terça-feira, 6 de novembro de 2012

Gaspar. "Não se trata de atacar o Estado social, mas de defender" | iOnline

Gaspar. "Não se trata de atacar o Estado social, mas de defender" | iOnline

Ministro das Finanças diz que plano B de cerca de 800 milhões de euros para o próximo ano será apenas com medidas de corte na despesa pública.

O ministro das Finanças explicou hoje aos deputados que o plano de corte na despesa de quatro mil milhões a levar a cabo a partir de 2014 “está na fase de lançamento” em que, com a ajuda técnica do FMI e do Banco Mundial, o governo está a fazer uma “resenha exaustiva das funções do Estado e identificar áreas em que a informação e a comparação com os melhores padrões internacionais, permite identificar áreas de melhoria de eficiência e de eficácia”. Mas, disse, este trabalho “não se trata de atacar o Estado social, mas pelo contrário de defender o Estado social”.
O ministro das Finanças garantiu que as medidas de contingência que possam vir a ser tomadas durante o próximo ano, serão, apenas do lado da despesa. Vítor Gaspar está a ser ouvido na Comissão Eventual de Acompanhamento das Medidas da Troika no parlamento e explicou que neste momento o governo está a fazer dois trabalhos com a troika: a preparação de cortes na despesa pública de quatro mil milhões de euros e, nesse contexto, estão também a ser estudadas as medidas contingentes para o caso de a execução orçamental correr mal, o plano B de cerca de 800 milhões de euros.
“É também neste contexto [de estudo com o FMI e com o Banco Mundial] que serão identificadas medidas contingentes do lado da despesa a concretizar no ambiente macroeconómico de 2013. O compromisso do governo português no Memorando original que é a disposição das autoridades tomarem medidas se for necessário tomá-las, para garantir os objectivos”, disse.
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