terça-feira, 23 de abril de 2013

Investigadora da UMinho inventou teste rápido ao sangue | iOnline

Investigadora da UMinho inventou teste rápido ao sangue | iOnline


Uma investigadora da Universidade do Minho inventou um dispositivo portátil que permite em poucos minutos detetar o grupo sanguíneo da pessoa analisada, tendo sido selecionada para participar na maior competição tecnológica mundial dirigida a estudantes do ensino superior.
Ana Ferraz, aluna de doutoramento na UMinho, ganhou a final nacional da edição 2013 da Microsoft Imagine Cup e irá representar Portugal na final internacional que decorrerá em São Petersburgo, na Rússia, entre 08 e 11 de julho.
A investigadora explicou à Lusa que “o procedimento demora no máximo cinco minutos, tem baixo custo e é adequado a situações de emergência. É um sistema bastante pequeno, fácil de transportar e que pode ser usado em diferentes serviços hospitalares, em qualquer ambulância ou até no local do acidente”.
Ana Ferraz acrescentou que “a aplicação desenvolvida pode estar no telemóvel, num tablete ou num PC, de onde se envia a mensagem para qualquer laboratório com o resultado do teste”.
Além de detetar o grupo sanguíneo, a dispositivo “fornece informações precisas que pretendem auxiliar os profissionais de saúde em situações de emergência, reduzindo os riscos de incompatibilidade e erro humano, nomeadamente em situações de transfusão”.
“Gostaria de arranjar investidores e poder avançar com a produção deste sistema, criar uma empresa em Portugal, criar postos de trabalho, assegurando também o meu futuro”, sublinhou, manifestando-se confiante que a sua participação na final mundial das olimpíadas de software, na Rússia, lhe possa trazer vantagens a este nível.
A investigadora disse que, contrariamente ao equipamento tradicional, esta sua invenção, além de célere e portátil, não representa grandes custos, referindo que o protótipo lhe custou “apenas 130 euros”.
“For a Better World” é o nome desta solução tecnológica que Ana Ferraz começou a desenvolver ainda na fase da sua licenciatura, no Instituto Politécnico do Cávado e Ave.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Centros de emprego registaram 85 novos desempregados por hora em Março | iOnline

Centros de emprego registaram 85 novos desempregados por hora em Março | iOnline


Cerca de 63 mil pessoas inscreveram-se em março nos centros de emprego, que já contam com 734 mil desempregados, revela o Instituto de Emprego, que registou uma diminuição de cinco mil desempregados em relação a fevereiro.
Segundo os dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), em março inscreveram-se nos centros de emprego 63.494 desempregados, ou seja, uma média de 85 pessoas por hora.
No final do mês, estavam inscritas 734.448 pessoas, mais 11% do que há um ano.
Apesar dos números elevados, as contas do IEFP mostram que houve uma diminuição de menos 5.163 desempregados em relação a fevereiro.
Um em cada três desempregados recorreu aos centros de empregos porque tinha chegado ao "fim o trabalho não permanente”, seguindo-se os “despedidos” (15,6% do total de inscritos em março).
O número de pessoas que está há mais de um ano à procura de emprego aumentou 30,2% em relação a março de 2012.
Os dados do IEFP revelam que o aumento do desemprego verificou-se na procura do primeiro emprego (mais 22,7% que em 2012) mas também entre quem procurava um novo emprego (+10,1%).
No que se refere à escolaridade dos inscritos e comparando com o ano anterior, verifica-se um agravamento da situação em todos os níveis, com especial destaque para o ensino superior (mais 31,9%).
O desemprego aumentou no último ano em todas as regiões do país e ilhas. Já numa comparação com o mês anterior, verifica-se uma diminuição do desemprego em todas as regiões, à exceção do Alentejo e Açores (mais 0,2% e 0,8% respetivamente).
Mais de metade dos desempregados pertencem a cinco grupos profissionais: “pessoal dos serviços de proteção e segurança” (88.789), “trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio” (80.132), “operários e trabalhadores similares da indústria extrativa e construção civil” (68.959), “empregados de escritório” (68.453) e “trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústria transformadora” (59.065).
Foi entre os “quadros superiores da administração pública”, um grupo pouco expressivo no total do desemprego, e entre os “docentes do ensino secundário, superior e profissões similares” que se registou um maior aumento de desemprego no último ano. Os professores desempregados aumentaram 73,7% em relação a 2012.
A maioria das pessoas que recorreu aos centros para encontrar um novo emprego tinha trabalhado em atividades do sector dos “serviços”, com maior relevância para as “atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio” e o “comércio por grosso e a retalho”, indica o relatório divulgado no site do IEFP.
Em março houve um aumento de ofertas de emprego. No final do mês, havia 11.789 ofertas de emprego por satisfazer (mais 26,8% face a igual período de 2012 e mais 7,9% em relação ao mês anterior).
Só em março chegaram aos centros de emprego 9.650 novas ofertas de emprego (mais 28,4% do que há um ano e mais 26,0% do que em fevereiro).
Mais de metade das ofertas era para trabalhar nas áreas das atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio, alojamento e restauração, administração pública, educação, atividades de saúde e apoio social assim como comércio por grosso e a retalho e construção.
Março foi também um mês em que 6.029 pessoas arranjaram trabalho através dos centros de emprego (mais 47,6% relativamente ao mês homólogo de 2012 e mais 26,6% do que em fevereiro).
A maioria conseguiu emprego na área de “trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústria transformadora”, “pessoal dos serviços, de proteção e segurança", “outros operários, artífices e trabalhadores similares”, “operadores de máquinas e trabalhadores de montagem” e “trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio”.
Em fevereiro de 2013, a taxa de desemprego em Portugal situou-se nos 17,5%, a terceira taxa mais alta na União Europeia, segundo dados do Eurostat. O Governo prevê que a taxa de desemprego atinja os 18,2% este ano e uma recessão de 2,3%.

