terça-feira, 4 de setembro de 2012

CDS diz à troika que não aceita mais impostos e ameaça Gaspar - Dinheiro Vivo

CDS diz à troika que não aceita mais impostos e ameaça Gaspar - Dinheiro Vivo

Sessão comemorativa do Centenário da República
Adolfo Mesquita Nunes, deputado do CDS
O CDS deu mais um passo no seu afastamento face ao PSD, avisando a troika que "a política fiscal não pode ser mais agravada". Os chefes de missão da Comissão Europeia, FMI e BCE não estiveram focados no suposto desvio orçamental deste ano, mas quiseram antes saber "como se pode compensar a decisão do Tribunal Constitucional que anulou os cortes de subsídios em 2013, referiram vários deputados da esquerda à direita.
Em declarações aos jornalistas após reunião dos chefes da Missão, Adolfo Mesquita Nunes referiu que no encontro "transmitimos que não há possibilidade de agravar mais as condições fiscais para além do que está previsto no memorando". Um recado que também é para Vítor Gaspar, já que o ministro das Finanças tem de arranjar alternativa à poupança de dois mil milhões de euros que deixou de ter em 2013, depois da decisão do Constitucional.
Da parte do PSD, Miguel Frasquilho não tocou neste ponto, mas adiantou que o seu partido referiu "a necessidade de o programa ser adaptado às condições da economia".
João Semedo, do Bloco de Esquerda, considerou que esta vontade de adaptar o programa foi a forma que os partidos do Governo arranjaram para "pedir mais tempo e mais dinheiro", "ainda que não de forma expressa".
Miguel Tiago, do PCP, notou "alguma ênfase na questão do crescimento" mas "reforçando a ideia de profunda insensibilidade económica e social". Insensível pois a "troika fez uma avaliação positiva da implementação do programa, apesar da recessão e do desemprego que já gerou".
Pedro Marques, do PS, sugeriu e ouviu da troika que "as revisões trimestrais são para ajustar o programa às condições da economia" pelo que "entendemos ser possível fazer alguns ajustamentos, designadamente através de medidas para o crescimento e medidas que interrompam a espiral da austeridade" uma vez que "ficou claro que o processo de ajustamento não está a correr bem em variáveis fundamentais".

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