Portugal precisa de mais medidas de consolidação orçamental verdadeiras (não extraordinárias) do que Irlanda ou Espanha para conseguir estabilizar de forma duradoura o rácio da dívida pública ou para reduzir o mesmo para os 60% do PIB, como aconselha o Pacto de Estabilidade.De acordo com o relatório de avaliação intercalar às economias do grupo da OCDE (as mais ricas e industrializadas), Portugal precisa de mais restrições salariais, mas também um travão mais forte nos orçamentos futuros ajustados ao ciclo económico para compensar, por exemplo, a subida da conta com juros.
Num estudo hoje divulgado, a OCDE fala em mais cortes, poupanças e aumentos de receita na ordem dos 10 mil milhões de euros (6% do PIB a preços atuais), em média, até 2030 para poder dizer que tem uma dívida pública estável.
A troika, em julho, ainda considera que, algures durante o ano que vem, Portugal vai conseguir regressar aos mercados pois o rácio da dívida atingirá finalmente um pico de 118,6% do PIB e depois começará a descer.
Mas há cada vez mais dúvidas sobre a estratégia de estabilização em curso por causa do agravamento da recessão, da própria crise europeia e das consecutivas rubricas (públicas ou decorrentes de negócios com privados) que continuam a entrar no perímetro orçamental, engordando a fatura a suportar pelos contribuintes. Por isso a OCDE avança agora com esta análise.
A dívida pública até pode estabilizar num determinado momento, mas as operações de reclassificação e a instabilidade dos juros tendem perturbar o andamento daquele indicador no médio e longo prazo.
Os economistas da OCDE estimam que Portugal será, a seguir à Grécia, o país da zona euro que mais terá de cortar no saldo primário estrutural (saldo público sem a parcela dos juros, sem medidas extra e corrigido dos efeitos do ciclo) para conseguir uma estabilização duradoura nos próximos 20 anos.
Aquele saldo primário, que no fundo dá uma noção do verdadeiro esforço de consolidação pois expurga todos os efeitos laterais, terá de ser em média cerca de 6% do PIB (10,2 mil milhões de euros preços correntes) entre 2011 e 2030 para estabilizar a dívida e quase 8% (quase 14 mil milhões de euros) para a conseguir reduzir até aos míticos 60%.
Só Grécia está pior, precisando de cortar quase 7% em média para obter uma estabilização e quase 10% para ter do rácio de endividamento para 60%.
A OCDE diz que os países "devem continuar os seus planos de consolidação orçamental para alcançarem as metas oficiais do défice".
No entanto, a OCDE mostra-se divida quanto à eficácia daquilo que defende: "O aperto orçamental pró-cíclico é indesejável, em princípio, mas os mercados financeiros deixam pouca margem de manobra".
Num estudo hoje divulgado, a OCDE fala em mais cortes, poupanças e aumentos de receita na ordem dos 10 mil milhões de euros (6% do PIB a preços atuais), em média, até 2030 para poder dizer que tem uma dívida pública estável.
A troika, em julho, ainda considera que, algures durante o ano que vem, Portugal vai conseguir regressar aos mercados pois o rácio da dívida atingirá finalmente um pico de 118,6% do PIB e depois começará a descer.
Mas há cada vez mais dúvidas sobre a estratégia de estabilização em curso por causa do agravamento da recessão, da própria crise europeia e das consecutivas rubricas (públicas ou decorrentes de negócios com privados) que continuam a entrar no perímetro orçamental, engordando a fatura a suportar pelos contribuintes. Por isso a OCDE avança agora com esta análise.
A dívida pública até pode estabilizar num determinado momento, mas as operações de reclassificação e a instabilidade dos juros tendem perturbar o andamento daquele indicador no médio e longo prazo.
Os economistas da OCDE estimam que Portugal será, a seguir à Grécia, o país da zona euro que mais terá de cortar no saldo primário estrutural (saldo público sem a parcela dos juros, sem medidas extra e corrigido dos efeitos do ciclo) para conseguir uma estabilização duradoura nos próximos 20 anos.
Aquele saldo primário, que no fundo dá uma noção do verdadeiro esforço de consolidação pois expurga todos os efeitos laterais, terá de ser em média cerca de 6% do PIB (10,2 mil milhões de euros preços correntes) entre 2011 e 2030 para estabilizar a dívida e quase 8% (quase 14 mil milhões de euros) para a conseguir reduzir até aos míticos 60%.
Só Grécia está pior, precisando de cortar quase 7% em média para obter uma estabilização e quase 10% para ter do rácio de endividamento para 60%.
A OCDE diz que os países "devem continuar os seus planos de consolidação orçamental para alcançarem as metas oficiais do défice".
No entanto, a OCDE mostra-se divida quanto à eficácia daquilo que defende: "O aperto orçamental pró-cíclico é indesejável, em princípio, mas os mercados financeiros deixam pouca margem de manobra".
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