terça-feira, 4 de setembro de 2012

Cientistas japoneses desenvolveram radioterapia que distingue células malignas | iOnline

Cientistas japoneses desenvolveram radioterapia que distingue células malignas | iOnline

Uma equipa de investigadores japoneses desenvolveu uma tecnologia de radioterapia com neutrões que destrói apenas as células malignas em casos de tumor cerebral sem danificar o tecido saudável, informou hoje o diário “Nikkei”.
A equipa que alcançou este feito é formada por cientistas da Faculdade de Medicina de Osaka, da Universidade de Quioto, da farmacêutica Stella Pharma e da empresa Suimoto Heavy Industries.
A técnica desenvolvida passa pela utilização de um acelerador de partículas, com cerca de três metros de largura e cujo preço varia entre os dois e os três mil milhões de ienes (entre 20 e 30 milhões de euros) em vez de um reator para criar neutrões destinados à terapia.
Os investigadores pediram autorização para realizar testes clínicos com esta tecnologia em pacientes que sofram de glioblastoma, o tumor cerebral mais agressivo, e cujos índices de sobrevivência são muito baixos, esperando poder iniciá-los em outubro, segundo o “Nikkei”.
Aos pacientes que serão alvo dos testes será injetado um composto químico com boro, elemento que se concentra preferencialmente nas células cancerígenas. A irradiação de neutrões faz com que o boro emita uma forte radiação ao entrar em reação, que destrói unicamente as células cancerígenas.
Em apenas uma hora do novo tratamento, os pacientes recebem uma dose de radiação equivalente ao dobro ou triplo da dose que normalmente recebem numa terapia de seis semanas.
Mais de 120 académicos realizaram estudos com o reator nuclear experimental da Universidade de Quioto, tendo-se verificado, em alguns casos, uma redução do tumor cerebral em 70 por cento.
De acordo com o Ministério da Saúde nipónico, 353 mil pessoas morreram de cancro no Japão em 2010, ou seja, uma em cada três pessoas morreram de cancro no país.

Nenhum comentário:

Postar um comentário