Entrega do IRS pela Internet obriga a usar tecnologia insegura | iOnline

Entrega do IRS pela Internet obriga a usar tecnologia insegura | iOnline


A entrega de declarações pela internet obriga os contribuintes a instalarem nos seus computadores uma tecnologia que o governo dos EUA recomendou que deixasse de ser usada, revela a edição online da “Exame Informática”.
Em causa está a aplicação Java que foi usada por muitos contribuintes portugueses para submeterem a sua declaração de IRS através da internet em 2012.
Este ano, as autoridades norte-americanas divulgaram vários avisos aos internautas para que desativassem essa tecnologia por motivos de segurança. Um alerta que, em Portugal, também foi feito pelos peritos da CERT.PT, adianta a “Exame Informática”.
No entanto, a Autoridade Tributária e Aduaneira, que não comenta o assunto, continua a estipular o uso do Java como obrigatório para todos os contribuintes que pretendam apresentar o IRS pela internet.
Mesmo assim a importância destes alertas é relativizada por alguns especialistas que argumentam que os avisos sobre o Java são cada vez mais frequentes e comuns a outras tecnologias. O que não significa que não devam ser levados em conta para eventuais melhorias que sejam necessárias fazer no que respeita ao aumento da segurança para os utilizadores ou para a procura de soluções alternativas.

Juíz decide não levar Mário Lino a julgamento no caso Face Oculta - JN

Juíz decide não levar Mário Lino a julgamento no caso Face Oculta - JN


O Juízo de Instrução Criminal de Aveiro decidiu, esta segunda-feira, não levar a julgamento o ex-ministro Mário Lino, que estava acusado pelo Ministério Público de prestar falsas declarações, enquanto testemunha do processo "Face Oculta".
O juiz de instrução criminal António Costa Gomes não concordou com a acusação de falsidade de testemunho que pendia sobre Mário Lino, decidindo não o pronunciar e arquivando o processo.
Em causa estavam alegadas contradições nas declarações prestadas pelo antigo governante socialista durante as várias fases do processo "Face Oculta": inquérito, instrução e julgamento.

