Cavaco defende redução menos brutal do consumo privado - Política - Sol
O Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu hoje que à consolidação orçamental se deve juntar elementos de crescimento económico vindos do investimento privado e de uma "redução menos brutal do consumo interno".
Questionado sobre os dados do desemprego revelados quarta-feira pelo INE, Cavaco Silva disse que "não são com certeza boas notícias" referindo que a "situação internacional, a crise na zona euro, a situação em Espanha não ajudam nada Portugal a ultrapassar a situação insustentável a que chegou nos desequilíbrios da sua economia".
"Mas não podemos deixar de lutar para juntar à consolidação orçamental, elementos de crescimento económico, vindos do investimento privado, vindos do turismo, vindos de uma redução menos brutal do consumo privado, vindos da exportação", defendeu, à saída da sessão de abertura da conferência "Mar de Negócios", que decorre em Lisboa.
Os dados revelados quarta-feira pelo INE indicam um agravamento da recessão para 3,4 por cento e da taxa de desemprego que, no terceiro trimestre do ano, atingiu os 15,8 por cento.
O Presidente da República considerou que "parte dos elementos" de crescimento económico "terão que vir da Europa" e afirmou esperar que o Conselho Europeu da próxima semana "não deixe de ter em conta" nas perspectivas para o período 2014-2020 " situação de países como Espanha, como a Itália, como Portugal, como a Grécia ou a Irlanda".
Em relação à Grécia, Cavaco Silva defendeu que "seria negativo para a Europa e para Portugal" que saísse do euro e por isso "Portugal tem que manifestar a sua solidariedade para com a Grécia".
"Deus nos livre de algum dia nos aproximarmos da situação em que a Grécia se encontra", disse.
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