quinta-feira, 6 de setembro de 2012

OCDE considera que são precisos mais cortes na despesa e redução de salários - Dinheiro Vivo

OCDE considera que são precisos mais cortes na despesa e redução de salários - Dinheiro Vivo

A recessão da zona euro vai continuar a aprofundar-se e vai acabar por afectar os países mais ricos do mundo, o G7, segundo um relatório da Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento.“A zona euro continua um ponto crucial, o epicentro da crise”, segundo o documento assinado pelo economista-chefe da organização Pier Carlo Padoan, segundo a Reuters.
A organização defende também que em países como Portugal, Grécia e Irlanda os "défices externo e orçamental" sejam "reduzidos ainda mais através de cortes na despesa e de restrições salariais".
O responsável apela também a uma maior intervenção do Banco Central Europeu no mercado da dívida para diminuir os custos de financiamento dos diferentes estados-membro. A situação “precisa de ser resolvida para o seu próprio bem [da zona euro]; precisa de ser resolvida pela estabilidade da economia global. É crucial que o BCE avance para as intervenções no mercado de acções”.
O motor da economia europeia é um dos que vai sofrer com o abrandamento do bloco monetário. A OCD reviu em baixa as previsões para a economia alemã, passando de 1,2% para 0,8% de crescimento este ano. Em Itália, o cenário é bem mais negro. Para este ano, a economia vai cair dos 2,4% para 1,7%, assim como em França que passa de 0,6% para 0,1%.
Os diferentes custos de financiamento na zona euro são a prova de que a política monetária na moeda única não está a funcionar da melhor maneira, segundo a organização. “Claro que isto é uma ameaça adicional à integridade da zona euro e assim pode representar um ponto de ruptura”.
 No entanto, a acção do BCE não vai ser suficiente para resolver a crise da dívida da zona euro e as fundações do supervisor bancário europeu devem ser feitas rapidamente, porque os bancos da zona euro precisam de ser recapitalizados em mais de 500 mil milhões de euros, afirma Padoan.
Mesmo assim, o responsável considera que os países a proceder a ajustamentos, como Portugal, não devem ficar com os seus juros mais baixos para continuarem a prosseguir as suas reformas e não estragar os progressos alcançados até agora.

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