 mil milhões de euros ao Estado. No primeiro caso, o BESI defendia os interesses da China Three Gorges – empresa chinesa que veio a ganhar a respectiva privatização.
A decisão de Noronha de Nascimento de validar as escutas realizadas a Ricciardi não significam que o primeiro-ministro seja suspeito de algum crime. Isto é, as escutas servirão para reforçar os indícios que o DCIAP está a recolher contra o presidente do BESI.
Esta notícia vem dificultar o posicionamento de José Maria Ricciardi na corrida pela sucessão de Ricardo Salgado. Tal como o i noticiou esta semana, o processo de sucessão do presidente executivo do BES está a ser estudado pela família Espírito Santo devido ao receio de que os estilhaços do processo Monte Branco possam vir a prejudicar aquele grupo financeiro. Além de Ricciardi, os nomes de Ricardo Abecassis Espírito Santo, membro do Conselho de Administração do BES, e de Bernardo Espírito Santo, director-geral do BES, estão também na lista de possíveis sucessores de Salgado.
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