Os 50 melhores vinhos portugueses... para inglês provar - Dinheiro Vivo

Os 50 melhores vinhos portugueses... para inglês provar - Dinheiro Vivo


Foram hoje apresentados em Londres os melhores vinhos portugueses para o mercado inglês. Esta é uma seleção de Olly Smith, que responde ao desafio da ViniPortugal na escolha de vinhos com uma boa relação qualidade-preço.
O crítico de vinhos e apresentador de televisão procurou sugerir boas compras, incidindo a sua escolha em vinhos com preços de venda ao público entre as 7 libras e 30 libras.
Aqui fica a lista:
Vinhos Brancos
1. Vales de Ambrães - Avesso, 2012 Vinho Verde
2. Casa da Senra, 2012 Vinho Verde
3. Soalheiro, 2012 Vinho Verde
4. Alvarinho Solar de Serrade, 2012 Vinho Verde
5. FP, 2012 Bairrada
6. Quinta da Raza Arinto, 2012 Vinho Verde
7. Montes Ermos Reserva, 2011 Douro
8. Beyra Quartz, 2011 Beira Interior
9. Redoma, 2011 Douro
10. Quinta de la Rosa, 2011 Douro
11. Pato Frio Antão Vaz, 2011 Alentejo
12. Vinhas do Lasso, 2010 Lisboa
13. Dona Ermelinda, 2011 Península de Setúbal
14. Valle Pradinhos, 2011 Trás-os-Montes
15. Muros de Melgaço, 2011 Vinho Verdes
16. Quinta de Saes Encruzado, 2011 Dão
17. Quinta dos Roques Encruzado, 2011 Dão
18. Esporão Reserva, 2011 Alentejo
19. Arenae, 2010 Lisboa
Vinhos Tintos
20. Marquês de Borba, 2011 Alentejo
21. Almeida Garrett, DOC Beira Interior TNT, 2010, Beira Interior
22. Sexy, 2011 Alentejo
23. Zéfyro, 2009 Alentejo
24. Altano Quinta do Ataíde Reserva, 2009, Douro
25. PAPE, 2010 Dão
26. Claudia’s, 2009 Douro
27. Manoella Douro, 2010 Douro
28. Quinta Nova – Colheita, 2010 Douro
29. F’OZ, 2011 Alentejo
30. Palpite, 2010 Alentejo
31. Poeira, 2010 Douro
32. Vertente, 2009 Douro
33. Casa de Cadaval, Trincadeira Vinhas Velhas, 2009, Tejo
34. Tinto da Ânfora, 2010 Alentejo
35. Duas Pedras, 2011 Alentejo
36. Crasto Superior, 2010 Douro
37. Quinta de Foz de Arouce, 2009 Beiras
38. Quinta dos Quatro Ventos, 2009 Douro
39. Aliança Bairrada Reserva, 2011 Bairrada
40. Quinta dos Roques, 2010 Dão
41. Esporão Reserva, 2010 Alentejo
42. Cedro do Noval, 2009 Douro
43. Julia Kemper Touriga Nacional, 2009, Dão
44. CH, Chocapalha, 2009 Lisboa
45. Quinta de la Rosa Reserve, 2010 Douro
46. Quinta do Sagrado Reserva, 2007 Douro
Vinhos Fortificados
47. Henriques & Henriques, Verdelho 15 Years Old, NV, Madeira
48. Adega Cooperativa de Favaios, Moscatel de Favaios Colheita 1980,Douro
49. Família Horacio Simões Bastardo, 2009, Península Setúbal
50. Dow’s Quinta do Bomfim, Vintage Port, Douro
"Os vinhos portugueses são um tesouro com jóias ocultas e considero que nunca houve um melhor momento para explorar a exaltação de sabores excepcionais de Portugal através dos seus vinhos", diz Olly Smith.
"Das praias às montanhas selvagens, a habilidade de enólogos locais dedicados à série impressionante de uvas de castas autóctones portuguesas deve ser provada para poder ser reconhecida", acrescenta o crítico.
Da parte da ViniPortugal, Jorge Monteiro, destaca que "os vinhos portugueses têm conquistado a crítica mas o mercado do Reino Unido é extremamente competitivo e aberto ao Novo Mundo, pelo que não tem sido fácil aos produtores europeus reconquistarem a relevância que já tiveram."

Cinco novos secretários de Estado tomam posse hoje em Belém - Dinheiro Vivo

Cinco novos secretários de Estado tomam posse hoje em Belém - Dinheiro Vivo


Cinco novos secretários de Estado tomam posse hoje às 19:00 e três são exonerados de funções, Paulo Braga Lino, Juvenal Silva Peneda e Luís Brites Pereira.
De acordo com uma nota da Presidência da República, vão ser nomeados Francisco Almeida Leite, para o cargo de secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Berta Cabral, para o cargo de secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, Fernando Manuel de Almeida Alexandre, para o cargo de secretário de Estado Adjunto do ministro da Administração Interna, António Leitão Amaro, para o cargo de secretário de Estado da Administração Local, e Manuel Castro Almeida, para o cargo de secretário de Estado do Desenvolvimento Regional.
São exonerados o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Luís Brites Pereira, o secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Paulo Braga Lino, e o secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna, Juvenal Silva Peneda.

