Os primeiros dados da greve geral nos transportes apontam para uma forte adesão quer no sector público quer no privado, adiantou hoje à Lusa fonte da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações.
"Tendo como referência as últimas três greves podemos dizer que a de hoje é a que regista uma maior adesão quer no setor privado quer no setor público, com alguns transportes a registarem 100% como o Metropolitano [de Lisboa] e uma paralisação quase total na CP e nos transportes rodoviário e fluvial", disse à Lusa José Manuel Oliveira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS).
O responsável chamou ainda a atenção para o facto do " Metro está parado, o transporte fluvial está reduzido aos serviços mínimos quer no rio Tejo quer no Sado, a CP nem sequer está a conseguir fazer aquilo que são os serviços mínimos. Temos os Transportes Sul do Tejo (TST) com 90% de adesão e a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) com 100%", disse.
Também a TAP cancelou quase metade dos voos e, de acordo com os últimos dados avançados pela ANA, até às 10:00 de hoje foram cancelados 90 voos nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, devido à greve geral que decorre, tendo sido efetuadas 134 deslocações. Segundo um comunicado da ANA-Aeroportos de Portugal, verificou-se ainda o atraso de um voo.
Adesão na saúde acima dos 90% no turno da noite
Os primeiros dados confirmados indicam uma adesão à greve geral superior a 90 % no turno da noite nos hospitais de Lamego, Covilhã e Litoral Alentejano, IPO do Porto e São José, em Lisboa, disse fonte da CGTP.
"A adesão [nos hospitais] de Lamego, Covilhã e Litoral Alentejano foi de 95 %. O IPO do Porto e o Hospital de São José registaram adesões de 93 %", disse o dirigente da CGTP José Augusto Oliveira.
O responsável indicou que "a maternidade Magalhães Coutinho e o hospital D. Estefânia em Lisboa registaram uma adesão de 100 %, funcionando apenas os serviços mínimos".
José Augusto Oliveira sublinhou também a paralisação registada no Instituto de Medicina Legal. "Pela primeira vez, parou de uma forma generalizada", disse.
Os números da adesão à greve dos turnos da noite foram confirmados pelas estruturas hospitalares à CGTP, a partir das 01:00, acrescentou.
Lixo por recolher em vários concelhos da Grande Lisboa
O lixo ficou por recolher em vários concelhos da Grande Lisboa, devido à greve geral, que começou às 00:00 de hoje, informou fonte sindical.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), a recolha de lixo ficou por fazer nos concelhos de Setúbal, Almada, Sintra, Seixal, Amadora, Alcochete e Moita, onde a adesão dos trabalhadores foi de cem por cento.
O mesmo nível de participação foi registado nos concelhos de Évora, Viana do Castelo, Guimarães, Braga e Barcelos. No Funchal, a adesão à paralisação foi total na limpeza de ruas e de 65 por cento na recolha do lixo.
Serviços municipalizados de cinco autarquias parados
Os serviços municipalizados de cinco autarquias do país estão parados devido à greve geral, que começou às 00:00 de hoje, registando-se uma adesão de cem por cento dos seus trabalhadores, indicou a CGTP, que convocou a paralisação.
Os serviços municipalizados de Almada, Loulé, Palmela, Évora e Seixal estão parados, indicou aos jornalistas o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos.
Incidentes
Um comboio vandalizado na estação do Barreiro, um grevista detido na Musgueira, em Lisboa e, um autocarro ao serviço do STCP atingido por um tiro, em Matosinhos são três episódios que, para já, marcam este dia de greve geral.
Entre os cinco comboios que deviam ter realizado serviços mínimos apenas quatro o fizeram. Uma das composições foi vandalizada na estação do Barreiro. Num dia normal deviam ter circulado 64 comboios.
Já um homem que estava no piquete de greve dos autocarros da Carris, na estação da Musgueira, em Lisboa, foi detido por tentar agredir um agente da polícia, disse à Lusa fonte da PSP.
"Um elemento do piquete de greve foi detido por resistência e tentativa de agressão a um agente da autoridade", disse o comissário Santos, da Polícia de Segurança Pública (PSP).
Por outro lado, um tiro foi disparado hoje de manhã contra um autocarro da linha 61 da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), operado pela empresa Valpi, em S. Mamede de Infesta, Matosinhos, disse à Lusa fonte da transportadora.
A viatura “tinha passageiros no seu interior e, felizmente, ninguém foi ferido”, acrescentou a STCP.
Contactada pela Lusa, José Manuel Mendes, responsável pelas operações da Valpi, referiu que “o autocarro foi alvejado do lado esquerdo”, cerca das 06:00, e que o tiro “partiu o vidro da porta”.
