sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A mais antiga central nuclear espanhola vai parar em Julho de 2013 - PÚBLICO

A central nuclear em Garoña, perto de Burgos, é a mais antiga de Espanha e vai fechar portas em Julho de 2013, depois de a sua empresa gestora ter renunciado a pedir a renovação da licença de exploração.
O Ministério da Indústria espanhol informou nesta quarta-feira que a Nuclenor (controlada em partes iguais pela Iberdrola e Endesa) “não está em condições de solicitar a renovação da autorização de exploração da central nuclear de Santa Maria de Garoña”, segundo um comunicado.

Quarta-feira era a data limite para a Nuclenor pedir um prolongamento até 2019 do funcionamento desta central, depois da luz verde dada, em Julho, pelo Governo espanhol. A empresa gestora pediu um adiamento, que o Governo recusou dar, alegando as incertezas quanto às “novas condições que poderão ser estabelecidas para a produção nuclear, no âmbito da reforma energética que deve ser aprovada pelo Governo”. Segundo o jornal El País, para funcionar até 2019, a central teria de fazer investimentos na ordem dos 100 milhões de euros, para cumprir as exigências de segurança do Conselho de Segurança Nuclear espanhol.

A reforma energética, esperada para os próximos meses, está a causar dúvidas entre os profissionais do sector, uma vez que deverá modificar as tarifas e as taxas impostas às diferentes fontes de energia. Actualmente, o parque nuclear espanhol conta com um total de seis centrais e oito reactores.

A central de Garoña, que entrou em funcionamento em 1971, é a mais antiga em actividade em Espanha.

O anúncio do possível prolongamento da sua vida enfureceu as organizações ecologistas, como a Greenpeace, que pedem há vários anos o encerramento da central, apresentada como a “irmã gémea” da japonesa Fukushima, atingida em Março de 2011 pelo pior acidente nuclear desde Tchernobil, na Ucrânia, em 1987.

Em comunicado, a Greenpeace felicitou nesta quinta-feira o desenrolar dos acontecimentos. “A decisão das companhias eléctricas (Iberdrola e Endesa) de não solicitar o prolongamento demonstra o fracasso económico da energia nuclear, apesar dos apoios do Governo.”

Nesse sentido, “a 6 de Julho de 2013, a autorização para a exploração de Garoña expirará”. A organização apela a uma manifestação neste domingo perto da central para exigir o seu encerramento imediato e definitivo.

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