Imposto para independentes que prestam serviço a uma única entidade | iOnline

Imposto para independentes que prestam serviço a uma única entidade | iOnline


Os independentes que só prestam serviço a uma única entidade podem optar pela tributação dos seus rendimentos segundo as regras da categoria A (trabalhadores por conta de outrem).
Até à criação do regime simplificado, a tributação pelas regras da categoria A não era vantajosa, em nenhuma situação, para os profissionais independentes. Mas agora o cenário mudou: mesmo optando pelo regime simplificado, pode deduzir as mesmas despesas dos trabalhadores por conta de outrem. É o caso, por exemplo, da saúde, educação ou habitação. Ao mesmo tempo, é possível usufruir da dedução específica aplicada aos rendimentos da categoria A. Em alguns casos, esta dedução poderá ser mais vantajosa do que a percentagem de rendimento bruto que o fisco isenta de imposto no regime simplificado para os rendimentos profissionais: 30% do total das prestações de serviços (ver texto principal).
Para beneficiar dessas condições é necessário respeitar alguns critérios. Além de só poder prestar serviços a uma única entidade, o rendimento obtido não pode ser superior a 150 mil euros durante dois períodos de tributação seguidos.
Mas vamos a casos. Se o contribuinte obteve em 2013 rendimentos de trabalho independente inferiores a 13680 euros provenientes de uma única entidade e não tem contabilidade organizada, então deverá optar pela tributação segundo as regras da categoria A. A explicação é simples: para rendimentos neste patamar a dedução específica da categoria A é sempre mais elevada do que o rendimento não considerado pelo fisco no regime simplificado.
No entanto, na maior parte dos casos esta opção só é interessante para quem não tem rendimentos da categoria A. Caso contrário, o fisco limita-se a deduzir o valor da dedução específica da categoria A à soma dos rendimentos das duas categorias.
Se optar por este regime deve mencioná-lo no quadro do anexo B e indicar que presta serviços a uma única entidade. Já o rendimento é declarado no quadro 4 do mesmo anexo. Indique também, se for o caso, o valor das contribuições obrigatórias para a Segurança Social e das quotizações sindicais para ordens ou outras organizações representativas de categorias profissionais.
ACTO ISOLADO Já quem não está colectado como profissional independente, mas quer prestar um serviço remunerado, pode optar pela tributação segundo as regras do acto isolado. No entanto, a prestação não pode ter um carácter previsível e contínuo.
A grande vantagem deste regime é a sua simplicidade, uma vez que dispensa o trabalhador de muitos aspectos burocráticos - por exemplo, declarar o início de actividade, inscrever--se na Segurança Social ou contratar um seguro profissional. Mas por outro lado exige algumas especificidades para a entidade que paga o serviço. É o caso, por exemplo, do IVA.
Neste momento, o regime do acto isolado é quase semelhante ao simplificado. Ou seja, até 150 mil euros são aplicadas as regras do regime simplificado e, acima desse valor, terá de optar pela contabilidade organizada. Desta forma, só pode apresentar despesas se declarar rendimentos superiores a 150 mil euros.
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Últimos anos do século XX foram os mais quentes dos últimos 1400 - Vida - Sol

Últimos anos do século XX foram os mais quentes dos últimos 1400 - Vida - Sol

O final do século XX foi o período mais quente dos últimos 1.400 anos, rompendo a tendência de mais de um milénio de arrefecimento global do planeta, segundo um estudo hoje divulgado na Austrália.
A investigação, na qual participaram 78 cientistas de 24 países, reconstruiu as temperaturas dos últimos dois mil anos através de 511 amostras de árvores, corais, núcleos de gelo, formações rupestres e documentos históricos.
Os resultados mostraram uma tendência de arrefecimento a longo prazo do planeta, que se inverteu no século passado, quando a temperatura média foi de 0,4 graus superior à dos 500 anos anteriores. Entre 1971 e 2000, registaram-se os períodos mais quentes nos últimos 1400 anos.
"A característica mais surpreendente do aumento repentino da temperatura média global no século XX apareceu depois de uma tendência de arrefecimento global que durou mais de um milénio", disse, em comunicado, o autor do estudo, Steven Phipps da Universidade de New South Wales.
A investigação, publicada na revista "Nature Geoscience", "mostra que num século se reverteram 1.400 anos de arrefecimento na Terra", que Phipps atribui a ciclos naturais na órbita planetária e a flutuações causadas por erupções vulcânicas e variações da actividade solar.
A reconstrução da temperatura provou que o actual aquecimento ocorre em todo o planeta, ao contrário do Período Quente Medieval (séc. IX-XIV) e da Pequena Idade do Gelo (século XVI-XIX), que afectaram em momentos diferentes os hemisférios norte e sul.
Segundo o autor do estudo, "o hemisfério norte foi mais quente entre os anos 830 e 1000, enquanto a América do Sul e a Austrália só experimentaram este aquecimento nos anos 1160 e 1370".
A Pequena Idade do Gelo, que ocorreu entre 1550 e 1850 devido a uma fraca actividade solar e de erupções vulcânicas, também teve um impacto irregular no planeta, visto que se registou no Árctico, Europa e Ásia e só depois na América do Norte e no hemisfério sul.
Phipps adiantou que a pesquisa vai contribuir para compreender os motivos das variações climáticas a nível regional e global e ajudar a melhorar as previsões à medida que o planeta enfrenta um maior aquecimento.