"Tendo como referência as últimas três greves podemos dizer que a de hoje é a que regista uma maior adesão quer no setor privado quer no setor público, com alguns transportes a registarem 100% como o Metropolitano [de Lisboa] e uma paralisação quase total na CP e nos transportes rodoviário e fluvial", disse à Lusa José Manuel Oliveira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS).
O responsável chamou ainda a atenção para o facto do " Metro está parado, o transporte fluvial está reduzido aos serviços mínimos quer no rio Tejo quer no Sado, a CP nem sequer está a conseguir fazer aquilo que são os serviços mínimos. Temos os Transportes Sul do Tejo (TST) com 90% de adesão e a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) com 100%", disse.
Também a TAP cancelou quase metade dos voos e, de acordo com os últimos dados avançados pela ANA, até às 10:00 de hoje foram cancelados 90 voos nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, devido à greve geral que decorre, tendo sido efetuadas 134 deslocações. Segundo um comunicado da ANA-Aeroportos de Portugal, verificou-se ainda o atraso de um voo.
Adesão na saúde acima dos 90% no turno da noite
Os primeiros dados confirmados indicam uma adesão à greve geral superior a 90 % no turno da noite nos hospitais de Lamego, Covilhã e Litoral Alentejano, IPO do Porto e São José, em Lisboa, disse fonte da CGTP.
"A adesão [nos hospitais] de Lamego, Covilhã e Litoral Alentejano foi de 95 %. O IPO do Porto e o Hospital de São José registaram adesões de 93 %", disse o dirigente da CGTP José Augusto Oliveira.
O responsável indicou que "a maternidade Magalhães Coutinho e o hospital D. Estefânia em Lisboa registaram uma adesão de 100 %, funcionando apenas os serviços mínimos".
José Augusto Oliveira sublinhou também a paralisação registada no Instituto de Medicina Legal. "Pela primeira vez, parou de uma forma generalizada", disse.
Os números da adesão à greve dos turnos da noite foram confirmados pelas estruturas hospitalares à CGTP, a partir das 01:00, acrescentou.
Lixo por recolher em vários concelhos da Grande Lisboa
O lixo ficou por recolher em vários concelhos da Grande Lisboa, devido à greve geral, que começou às 00:00 de hoje, informou fonte sindical.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), a recolha de lixo ficou por fazer nos concelhos de Setúbal, Almada, Sintra, Seixal, Amadora, Alcochete e Moita, onde a adesão dos trabalhadores foi de cem por cento.
O mesmo nível de participação foi registado nos concelhos de Évora, Viana do Castelo, Guimarães, Braga e Barcelos. No Funchal, a adesão à paralisação foi total na limpeza de ruas e de 65 por cento na recolha do lixo.
Serviços municipalizados de cinco autarquias parados
Os serviços municipalizados de cinco autarquias do país estão parados devido à greve geral, que começou às 00:00 de hoje, registando-se uma adesão de cem por cento dos seus trabalhadores, indicou a CGTP, que convocou a paralisação.
Os serviços municipalizados de Almada, Loulé, Palmela, Évora e Seixal estão parados, indicou aos jornalistas o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos.
Incidentes
Um comboio vandalizado na estação do Barreiro, um grevista detido na Musgueira, em Lisboa e, um autocarro ao serviço do STCP atingido por um tiro, em Matosinhos são três episódios que, para já, marcam este dia de greve geral.
Entre os cinco comboios que deviam ter realizado serviços mínimos apenas quatro o fizeram. Uma das composições foi vandalizada na estação do Barreiro. Num dia normal deviam ter circulado 64 comboios.
Já um homem que estava no piquete de greve dos autocarros da Carris, na estação da Musgueira, em Lisboa, foi detido por tentar agredir um agente da polícia, disse à Lusa fonte da PSP.
"Um elemento do piquete de greve foi detido por resistência e tentativa de agressão a um agente da autoridade", disse o comissário Santos, da Polícia de Segurança Pública (PSP).
Por outro lado, um tiro foi disparado hoje de manhã contra um autocarro da linha 61 da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), operado pela empresa Valpi, em S. Mamede de Infesta, Matosinhos, disse à Lusa fonte da transportadora.
A viatura “tinha passageiros no seu interior e, felizmente, ninguém foi ferido”, acrescentou a STCP.
Contactada pela Lusa, José Manuel Mendes, responsável pelas operações da Valpi, referiu que “o autocarro foi alvejado do lado esquerdo”, cerca das 06:00, e que o tiro “partiu o vidro da porta”.
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