Manifestantes derrubam grades de protecção colocadas em frente à escadaria do Parlamento. Polícia faz meia dúzia de disparos na rua D. Carlos I.
A polícia resolveu investir sobre os manifestantes que estavam concentrados em frente ao Parlamento. Jairo Campos, subcomissário da PSP, adiantou que até ao momento estão contabilizados cinco feridos, resultantes do arremesso de objectos pelos manifestantes.
O responsável não quis adiantar o número de feridos e detidos depois da carga policial, mas explicou que algumas ambulâncias já seguiram para o hospital. Um dos feridos teve de ser hospitalizado com ferimentos na cabeça. A carga policial aconteceu depois de os manifestantes terem derrubado as grades de protecção colocadas pela polícia e atirarado pedras, balões cheios de tinta e outros objectos em direcção à escadaria do Parlamento.
“O objectivo da carga policial, para além de cessar o arremesso de pedras, foi também deter alguns indivíduos que o estavam a fazer”, disse o subcomissário.
Depois de os agentes terem afastado os manifestantes foram feitos alguns disparos no final da Avenida D. Carlos I, para dispersar os manifestantes que aí se tinham concentrado depois de terem sido afastados do largo junto ao parlamento.
Os manifestantes estavam cerca das 19:20 a dispersar pela Avenida de Ceuta em direcção ao Cais do Sodré.
Os ânimos exaltaram-se cerca das 17:00 depois de terminada a manifestação da CGTP, tendo os manifestantes escrito no chão palavras de ordem e gritado “os ladrões estão lá dentro, a polícia está cá fora”.
Devido aos ânimos exaltados de alguns manifestantes, a polícia reforçou a protecção nas escadarias da Assembleia da República
No entanto, os distúrbios começaram antes da concentração com alguns elementos a vandalizarem montras de lojas e a incendiarem multibancos pelo caminho.
A manifestação hoje convocada pela CGTP chegou pelas 15:30 à Assembleia da República, em Lisboa, com milhares de cidadãos a entoar cânticos contra o Governo e as medidas de austeridade.
"É preciso, é urgente, correr com esta gente" ou "Abril de novo, com a força do povo", são algumas das frases mais ouvidas no percurso dos manifestantes que se iniciou no Rossio.
O secretário-geral da CGTP Arménio Carlos encabeça a frente da manifestação, lado a lado com outros elementos da direção da entidade sindical e de algumas figuras do mundo político.
Nas escadarias da Assembleia da República, bem como em toda a zona envolvente, é possível observar um significativo aparato policial, havendo uma barreira de grades destinada a separar os polícias dos manifestantes.
A este protesto, que partiu da praça do Rossio em direção à Assembleia da República, aderiram vários movimentos e grupos sociais e os estivadores (trabalhadores dos portos) que começaram por se concentrar no Cais do Sodré.
O movimento “Que se lixe a 'troika'" e a associação Precários Inflexíveis também aderiram à manifestação, tendo iniciado a marcha na embaixada de Espanha.
A encabeçar a manifestação estão os elementos da direção da CGTP que empunham bandeiras central sindical, acompanhados de algumas figuras políticas.
Os manifestantes gritam várias palavras de ordem, entre as quais “Esta divida não é nossa”, “Espanha, Grécia, Itália e Portugal, a nossa greve é internacional” e ainda "Fora, fora, fora daqui a fome, a miséria e o FMI”.
Durante o percurso, foram lançados alguns petardos, a PSP reforçou o dispositivo de segurança e um grupo de manifestantes incendiaram uma várias caixas de multibanco.
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