“Défice está a cair”, diz Passos lembrando que “cai sobretudo por causa da despesa e não por causa da receita”. E por isso diz que mantém os objectivos definidos.
Seguro tinha acabado de falar em Évora, rejeitando o caminho seguido pelo primeiro-ministro. Passos respondeu-lhe a partir de Castelo de Vide sem nunca dizer as palavras “PS” ou “Seguro”. Na Universidade de Verão do PSD, Passos negou outro caminho que não aquele que está a ser seguido pelo governo. Depois de um encontro com o líder do PS esta semana em São Bento, Passos aproveitou a primeira saída pública para rejeitar indirectamente as soluções socialistas. “Na oposição há muita gente que ainda não percebeu isto. Nós levaremos este programa de mudança até ao fim e com ambição precisamente porque queremos concluí-lo tão rapidamente quanto for possível, porque queremos os resultados da inversão da situação do país, porque não queremos ficar entregues a dez ou vinte anos e estagnação e de desespero”.
Mas os adjectivos fortes a caracterizar a “oposição” não se ficaram por aqui: “Outra abordagem que não esta de manutenção e conciliação dos objectivos, aponta para o fracasso e para o desespero”, disse. E continuou lembrando que “talvez noutras circunstâncias menos difíceis houvesse outras abordagens com iguais probabilidades de sucesso. Mas não certamente nas actuais circunstâncias. Nestas circunstâncias, um outro rumo não é senão uma confissão de derrota e sinónimo de fracasso”.
Durante grande parte do discurso aos alunos da Universidade de Verão do PSD, Passos preferiu apontar baterias para quem o critica: “Nenhuma estratégia merece esse nome se o seu tempo for resultado de precipitações, de assomos de pânico, de desprezo pelas consequências futuras dos actos presentes”.
E com o Orçamento do Estado para 2013 a ser apresentado non próximo mês, Passos manteve o tom. Depois de criticar a atitude “infantil” da oposição no últimos Orçamento do Estado, Passos deixou o recado indirecto a António José Seguro: “Estou certo que deste processo de aprendizagem resultará certamente numa oposição mais amadurecida e responsável, aquela com que discutiremos o Orçamento para 2013”.
Um dia depois de a Unidade Técnica de Apoio Orçamento que funciona junto do parlamento ter revelado números que apontam para um défice de 6,9% este ano, Passos quis evidenciar em Castelo de Vide que “o défice está a cair” e caia sobretudo, disse, por causa da queda da despesa e não por cauda da receita.
Com a troika a fazer a quinta avaliação ao programa, Passos deixou a garantia final que vai manter o caminho e rejeitar todas as propostas que ponham em causa o caminho traçado: “Qualquer ajustamento ou afinação no caminho que estamos a trilhar só é aceitável se for enquadrado por esta ambição que implica a conciliação de todos os grandes objectivos a que nos propusemos”.

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