Foi das "maiores greves" mas o consumo de energia só caiu 2% - Dinheiro Vivo
A CGTP diz que "foi uma das maiores greves de sempre", mas o consumo de eletricidade verificado hoje - um bom indicador do impacto das greves - não deverá registar uma grande quebra em relação ao dia anterior.
Os números não são definitivos mas, segundo apurou o Dinheiro Vivo, a quebra poderá rondar os 2%, ou seja, semelhante ao sentido nas greves anteriores, a 24 de novembro de 2010 e 2011. Nesse dois dias, o consumo caiu 2% segundo os dados divulgados na altura pela Redes Energéticas Nacionais (REN).
Se se verificar a quebra de 2%, trata-se de uma descida pouco significativa, que representará apenas dois a três GWh a menos em comparação com os 143 GWh consumidos terça-feira e que se explica com uma série de circunstâncias, algumas alheias à greve.
É o caso de as indústrias - que representam 36% do consumo de eletricidade em Portugal - nunca poderem parar completamente mesmo quando há greve, porque há máquinas que continuam a trabalhar e não podem ser desligadas. Além disso, nestes dias o consumo doméstico, que representa 30% do total, pode subir - porque as pessoas ficam em casa - o que acaba por equilibrar a quebra na indústria ou nos serviços que estão fechados.
Por fim, o facto de haver mais ou menos luz natural e ainda de estar mais ou menos frio altera os níveis de consumo e pode distorcer ligeiramente os dados finais.
Um claro exemplo disto verificou-se na greve geral de 22 de março, dia em que mal se notou uma quebra no consumo de eletricidade, que apenas desceu dos 137,8 GWh de 21 de março para os 137,4 GWh de 22 de março.
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