Estaleiros Navais do Mondego
Google Images
Google Images
O grupo Atlantic Shipbuilding, o único português selecionado para integrar a última fase da reprivatização dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), assume a partir de quinta-feira a gestão dos antigos estaleiros do Mondego.
A informação foi avançada hoje à agência Lusa por fonte da administração da Atlantic Shipbuilding Portugal, dando conta que "a assinatura do contrato de concessão das instalações dos ex-Estaleiros Navais do Mondego" acontece a 06 de setembro.
"A concessão é atribuída pela Administração do Porto da Figueira da Foz. Foi feito um acordo com os representantes dos trabalhadores e sindicatos para readmitir todos os ex-trabalhadores da insolvente Estaleiros Navais do Mondego, que à data eram 43", explicou a mesma fonte.
O grupo português pretende retomar a atividade de construção e reparação naval na Figueira da Foz, declarado insolvente no final de 2011, já durante o mês de setembro.
A Atlantic Shipbuilding foi formada em 2012 por profissionais ligados à atividade naval e é também uma das quatro empresas convidadas pelo Governo português a apresentar propostas formais de compra dos ENVC.
Em relação aos ENVC, a empresa confirma ser uma das selecionadas para a fase seguinte do processo de reprivatização, mas sem adiantar mais pormenores.
"Isso [revelar pormenores da proposta] poderia ser contra os interesses do nosso grupo", sublinhou a fonte, recusando para já comentar, também, se vai integrar investidores internacionais neste processo.
Além do grupo português, uma resolução aprovada em reunião do Conselho de Ministros determina o convite a mais três empresas, do Brasil, da Rússia e da Noruega, para avançarem com propostas concretas de aquisição de 95 por cento do capital social dos ENVC.
A Volstad Maritime (Noruega), constituída em 1952, é uma das que passou à fase seguinte, sendo especializada na construção de navios tecnologicamente avançados, nomeadamente de apoio às atividades "offshore", como prospeção de petróleo.
Responsável por operações marítimas no Brasil e na Argentina, a Rionave Serviços Navais, com sede no Rio de Janeiro, representa vários interesses dentro da área, desde armadores a construtores navais.
Ambas as empresas foram contactadas pela agência Lusa para comentarem o interesse nos ENVC, mas ainda sem resposta.
O grupo JSC River Sea Industrial Trading, de origem russa mas desconhecido no setor, fecha o lote de quatro empresas que reúnem condições para, segundo o Governo, prosseguirem para a última fase do processo de reprivatização dos ENVC.
Todas deverão apresentar propostas finais de aquisição da empresa, vinculativas, até final do mês de setembro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário