Um estudo realizado com bactérias oceânicas mostrou que em termos de organização social, as bactérias não são, afinal, muito diferentes dos animais ou das plantas. Em situações de combate a populações rivais, elas também são capazes de se organizar em grupos que cooperam para derrotar o adversário.
Os microrganismos cooperam para melhor explorarem os recursos (Manfred Rohde/Reuters (arquivo))
“Os indivíduos que produzem o antibiótico são geneticamente diferentes dos outros e se um individuo não tem o gene, não pode produzir o antibiótico” explicou ao PÚBLICO, Helene Morlon, do Instituto Politécnico de Paris, e autora de um comentário do artigo. O antibiótico produzido tem um efeito negativo nos elementos das outras populações, mas não tem efeitos sobre os elementos da população onde ele foi produzido”, esclareceu ainda.
A ideia de que os microrganismos podem ter comportamentos sociais não é nova. Eles cooperam para melhor explorar os recursos ou para, por exemplo, resistirem a ambientes stressantes. O que este estudo revela é que a cooperação entre indivíduos de uma população também existe quando se trata de competições mediadas por antibióticos. “A estrutura das populações de bactérias é muito mais forte do que se poderia pensar” conclui o artigo científico.
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