No Orçamento do Estado de 2013 reservou-se financiamento para contratar 400 doutores, anunciou ontem a secretária de Estado da Ciência, Leonor Parreira, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. Boa parte destas contratações serão para os Investigadores FCT, o novo concurso internacional que substitui o programa Ciência 2007, que fez contratos de cinco anos com doutorados.
O Ciência 2007 contratou, entre 2007 e 2009, mil investigadores. O programa Investigadores FCT, lançado este ano pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, pretende, segundo o Ministério da Educação e Ciência, atrair cientistas de "excelência" capazes de ir buscar financiamento estrangeiro. "É obrigatório haver mais candidaturas, mais risco, mais participação no VII Programa-Quadro europeu. É absolutamente necessário conseguirmos mais fundos", disse Leonor Parreira, referindo-se ao actual programa de financiamento europeu, que acaba em 2013.
Entre 2007 e 2011, Portugal contribuiu com 450 milhões de euros para o programa-quadro, mas só foi buscar 300 milhões em bolsas, disse ainda Leonor Parreira no Grande debate nacional sobre os investigadores em ciência e tecnologia, organizado por Celeste Pereira, do Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial do Porto, e Domingos Barbosa, do Instituto de Telecomunicações de Aveiro.
No Orçamento do Estado de 2013, a FCT terá cerca de 420 milhões de euros. Para Leonor Parreira, o sistema científico português tem de deixar de ser tão dependente do Estado e, para ser sustentável, ser financiado em dois terços por privados.
No entanto, já há cortes. Segundo a FCT, que é a principal financiadora da ciência portuguesa, o dinheiro anual para o conjunto de parcerias com universidades estrangeiras baixará para 10 milhões de euros, cerca de um terço do que era. Os memorandos com as universidade Austin-Texas e Carnegie-Mellon foram renovados por mais cinco anos, com um financiamento anual de dois e quatro milhões de euros, respectivamente. A FCT ainda está em negociações com o Instituto de Tecnologia do Massachusetts.
Dentro de 420 dias, a União Europeia mudará o paradigma da política de ciência. Em 2014 entrará em cena o Horizonte 2020. Estarão em causa cerca de 80.000 milhões de euros, ao todo. Portugal, numa altura de vacas magras, terá de se virar para este programa. E Miguel Seabra, presidente da FCT, apresentou ontem o primeiro rascunho de um plano nacional para o sistema científico se preparar para esta nova competição.
Além dos Investigadores FCT, cuja primeira fornada vai ser anunciada até ao fim do ano - serão escolhidos mais de 80 cientistas e os seus projectos, das 1175 propostas apresentadas -, a fundação vai ainda lançar até ao final do ano o concurso de novos programas de doutoramento das universidades. As candidaturas poderão ser feitas por universidades com boas avaliações, associadas a unidades de investigação também de qualidade. Há ainda lugar para programas internacionais, desde que a entidade estrangeira esteja disposta a entrar no financiamento.
Outra novidade está relacionada com o financiamento dos institutos. No novo modelo, serão as unidades de investigação a apresentar uma estratégia científica avaliada pela FCT. "O financiamento vai ser para os objectivos estratégicos a que se propõem", disse Seabra ao PÚBLICO.
Para já, Domingos Barbosa não consegue avaliar o plano, mas uma coisa é certa: veio tarde. "Devíamos estar a preparar-nos há dois anos para o Horizonte 2020."
Entre 2007 e 2011, Portugal contribuiu com 450 milhões de euros para o programa-quadro, mas só foi buscar 300 milhões em bolsas, disse ainda Leonor Parreira no Grande debate nacional sobre os investigadores em ciência e tecnologia, organizado por Celeste Pereira, do Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial do Porto, e Domingos Barbosa, do Instituto de Telecomunicações de Aveiro.
No Orçamento do Estado de 2013, a FCT terá cerca de 420 milhões de euros. Para Leonor Parreira, o sistema científico português tem de deixar de ser tão dependente do Estado e, para ser sustentável, ser financiado em dois terços por privados.
No entanto, já há cortes. Segundo a FCT, que é a principal financiadora da ciência portuguesa, o dinheiro anual para o conjunto de parcerias com universidades estrangeiras baixará para 10 milhões de euros, cerca de um terço do que era. Os memorandos com as universidade Austin-Texas e Carnegie-Mellon foram renovados por mais cinco anos, com um financiamento anual de dois e quatro milhões de euros, respectivamente. A FCT ainda está em negociações com o Instituto de Tecnologia do Massachusetts.
Dentro de 420 dias, a União Europeia mudará o paradigma da política de ciência. Em 2014 entrará em cena o Horizonte 2020. Estarão em causa cerca de 80.000 milhões de euros, ao todo. Portugal, numa altura de vacas magras, terá de se virar para este programa. E Miguel Seabra, presidente da FCT, apresentou ontem o primeiro rascunho de um plano nacional para o sistema científico se preparar para esta nova competição.
Além dos Investigadores FCT, cuja primeira fornada vai ser anunciada até ao fim do ano - serão escolhidos mais de 80 cientistas e os seus projectos, das 1175 propostas apresentadas -, a fundação vai ainda lançar até ao final do ano o concurso de novos programas de doutoramento das universidades. As candidaturas poderão ser feitas por universidades com boas avaliações, associadas a unidades de investigação também de qualidade. Há ainda lugar para programas internacionais, desde que a entidade estrangeira esteja disposta a entrar no financiamento.
Outra novidade está relacionada com o financiamento dos institutos. No novo modelo, serão as unidades de investigação a apresentar uma estratégia científica avaliada pela FCT. "O financiamento vai ser para os objectivos estratégicos a que se propõem", disse Seabra ao PÚBLICO.
Para já, Domingos Barbosa não consegue avaliar o plano, mas uma coisa é certa: veio tarde. "Devíamos estar a preparar-nos há dois anos para o Horizonte 2020."
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