O primeiro-ministro e presidente do PSD considerou ontem à noite, num balanço de dois anos de governação, que actualmente os portugueses são vistos como "gente trabalhadora, cumpridora e honrada", que conseguirá ultrapassar as dificuldades que enfrenta.
Pedro Passos Coelho deixou "uma nota de confiança e de esperança" no futuro, embora ressalvando que o caminho será difícil: "Não dizemos que vamos ter o paraíso na terra. A nossa recuperação vai ser lenta, vai exigir muito esforço, muita dedicação de todos nós. Mas, não tenham dúvidas, nós vamos ver um fim para esta crise e vamos começar a recuperar".
O primeiro-ministro assumiu estas posições numa intervenção na sessão de apresentação do candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP à Câmara Municipal da Amadora, Carlos Silva, no dia em que passaram dois anos desde as últimas eleições legislativas.
Na parte inicial seu discurso, Passos Coelho acusou o anterior executivo do PS de ter escondido dos portugueses que o Estado estava em situação de pré-falência e de ter adiado o pedido de resgate financeiro, em prejuízo do interesse nacional, contrariando recomendações externas.
Quanto à actuação do Governo PSD/CDS-PP, o primeiro-ministro reclamou que este retirou Portugal da "beira do precipício" e que "mais de dois terços do ajustamento que o país precisava de fazer estão cumpridos".
"Hoje, Portugal e os portugueses são vistos como gente trabalhadora, cumpridora e honrada, que quer vencer estas dificuldades e que vai vencer estas dificuldades, porque fora de Portugal ninguém tem dúvidas de que vamos conseguir fazê-lo", sublinho.
Antes, Passos Coelho expressou compreensão pela "grande dificuldade que o processo de ajustamento trouxe a muitos portugueses", afirmando: "Eu sei o que é não ter condições para manter uma empresa, o que é ficar desempregado, não ter uma perspectiva no imediato, no médio prazo que nos permita pensar que vamos conseguir recompor a nossa vida. É uma tragédia num país".
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