Artur Trindade, secretário de Estado da Energia, admitiu a saída da factura da EDP. Mas ontem o ministro Poiares Maduro desmentiu-o
A coordenação política do governo anda pelas ruas da amargura há muito tempo. E nem a entrada do ministro Poiares Maduro no governo melhorou a situação. O último epsiódio aconteceu ontem a propósito da taxa do audiovisual que os consumidores de electricidade sem excepção pagam todos os meses para a RTP.
O i escreveu esta notícia no dia 31 de Maio. A taxa do audiovisual, ressuscitada em 2003 por Durão Barroso depois de ter sido morta por Cavaco Silva uns anos antes, pode desaparecer das facturas de electricidade para reaparecer em outra qualquer factura. Mas ontem, menos de uma semana depois, o ministro que tutela a RTP desmentiu categoricamente o secretário de Estado da Energia.
AFINAL, NADA ESTÁ PREVISTO Miguel Poiares Maduro afirmou que "não está prevista" qualquer alteração à contribuição do audiovisual, designadamente a forma de cobrança, actualmente assegurada pela EDP na fatura da eletricidade. "Não está prevista, neste momento, qualquer tipo de alteração à contribuição para o audiovisual ", afirmou o ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional na Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, onde foi ontem ouvido pela primeira vez.
O governante recordou que o actual governo conseguiu já negociar com a EDP a redução da comissão paga à eléctrica pela cobrança da taxa, o que resultou num aumento de financiamento da RTP, mas esclareceu que não está em estudo qualquer alteração à forma de cobrança da taxa.
140 MILHÕES PARA A RTP Os 2,25 euros por mês que os consumidores pagam todos meses representam em 2013 uma receita de 140 milhões à RTP, que para o ano irá perder as verbas que recebia anualmente do Orçamento do Estado.
A ideia de mudança de cobrador foi lançada há uma semana pelo secretário de Estado da Energia numa altura em que o presidente da RTP já tinha pedido ao governo um aumento do valor da taxa para compensar a perda das verbas do Estado e a quebra das receitas de publicidade. A ideia também surge numa altura em que a televisão pública está a rescindir contratos com centenas de trabalhadores e pode mesmo avançar para um despedimento colectivo.
SUBSÍDIO CRUZADO Para o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, a alteração do cobrador era uma forma de pôr fim ao que classificou como "um subsídio cruzado dos consumidores de electricidade aos de telecomunicações". Na altura, o governante não se comprometeu com a eliminação pura e simples da contribuição audiovisual, mas sim com a sua retirada da factura eléctrica. Segundo Artur Trindade, a solução poderáia ser "deslocar a taxa para os sectores que têm relação directa ou indirecta com o audiovisual". "Estamos a chegar à conclusão de que se trata de um subsídio cruzado dos consumidores de electricidade para os de telecomunicações", realçou Artur Trindade.
O i escreveu esta notícia no dia 31 de Maio. A taxa do audiovisual, ressuscitada em 2003 por Durão Barroso depois de ter sido morta por Cavaco Silva uns anos antes, pode desaparecer das facturas de electricidade para reaparecer em outra qualquer factura. Mas ontem, menos de uma semana depois, o ministro que tutela a RTP desmentiu categoricamente o secretário de Estado da Energia.
AFINAL, NADA ESTÁ PREVISTO Miguel Poiares Maduro afirmou que "não está prevista" qualquer alteração à contribuição do audiovisual, designadamente a forma de cobrança, actualmente assegurada pela EDP na fatura da eletricidade. "Não está prevista, neste momento, qualquer tipo de alteração à contribuição para o audiovisual ", afirmou o ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional na Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, onde foi ontem ouvido pela primeira vez.
O governante recordou que o actual governo conseguiu já negociar com a EDP a redução da comissão paga à eléctrica pela cobrança da taxa, o que resultou num aumento de financiamento da RTP, mas esclareceu que não está em estudo qualquer alteração à forma de cobrança da taxa.
140 MILHÕES PARA A RTP Os 2,25 euros por mês que os consumidores pagam todos meses representam em 2013 uma receita de 140 milhões à RTP, que para o ano irá perder as verbas que recebia anualmente do Orçamento do Estado.
A ideia de mudança de cobrador foi lançada há uma semana pelo secretário de Estado da Energia numa altura em que o presidente da RTP já tinha pedido ao governo um aumento do valor da taxa para compensar a perda das verbas do Estado e a quebra das receitas de publicidade. A ideia também surge numa altura em que a televisão pública está a rescindir contratos com centenas de trabalhadores e pode mesmo avançar para um despedimento colectivo.
SUBSÍDIO CRUZADO Para o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, a alteração do cobrador era uma forma de pôr fim ao que classificou como "um subsídio cruzado dos consumidores de electricidade aos de telecomunicações". Na altura, o governante não se comprometeu com a eliminação pura e simples da contribuição audiovisual, mas sim com a sua retirada da factura eléctrica. Segundo Artur Trindade, a solução poderáia ser "deslocar a taxa para os sectores que têm relação directa ou indirecta com o audiovisual". "Estamos a chegar à conclusão de que se trata de um subsídio cruzado dos consumidores de electricidade para os de telecomunicações", realçou Artur Trindade.
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