Barroso indignado com preconceitos contra portugueses - Política - Sol

Barroso indignado com preconceitos contra portugueses - Política - Sol

O presidente da Comissão Europeia criticou hoje os "preconceitos" que estão a emergir na Europa, afirmando que aqueles que pensam que os povos do sul são "preguiçosos" estão enganados e que, por exemplo, "os portugueses são extremamente trabalhadores".
José Manuel Durão Barroso, que falava, em Bruxelas, num debate organizado por diversos "think tanks" (grupos de reflexões) sobre o Estado da União Europeia, disse que um dos principais problemas de hoje é "a polarização, que está a ameaçar tornar-se o resultado final da crise", e lamentou que "os preconceitos que estão a emergir", e que classificou como "inaceitáveis", ameaçam dividir a Europa e delinear um risco entre norte e sul da Europa.
Afirmando-se "muito preocupado" com este fenómeno, o presidente do executivo admitiu que a grande falha da União Europeia na resposta à crise foi precisamente não conseguir explicar aos cidadãos "o que estava em jogo", contribuindo para que as políticas de austeridade, que insistiu terem sido necessárias para corrigir os desequilíbrios criados pelos próprios Estados-membros, não tivessem aceitabilidade política e social, conduzindo a tensões.
"É aqui que acho que não fizemos tudo certo. Não fomos capazes, colectivamente - instituições europeias e Estados-membros -, de explicar o que estava em jogo e construir o apoio necessário", o que, assumiu, contribuiu também para que se desenvolvessem "preconceitos inaceitáveis", quer de um lado, quer do outro.
Segundo Durão Barroso, há a tendência, em alguns Estados-membros, em "simplificar", com os países da periferia, por um lado, a considerarem que "os problemas que têm não foram criados por si, mas por alguém, regra geral Berlim ou as instituições europeias ou o Fundo Monetário Internacional", o que, disse, não corresponde à verdade.
Pelo outro lado, sublinhou, há "a ideia que existe nos países do centro, ou nos países mais prósperos, de que houve alguma espécie de inabilidade dos povos da periferia ou do sul, de que alguns destes povos são, por definição, preguiçosos ou incompetentes".
"Este é um problema profundo, que eu considero moralmente intolerável e inaceitável. Vindo eu próprio de um destes países, posso dizer-lhes que o povo português é extremamente trabalhador", declarou.
O presidente da Comissão apontou ainda que "é verdade que há, de facto, diferentes níveis de produtividade e competitividade na Europa, mas nem todos estes problemas são devidos às qualidades dos povos ou das nações", como o mostra a História.
"Não é preciso recuar muito" para ver como os países mudam em termos de histórias de sucesso ou insucesso em termos económicos, afirmou.

Passos defende que "chegou o momento da acção" na reforma das Forças Armadas | iOnline

Passos defende que "chegou o momento da acção" na reforma das Forças Armadas | iOnline


O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu hoje que "chegou o momento da ação" na reforma das Forças Armadas, num discurso em que felicitou a "ação política determinada e diligente" do ministro da Defesa, Aguiar-Branco, neste processo.
Pedro Passos Coelho fez hoje uma visita ao Ministério da Defesa, em Lisboa, na qual não esteve o secretário de Estado adjunto e da Defesa, Paulo Braga Lino, que está de saída do Governo e vai ser substituído por Berta Cabral, disse à Lusa no domingo fonte ligada à ex-presidente do PSD/Açores.
"É aqui, no Estado Maior General das Forças Armadas, que concluímos o período de diagnóstico e de planeamento, e damos início à segunda fase deste processo de reforma das Forças Armadas. Concluído, portanto, o processo de preparação, chegou o momento da ação", afirmou o primeiro-ministro, numa intervenção de cerca de dez minutos.
"Chegou agora o momento de executarmos o que planeámos, de realizarmos as metas que traçámos", reforçou.
No seu discurso, Passos Coelho agradeceu "a abertura, a dedicação e o sentido patriótico dos chefes militares" na fase de planeamento e de aprovação das bases da reforma das Forças Armadas, acrescentando: "Não posso deixar de felicitar a ação política determinada e diligente do senhor ministro da Defesa Nacional em todo este processo".